terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

prisão psicológica

Porque nem sempre o sal salga...
Vitórias são sonhadas, imaginadas mil vezes
mesmo no cérebro menos criativo.
Do acto ao falhanço correm meros segundos,
Mas o acto ficou travado, de medo ao peito,
sem qualquer respeito por futuros mais brilhantes.
Cegos e impotentes, dotados de uma fome resiliente,
Capazes de deprimir a depressão mais deprimente.
Sem loucura pela sede de saber,
Vivendo mortos, mesmo antes de morrer,
Cansados e fatigados sem um passo dar,
Perdidos e derrotados sem sequer lutar.

Retraídos pacientes perante as próprias criações
de vazios reticentes que colocam no vosso próprio caminho.