segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Gravidade zero

Voltei hoje de viagem;
Pouco mais que nada
Levei de bagagem
Mas trouxe algo mais
do que o pouco nada que levei.

Novas paragens, um novo aroma
Um sabor novo
Um olhar novo sobre
o habitual olhado.
A rotina descansou.

Descansei do pesadelo
da lembrança rotineira
que gosta de se relembrar
em sonhos.

O sol, o mar e a terra seca,
Uma praceta.
Sem promessas, sem juramentos,
Eu, os meus e os meus
momentos, num pequeno ponto
de equilibrio
ao qual chamo
gravidade zero.

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