domingo, 5 de abril de 2009

A persistência da memória


Imagens contidas em mim, cores imensas que navegam
Em volta da minha cabeça, lembrando-me a origem,
A questão fundamental.
Sufoco em ar, procuro algo que me tire daqui
E me dê um lugar sossegado, um lugar sedento de movimento,
Com pouco asfalto, muito verde e cor de pele.

Os relógios tombam, chegou a hora da sua morte,
Ironia eficaz nas linhas de quem finge meditar tão solenemente,
Risos escondidos atrás de cada arvore, rachada ao meio
Pelo vento da loucura desses homens amarelos.

Abraço-te...vem o silêncio, vem o conforto da exactidão.
Afinal quem tinha razão? Todos.

Derretemos, sentados no desespero da espera,
Calmos de morte, sem acção fortuita,
É o passado, o presente e o futuro, quase tudo ao mesmo tempo...
E o tempo é tão pequeno.

E:
O futuro que por lá vem, quero que se torne presente!
O meu presente, quero que se torne passado!
Quero que o passado morra cedo.
E fico sentado, com um relógio de cada cor,
Enquanto te espero do outro lado.

5\04\09
19h58 – Adoro este quadro. Ajudou um pouco ou nada.