segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Museu de Cera

Bem-vindo ao mundo das ilusões que estará à vossa espera,
nem tudo é o que parece como num museu de cera...
(DLM)


Há pouco menos de uma década fiz o que mais ninguém fez
e desafiei Deus para um duelo de xadrez,
Moveram-se peças muito lentamente
e muito mais depressa cresceram os porquês.
E desde então tenho vindo a procurar
sem cessar tudo aquilo que posso encontrar,
A iluminação é como a vela sem companhia
que baila numa rua escura
onde a única luz que tenta fracamente destruir
as trevas é a luz da lua.

Neste mundo os sentidos estão todos ao contrário,
E o que é bênção transforma-se em maldição
e vice-versa num pequeno pedaço temporário.
Poeira.
Assenta a poeira, mas a brisa volta sempre
porque o vento é como o tempo
nunca pára verdadeiramente
apenas finge parar.

Tentativas de humana evolução
são geralmente miragens de ilusão
dissolvem-se como ondas na praia,
Podem parecer gigantes
imparáveis
até ao momento da rebentação.

Deus moveu a sua peça depressa de mais.
Agora é a minha vez.
Talvez nem tudo seja o que parece,
mesmo que pelas razões mais modestas.

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