sábado, 14 de dezembro de 2013

com-ple-men-to

No final de todas as contas
ainda outras ficam por calcular,
números dos mais variáveis pesos
e medidas, letras ilegíveis,
outras mais definidas,
Aguardam por uma mão e por uma razão
que os solucione.
Num encontro de pesadelos e sonhos
a única certeza é a transpiração
que nos recorda que a realidade
faz parte dos dois.

De que vale essa luz
mundana, essa luz medíocre
que não basta para fazer temer a noite?
Essas pausas entre monólogos,
Esses pensares cansados de quem tudo procura
e nada encontra,
por entre histórias e Histórias
tão pouco nossas... - apesar de o serem.

Nesta visão ambiciosa, onde ser-se rei é pouco,
E ser-se deus é pouco mais,
Num escrever rouco, algures nesse sufoco
encontro a guerra que preparei por tanto tempo,
E aguardo-a, por um momento de reflexão...
Afinal de contas, do que vale a luz
se não existir escuridão?