Num lugar corrompido pelo mais simples
movimentar de lábios, da respiração que envenena
o ar, dos pés que já não caminham apenas pisam,
O dia d'amanhã promete cheirar a nunca.
Nesse oxigénio que vai alimentando os pulmões
cansados da corrida diária na busca da procura
por respostas e por perguntas
o pó e a cinza sufocam.
Perante toda esta água que afoga
D'alto a troça divina revela-se sobre a forma de chuva.
Tambores ao longe batem treze vezes, por uma hora
inexistente, nem agora, nem depois ou antes,
A escuridão cerra os dentes
e devora todo este todo
Por quem nasce
e por quem dá o seu último fôlego.
É tempo de fazer parte da História
ou de deixá-la passar,
como passa tudo o resto.
Nesse manifesto grotesto que está retraído no vosso peito
Aceitem a sugestão deste ser imperfeito
amonstrificado pela ausência de um verdadeiro conceito:
Sintam e pensem e ajam...ou deixem-se perder nesse horrível leito.
sábado, 13 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Corre
Podem fugir, ninguém vos irá deter
- Para já -
Corram até os músculos arderem
até o sangue ferver
Até que os ossos implorem por quebrar...
Escondam-se o melhor que puderem
- Não serão encontrados, para já -
Por de trás desses véus pintados de negro
para disfarçar um transparente tão vísivel,
Nesse local escondido, dentro do segredo,
Nesse lugar sagrado onde não penetra o medo...
Tão certo como o sol nascer e morrer e voltar a ressussistar
todos os dias...Tranquem as portas dessa vossa casa,
Construam muralhas tão altas quanto fortes,
Vivam aí, nesse vosso mundo pequeno,
Afastados do que esta terra cultiva de bom,
Apanhando serpentes para lhes arrancarem o veneno,
Enquanto podem , e só o podem para já...
A leveza doce é trocada pela maldição do que é amargo,
São deixados escapar, para sentirem o que é ter escapado,
Mas não será por muito tempo...
As mentiras cuspidas durante o escuro da noite
serão trazidas à verdade do dia.
- Morrerei várias vezes, até que tudo esteja diferente,
Lutada será a guerra com o intuito único de trazer a paz,
Sem interesses, sem favores, sem falsas preces...
Será trazido à Luz,
- E não será já -
Por tudo o que foi conquistado
Por tudo o que ficou destruído
Por tudo o que é a maldade humana
E por todas as acções da estrela da manhã...
Podem correr...durante muito tempo.
E podem continuar a correr...
- Mas tudo irá mudar...Só que não será já -
Por isso, e por tudo o mais, continuem a correr.
- Para já -
Corram até os músculos arderem
até o sangue ferver
Até que os ossos implorem por quebrar...
Escondam-se o melhor que puderem
- Não serão encontrados, para já -
Por de trás desses véus pintados de negro
para disfarçar um transparente tão vísivel,
Nesse local escondido, dentro do segredo,
Nesse lugar sagrado onde não penetra o medo...
Tão certo como o sol nascer e morrer e voltar a ressussistar
todos os dias...Tranquem as portas dessa vossa casa,
Construam muralhas tão altas quanto fortes,
Vivam aí, nesse vosso mundo pequeno,
Afastados do que esta terra cultiva de bom,
Apanhando serpentes para lhes arrancarem o veneno,
Enquanto podem , e só o podem para já...
A leveza doce é trocada pela maldição do que é amargo,
São deixados escapar, para sentirem o que é ter escapado,
Mas não será por muito tempo...
As mentiras cuspidas durante o escuro da noite
serão trazidas à verdade do dia.
- Morrerei várias vezes, até que tudo esteja diferente,
Lutada será a guerra com o intuito único de trazer a paz,
Sem interesses, sem favores, sem falsas preces...
Será trazido à Luz,
- E não será já -
Por tudo o que foi conquistado
Por tudo o que ficou destruído
Por tudo o que é a maldade humana
E por todas as acções da estrela da manhã...
Podem correr...durante muito tempo.
E podem continuar a correr...
- Mas tudo irá mudar...Só que não será já -
Por isso, e por tudo o mais, continuem a correr.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
a luz da noite
Nesse dito céu escuro, onde dormem as estrelas
que demoram a acordar,
Onde o sol distante perdeu o seu lugar,
Sentam-se os pensamentos
de quem ousou sonhar.
Mora longe o desejo, esquecido, recriado
descoberto; certo como a morte
Perfeito como a vida,
Ousado como quem ousou virar o Cabo
das Tormentas. Fomes imensas são
apaziguadas por um poder mais forte.
A calma veio com a noite,
Uma noite diferente das anteriores,
Suores frios, calores,
Por uma claridade que a custo é aceite.
Abrem-se os olhos...o que outrora estava
sozinho agora já não está,
E as estrelas acordaram,
Pequenas luzes na noite
tal farol num oceano negro
onde as ondas ameçam caladas
até ao momento da sua rebentação.
Chegou a hora - o medo e o terror
esmagam esse sabor tão doce e supremo,
Porque dói sentir diferente, sentir mais e melhor sem falhar.
que demoram a acordar,
Onde o sol distante perdeu o seu lugar,
Sentam-se os pensamentos
de quem ousou sonhar.
Mora longe o desejo, esquecido, recriado
descoberto; certo como a morte
Perfeito como a vida,
Ousado como quem ousou virar o Cabo
das Tormentas. Fomes imensas são
apaziguadas por um poder mais forte.
A calma veio com a noite,
Uma noite diferente das anteriores,
Suores frios, calores,
Por uma claridade que a custo é aceite.
Abrem-se os olhos...o que outrora estava
sozinho agora já não está,
E as estrelas acordaram,
Pequenas luzes na noite
tal farol num oceano negro
onde as ondas ameçam caladas
até ao momento da sua rebentação.
Chegou a hora - o medo e o terror
esmagam esse sabor tão doce e supremo,
Porque dói sentir diferente, sentir mais e melhor sem falhar.
sábado, 29 de junho de 2013
estado de latência
Dão catorze horas num relógio que está parado,Encostado a uma parede, impacientemente comovido,
Aguarda que a fraqueza do Homem
num acto de rara misericórdia
consiga finalmente destrui-lo.
Adormecidamente, nessa união entre o raro
e o básico, do abstracto ao concreto,
Acorda e adormece, por um lado ainda morto
por outro: ainda vivo.
Quebrado, já em peças partido,
Aguarda, aguarda mais um pouco
- E o tempo perdido?
Pela hora de ser reconstruído.
Finge-se quieto, tal caçador furtivo,
Inteligente, paciente, num processo de silêncio
protegido...A destruição da alma
é inevitável, tal queimadura profunda
não será esquecida...Tal gelo esculpido
a frio não será esquecido.
( Perde-se. Perde-se mesmo contornando as regras,
Mãos seguram os mecanismos
Como se ressuscitassem um coração...
Aguenta...para que não seja em vão,
Aniquila para que possas renascer. )
O terror da luz sobressai, nessas nuvens negras
que vigiam o céu com olhar atento,
Na espera da esperança morre o sonho,
No avanço do sentimento dá-se a emboscada da razão,
Bate o relógio, mas já bate partido,
E o seu bater não passa de um gemido,
Criado para contar o tempo,
Mas que como nós e por nós já foi esquecido.
( imagem d'a persistência da memória , por S. Dali )
domingo, 23 de junho de 2013
Todo esse nada
Os
desabafos improváveis de quem sabe e sente muito mais, obrigados a
reflectir nas trevas pois a luz pertence a quem não a conhece, respeita ou
entende...Destinos, desencontros,
desistimos, tropeçamos em sonhos já mortos,
Caímos perante uma insatisfeita confusão
como que uma cidade totalmente às escuras...
Absortos num absinto absorvente,
Cantam-se hinos roucos sem entusiasmo
por esses enormes poucos
Que nos seduzem como sol
a alimentar a pele quente.
Vive-se dessa tristeza que se reflecte
nas ruas servidoras de uma única lua,
Outrora nossa, agora só tua.
A mágoa magoa como frio em pele nua,
sem aconchego, sem esperança,
sem mera cobertura.
Não se entende as escolhas dessa
gente, os seus cálculos,
os seus defeitos,
os versos rídiculos,
Almas que se afastam tão depressa
de algo que se aproximaram tão devagar...
Não existem círculos perfeitos,
e nem mesmo eu os posso forjar.
(imagem - Alex Grey)
quinta-feira, 13 de junho de 2013
escura obsessão
Vou sufocando...até decidir engolir..
Parados, concentrados apenas na apatia,
Deixam-se descansar, mesmo sem estarem cansados,
Fingindo estar presos a essa agonia...
Falsos sorrisos são esculpidos ou cavados,
Iludem-se, e querem iludir, e são poucos
os que percebem que tudo não passa de hipocrisia.
Empurrem para baixo, continuem até chegar
a esse lugar onde o Inferno fez nascer a sua história.
O calor em demasia, e todo esse sabor amargo,
Revolta o pequeno e triste fado,
de quem tenta do nascer até o sol se deitar,
Agarrar uma que seja , e mesmo que apenas uma glória.
Puxa-me para baixo, até aos confins da escuridão,
Onde a luz vive apenas na nossa memória
Na nossa recordação...
Engana-me. Continua a enganar-te,
Tal cavalo de Tróia,
Tal barco que preso ao medo não parte.
São sombras e nuvens escuras que perseguem cada passo
dado, cada passo por dar, cada má decisão, cada não-acção;
O sentimento é grandioso, levado nos braços da elevação
Até que as alturas percam de vista, além do físico espaço,
Por breves momentos acreditar vale todo o nosso esforço
Até que a verdade desperta serena, sedenta de uma escura obessão.
Parados, concentrados apenas na apatia,
Deixam-se descansar, mesmo sem estarem cansados,
Fingindo estar presos a essa agonia...
Falsos sorrisos são esculpidos ou cavados,
Iludem-se, e querem iludir, e são poucos
os que percebem que tudo não passa de hipocrisia.
Empurrem para baixo, continuem até chegar
a esse lugar onde o Inferno fez nascer a sua história.
O calor em demasia, e todo esse sabor amargo,
Revolta o pequeno e triste fado,
de quem tenta do nascer até o sol se deitar,
Agarrar uma que seja , e mesmo que apenas uma glória.
Puxa-me para baixo, até aos confins da escuridão,
Onde a luz vive apenas na nossa memória
Na nossa recordação...
Engana-me. Continua a enganar-te,
Tal cavalo de Tróia,
Tal barco que preso ao medo não parte.
São sombras e nuvens escuras que perseguem cada passo
dado, cada passo por dar, cada má decisão, cada não-acção;
O sentimento é grandioso, levado nos braços da elevação
Até que as alturas percam de vista, além do físico espaço,
Por breves momentos acreditar vale todo o nosso esforço
Até que a verdade desperta serena, sedenta de uma escura obessão.
sábado, 1 de junho de 2013
Há dias à noite
Há dias em que vos apetece aceitar a derrota,
Virar as costas ao desejo, virar as costas ao
que faz bater o vosso peito.
Há dias em que a vontade já nasce morta,
e é mais fácil fechar uma ou outra qualquer porta,
Deixando o vosso anjo caído satisfeito.
Não é agora o momento, será sempre depois,
Agora não - jamais e em tempo algum.
Esta distância psicológica separa-vos em dois
quando quase tão perfeitamente poderiam ser um.
Não aguentam mais a luz - não hoje, não agora,
Abrem os braços ao céu escuro,
Mudar hoje não, hoje não se prepara o futuro,
Um passo, dois passos, já estavas tão perto
quando começaste a ir embora.
O desejo transforma-se numa família de nuvens cinzentas,
Que chova toda a água dos lagos, dos rios
dos mares e dos oceanos
Que cada trovão fira os ouvidos humanos
E deixe os deuses sentirem medo pela primeira vez...
Lutam tanto para sair das trevas
mas é tão fácil para lá novamente voltar...
Neste recuar cansado
tudo o que se deseja é o quebrar das regras
das previsões certas, do que já se conhece;
por tudo aquilo que continua a faltar.
Estar-se completo como os cinco continentes antes de se terem separado...
Virar as costas ao desejo, virar as costas ao
que faz bater o vosso peito.
Há dias em que a vontade já nasce morta,
e é mais fácil fechar uma ou outra qualquer porta,
Deixando o vosso anjo caído satisfeito.
Não é agora o momento, será sempre depois,
Agora não - jamais e em tempo algum.
Esta distância psicológica separa-vos em dois
quando quase tão perfeitamente poderiam ser um.
Não aguentam mais a luz - não hoje, não agora,
Abrem os braços ao céu escuro,
Mudar hoje não, hoje não se prepara o futuro,
Um passo, dois passos, já estavas tão perto
quando começaste a ir embora.
O desejo transforma-se numa família de nuvens cinzentas,
Que chova toda a água dos lagos, dos rios
dos mares e dos oceanos
Que cada trovão fira os ouvidos humanos
E deixe os deuses sentirem medo pela primeira vez...
Lutam tanto para sair das trevas
mas é tão fácil para lá novamente voltar...
Neste recuar cansado
tudo o que se deseja é o quebrar das regras
das previsões certas, do que já se conhece;
por tudo aquilo que continua a faltar.
Estar-se completo como os cinco continentes antes de se terem separado...
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Inércia resiliente
...é absorvida...é aceite. O pensamento estanca, assombrado
por todo o cansaço que não descansa,
Pela desilusão que fura a armadura
e trespassa pele e carne em forma de lança.
Nada dura, nem a chuva nem a secura,
Nada vive de intenções.
Duro é o custo a pagar por quem não avança,
à deriva, nesses mares, procurando
uma ilha de ilusões.
O sentimento sufoca, algemado nas mãos,
Preso nas asas, preso na garganta...
Tortura infligida por vontade própria...
Mundos mudos, ouvidos surdos,
Uma cegueira que se alastra...
Anjos caídos, anjos levantados
Nesse lugar tão improvável para se unir
o paraíso e o inferno.
O amanhã não chega, o amanhã não morre,
Mas a esperança escorre,
E o tempo corre.
Na essência humana está o mesmo velho do restelo
que sozinho finge sonhar quando já se rendeu ao pesadelo.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
filhos d'uns deuses Menores
(Mas não estás só.)
Quando o céu chora
e sozinha te proteges debaixo de um
prédio qualquer, sem saber ao certo
porque olhas para um vazio que te adora.
Quando o sol te aquece o corpo
e tu sozinho, absorto no igual e constante aperto
de que a este mundo nada acrescentas
e que preferias estar morto.
Não somos o que parecemos, não somos
o que queremos, não somos o que dizemos,
Somos o que procuramos, pelo o que encontramos,
e pelo que fazemos...
(Mas não estás só.)
a Sós, depois da cortina descer
podes expulsar os demónios deste mundo
no palco que é o teu recanto,
Linhas saiem sem esforço, das letras às imagens,
Das memórias captadas
às filmagens...
Da dança que mais ninguém precisa de ver,
Da canção; da magia com que fazes arrepiar um instrumento.
(Mas não estás só.)
Não somos o que nascemos, não somos
o que gostariam que fossemos,
Não somos o que nos moldaram,
Somos na maneira como amamos, como odiamos,
Como vivemos e agimos...
Mas não estás só, nunca estarás,
Outros como tu respiram por todo este lugar,
Nessa busca ineficaz pela razão de tanto
andar sem chegar a bom porto...
Sei que saberá sempre a pouco,
Mas lembra-te: não estás só,
nem nunca estarás.
Quando o céu chora
e sozinha te proteges debaixo de um
prédio qualquer, sem saber ao certo
porque olhas para um vazio que te adora.
Quando o sol te aquece o corpo
e tu sozinho, absorto no igual e constante aperto
de que a este mundo nada acrescentas
e que preferias estar morto.
Não somos o que parecemos, não somos
o que queremos, não somos o que dizemos,
Somos o que procuramos, pelo o que encontramos,
e pelo que fazemos...
(Mas não estás só.)
a Sós, depois da cortina descer
podes expulsar os demónios deste mundo
no palco que é o teu recanto,
Linhas saiem sem esforço, das letras às imagens,
Das memórias captadas
às filmagens...
Da dança que mais ninguém precisa de ver,
Da canção; da magia com que fazes arrepiar um instrumento.
(Mas não estás só.)
Não somos o que nascemos, não somos
o que gostariam que fossemos,
Não somos o que nos moldaram,
Somos na maneira como amamos, como odiamos,
Como vivemos e agimos...
Mas não estás só, nunca estarás,
Outros como tu respiram por todo este lugar,
Nessa busca ineficaz pela razão de tanto
andar sem chegar a bom porto...
Sei que saberá sempre a pouco,
Mas lembra-te: não estás só,
nem nunca estarás.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
a sede da secura
Olhos fechados, cabeça para baixo inclinada,Rosto firme livre de emoções...
A cabeça levanta-se e os olhos abrem,
Nada de diferente terá acontecido,
bastou a percepção de que tudo está igual
para absorver a realidade com uma sede
nunca antes sentida.
Ganância na ignorância para se alcançar a dormência eterna.
Revoluções suspiram impotentes escondidas
em escondidas cavernas.
A ascenção espiritual, física, sentimental e mental
está em constante submissão, por todas essas
variáveis pessoais, exteriores,
De todos estes vazios da desculpabilização.
Lábios secos, um peito queimado,
Rosto firme livre de emoções...
Por favor não deixem entrar o mal
nos vossos corações; mas é um pedido vão,
com vários séculos de atraso.
O desejo que arde, na esperança que nunca
acabe, na ilusão de um ou mais brilhos que pareceram
viver em outros olhos,
O fado e a vontade são curtos,
mais curtos que um curto cigarro.
A negação é um fardo pesado,
A escuridão é apenas o outro lado da luz,
Por entre sorrisos e tristezas,
Esse líquido límpido seduz
O afastamento das trevas,
Num pensamento dormente, mas acordado
Sedento, na busca do iluminado...
(imagem de Alex Grey)
sábado, 4 de maio de 2013
Finem habeo momentum ( XIII )
Quando duas forças se anulam...o Universo suspende
a respiração; parado por um momento não precisa de mais nada.
Voltarias atrás? Moverias essa peça - abrindo ao adversário
a possibilidade bela de conseguir fazer cheque? Uma jogada falhada
e as cartas caiem por terra, primeiro tropeçam duas, depois
as três que as sustentavam...e por aí em diante.
De que lado nos querem afinal?
A favor? Contra? Em termos de igualdade?
Pelo conforto da paz ou pela guerra que conquista?
Queriam que fosse diferente - mas não o posso ser...
Um grito assume o pavor generalizado,
E neste solo abençoado
Reinam as maldições de quem protesta
Contra a falta de vida...
Se sentirem como eu sinto,
se conseguirem ver o que eu vejo...
Quando duas forças se anulam o universo suspende
a sua respiração.
Uma espiral inunda os sentidos,
Vermelho, branco e azul,
Por tudo o que nos faz mais falta...
Por cima do amor, por cima da oração,
Por cima da hesitação, da acção,
do medo e do terror.
Quando duas forças se anulam...
sábado, 27 de abril de 2013
pequenas elevações
Das cinzas às cinzas...do pó ao pó.
Recriação da essência, destruição de todos
os moldes, das barreiras, das regras,
das leis...As vendas são queimadas
Não haverá mais desculpa para visões cegas.
Nem todos os anjos são bons,
Asas negras sentem o vento,
em todas as direcções,
Tudo é pó, tudo é cinza, tudo o que estava
assente no chão ganha vida,
A fragância a morte é esquecida.
Do claro ao escuro, da solidão ao preenchimento,
Não serão permitidos mais ataques de pânico,
Não será aceite o atrito resultante do choque,
A sorte é limada, a morte que espere..
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