terça-feira, 25 de maio de 2010
Bater no fundo para depois sentir a gravidade (agora sim o último)
Por momentos pensei estar num dos melhores dias de à muito tempo. Mas depressa percebi que era exactamente o oposto. Já vos vi por várias vezes passarem da luz à escuridão de forma repentina...Mas na maioria dos casos acontece, e vão-me desculpar, porque não têm mais nada em que pensar, e porque, por alguma razão, preferem as coisas más às boas, mesmo quando as boas nada têm de mal para ser apontadas...Comigo não. Foi diferente. Fui pensando...e concluindo tudo com a alma triste. Tentava agarrar-me a uma ponta de luz que fosse, mas lá vinha a escuridão. Tentei e tentei, mas tudo acabava por me levar a essa escuridão. Rendi-me. As conclusões custam a ser tiradas, e custam quando não há volta a dar. Por isso, decidi escrever este texto. Ao que parece na altura pareceu-me a melhor solução em vez de justificar o meu estado de alma e os meus pensamentos. Foi bom ainda ter arranjado mais dois "episódios" do Mr. Durden para vos contar. Mas julgo serem mesmo os últimos. Espero que gostem...
(O filme já conhecem : Fight Club)
Quero participar, estou farto de ser um espectador. Não tenham medo de seguir os vossos sonhos nem tenham medo de ser felizes, nunca.
( alínea A )
O Tyler tinha acabado de fechar a porta da cave.
-Vejo muitas caras novas por aqui...
Os lutadores começaram a rir, mas o Tyler cortou as gargalhadas:
-Calem-se! (Todos fizeram silêncio) Isto significa que alguns de vocês andam a transgredir as duas primeiras regras do Fight Club...
(Todos estavam atentos, e ele continuou)
-Vejo aqui tanto talento desperdiçado. Estou diante dos melhores homens. São pessoas, toda uma geração que serve à mesa, que vende jornais, que põe gasolina, ... Escravos de colarinho branco e gravata. Grande parte da culpa é do espírito da publicidade e do consumismo...que nos faz trabalhar em coisas que odiamos para comprar coisas que não precisamos. Somos os filhos do centro da História. Não temos nenhuma grande Guerra...nenhuma grande depressão...A nosso guerra é espiritual. A nossa grande depressão são as nossas vidas. E a televisão faz-nos acreditar que todos nós um dia vamos ser milionários, deuses do cinema ou cantores. Mas não vamos...e devagar estamos-nos a aperceber disso...e nós, ficamos irritados com isso!
( alínea B )
Tínhamos acabado de chegar a uma loja de conveniência mesmo ao lado de uma bomba de gasolina:
-O que estamos aqui a fazer?
-Sacrificio humano. Foi a resposta do Tyler.
-O quê?
-Vai ter comigo às traseiras da loja. Entretanto Tyler tirou da mala algo que me pareceu uma pistola.
-Diz-me que isso não é uma pistola!
-Vai ter comigo lá atrás...
-Isso é uma pistola?
-Sim é. Vai ter comigo lá atrás!
-Oh meu Deus...
Quando cheguei às traseiras da loja o Tyler trazia pelo braço um rapaz dos seus vinte e cinco anos, de nacionalidade oriental, ao que parecia. O Tyler colocou-o de joelhos no chão e tirou-lhe a carteira...
-Raymond...tu vais morrer.
O pobre do rapaz começou a choramingar.
-Ao que parece vives num apartamento minúsculo...aliás numa cave, a avaliar pela morada. Estou certo?
-Sim sim...
-Raymond, porque estás a trabalhar numa loja destas?
O rapaz não respondia. Estava a tremelicar e a choramingar. O Tyler bateu-lhe com a pistola na cabeça:
-Porque desisti de estudar!
-O que querias ser?
O rapaz balbuciava grunhidos...
-Preferes morrer nas traseiras de uma loja?!
-Não quero morrer! Queria estudar animais e essas coisas...
-Ah!, querias ser veterinário!
-Sim e essas coisas...
-Sim e essas coisas já percebi.
-E porque desististe?
-Porque tinha de estudar muito...
-Preferias estar morto? (E o Tyler fez uns sons com a pistola que deduzi darem-se antes de se disparar uma arma)
-Não, não por favor!
O Tyler guardou a arma. Tirou a carta de condução do Raymond da carteira e guardou-a no bolso:
-Vou guardar a tua morada. Para saber onde moras. Vou andar de olho em ti, se daqui a seis semanas não te estiveres a esforçar para ser veterinário então estarás morto. Agora vai, corre. Run Forrest Run!
O rapaz correu até sair da nossa vista:
-Estou enojado. Para que é que foi isso tudo? Estás feliz?
O Tyler só respondeu:
-Amanha vai ser o dia mais belo da vida do Raymaond...Tudo lhe vai parecer belo. O seu pequeno-almoço vai-lhe saber melhor que qualquer refeição que nós alguma vez comeremos. Ele vai viver o sonho dele...
O Tyler mandou-me a arma para a mão. Abri-a. Não tinha nenhuma bala...As coisas, mesmo que à maneira do Tyler, começavam a fazer sentido. Ele tinha um plano.
"Só quando perderes tudo é que estarás livre para fazer tudo...
Tens de desistir. Tens que perceber que um dia vais morrer! Porque até perceberes isso és inútil."
Durante a corrida, sentimento primeiro
Este texto, se menos fortemente sentido, poderia acabar na apologia do meu eu. Por alguma razão achei mais correcto coloca-la aqui.
Ontem corri. Corri muito. Foi a vez que corri mais ao que me lembro. E a minha cabeça ia pensando da mesma forma que todo o meu corpo ia sofrendo dor. Todo o meu corpo é exagero...apenas as pernas e os pulmões. Quando estou a correr as músicas que prefiro ouvir nem sempre são as mesmas que prefiro ouvir quando não estou a correr...Apesar de gostar de todas as que transporto. Os meus pensamentos iam já perdidos, quando parei na música Sober, dos Tool. A verdade é que a ouvi umas quatro vezes. Na altura foi o que me fez companhia, e a razão pela qual comecei a pensar nas reflexões que me fizeram escrever este texto.
Comecei a pensar que não, não queria ser esse tipo de monstro. Esse tipo de ser vivo. E a música entrava dentro de mim...de forma tão suave...e eu deixei. O bater do meu coração começou a bater ao ritmo da música, pelo menos assim parecia. Comecei a ter medo não sei do quê. Não quero ser mais um imbecil neste mundo, nem o pior mentiroso. Não quero preencher ninguém só para depois sair de lá, deixando um espaço vazio. Não te quero elevar só para depois te fazer cair...Não. Eu não quero ser assim. E depois pensei...mesmo não sendo assim, conheço tanta gente que sofre por pessoas como estas, que existem em todo o lado, a todo o tempo.
Meus caros...As pessoas não são objectos, que são usados e descartados. As pessoas não devem ser abraçadas apenas em alturas que vos dá jeito para depois serem descartadas. Usam e largam...sem qualquer amor puro ou reconhecimento...Amor?Amizade? Não...para vocês, tudo se resume a necessidade. E vocês são falsos...fingem amor, ou amam mesmo, mas muito pouco, para terem o que querem...seja lá o que for.
Dizem-me desde pequeno que não se deseja a morte a ninguém...muito bem, não o farei, mas devido ao sofrimento que causam, às cicatrizes que deixam nas pessoas, posso afirmar, sem qualquer ponta de sensibilidade, se morrerem não vos lamento, e não afectarão a direcção da minha vida por um milímetro que seja.
Há pessoas que não parecem pessoas...ou então sou eu que estou no lugar errado. Talvez isso seja mais verdadeiro. Todos queremos aquilo que queremos...mas a vossa necessidade é satisfeita da forma que calhar...a minha pode ficar pendente, mas tudo o que vem com ela é a fome e o sentimento. O mais triste é que vocês mesmo sendo dessa forma, dormem descansados (não sei como), sem arrependimento, e satisfizeram-se...Não sei porque sou assim. Por isso façam-me um favor: não me preencham se depressa me deixam.
Ontem corri. Corri muito. Foi a vez que corri mais ao que me lembro. E a minha cabeça ia pensando da mesma forma que todo o meu corpo ia sofrendo dor. Todo o meu corpo é exagero...apenas as pernas e os pulmões. Quando estou a correr as músicas que prefiro ouvir nem sempre são as mesmas que prefiro ouvir quando não estou a correr...Apesar de gostar de todas as que transporto. Os meus pensamentos iam já perdidos, quando parei na música Sober, dos Tool. A verdade é que a ouvi umas quatro vezes. Na altura foi o que me fez companhia, e a razão pela qual comecei a pensar nas reflexões que me fizeram escrever este texto.
Comecei a pensar que não, não queria ser esse tipo de monstro. Esse tipo de ser vivo. E a música entrava dentro de mim...de forma tão suave...e eu deixei. O bater do meu coração começou a bater ao ritmo da música, pelo menos assim parecia. Comecei a ter medo não sei do quê. Não quero ser mais um imbecil neste mundo, nem o pior mentiroso. Não quero preencher ninguém só para depois sair de lá, deixando um espaço vazio. Não te quero elevar só para depois te fazer cair...Não. Eu não quero ser assim. E depois pensei...mesmo não sendo assim, conheço tanta gente que sofre por pessoas como estas, que existem em todo o lado, a todo o tempo.
Meus caros...As pessoas não são objectos, que são usados e descartados. As pessoas não devem ser abraçadas apenas em alturas que vos dá jeito para depois serem descartadas. Usam e largam...sem qualquer amor puro ou reconhecimento...Amor?Amizade? Não...para vocês, tudo se resume a necessidade. E vocês são falsos...fingem amor, ou amam mesmo, mas muito pouco, para terem o que querem...seja lá o que for.
Dizem-me desde pequeno que não se deseja a morte a ninguém...muito bem, não o farei, mas devido ao sofrimento que causam, às cicatrizes que deixam nas pessoas, posso afirmar, sem qualquer ponta de sensibilidade, se morrerem não vos lamento, e não afectarão a direcção da minha vida por um milímetro que seja.
Há pessoas que não parecem pessoas...ou então sou eu que estou no lugar errado. Talvez isso seja mais verdadeiro. Todos queremos aquilo que queremos...mas a vossa necessidade é satisfeita da forma que calhar...a minha pode ficar pendente, mas tudo o que vem com ela é a fome e o sentimento. O mais triste é que vocês mesmo sendo dessa forma, dormem descansados (não sei como), sem arrependimento, e satisfizeram-se...Não sei porque sou assim. Por isso façam-me um favor: não me preencham se depressa me deixam.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Elogio à parvoíce : D - Parte dois
A pedido de muitas famílias...Não. A pedido de uma pessoa em especial, e para outras que também sorriram (pois rir é capaz de ser um verbo exagerado...de qualquer das formas...), quis colocar mais alguns vídeos. A parvoíce não dura para sempre (será?). Obrigado às pessoas que estão no vídeo. Sem vocês a minha parvoíce...bem, não era tão parva. Foi um prazer ser eu próprio com vocês...apesar de consciente que desta forma não vou muito longe em termos de relações e trabalhos futuros...e esta frase merece um smile: xD . Ou talvez vá...Obrigado e divirtam-se!
(um vídeo do Algarve e três vídeos de uma "louca" ou douda viagem para Cascais. No nosso carrinho azul...)
"Fogo Raul reage!" "Esta passividade não é natural."
"Dá-lhe com força! (Dá-lhe com força!)"
"Parece que estamos em Marte...é só asteróides."
(se tomarem atenção reparem nos 3 segundos...que bastam para o meu amigo Bruno Varela beber um copo normal de cerveja...admiração e orgulho. Quem me dera.)
(um vídeo do Algarve e três vídeos de uma "louca" ou douda viagem para Cascais. No nosso carrinho azul...)
"Fogo Raul reage!" "Esta passividade não é natural."
"Dá-lhe com força! (Dá-lhe com força!)"
"Parece que estamos em Marte...é só asteróides."
(se tomarem atenção reparem nos 3 segundos...que bastam para o meu amigo Bruno Varela beber um copo normal de cerveja...admiração e orgulho. Quem me dera.)
O "monstro" que ajudei a criar - Com todo o amor e orgulho do mundo
Aproveito este post para dizer às pessoas que vêem ao meu blogue para lerem este texto em particular (mas todo o blogue vale mais do que a pena). Sintam mas sintam-se.
Querem descobrir se existe utopia? Perfeição? Hei-la:
http://memoriasrasgadas.blogspot.com/2010/05/desaparecida.html
Querem descobrir se existe utopia? Perfeição? Hei-la:
http://memoriasrasgadas.blogspot.com/2010/05/desaparecida.html
domingo, 23 de maio de 2010
Reflexologia

Era bom por uma vez na vida alguém se adaptar a mim, e no o contrário. Foi reflectido. Agora dito. De qualquer forma, nenhuma verdadeira amizade, nenhum verdadeiro amor, nenhuma família pode sobreviver ou ser saudável se jogarem "ao quem se adapta primeiro"...Não. Imaginem que são uma peça. Duas pessoas, duas peças. Se uma se for moldando à outra, para se encaixarem melhor, pode demorar muito tempo...pode causa transtornos. Pode não ser satisfatório. Mas...e se ambas as pessoas se forem moldando? Quando derem por eles já as peças se encaixam. Foi todo um processo construtivo, ambos se esforçaram.
A vida é assim...é como atravessar uma passadeira, temos de olhar para os dois lados, ou podemos acabar mal. Um lado não chega. Uma peça não chega.
"I know the pieces fit..." ( Tool )
Faço por pensar mas só faço por pensar
se for pensando sentindo.
Prefiro a verdade dolorosa do que viver iludido.
Mas não aceito dolorosas verdades que são mentiras.
Por isso procuro tudo e todos
como se procurasse as mais preciosas safiras.
Detesto que me tapem saídas
que me fechem janelas...
São as mais belas frases
que ficam guardadas e vivas nas nossas almas.
Sou firme como as pedras da calçada.
Penso estar no direito de vos pedir o mesmo...
Sei de cor cada lugar teu,
Cada projecto meu,
Sei de cor o futuro que quero ter,
E a única visão difusa é aquela que esconde
a maneira de o alcançar...
Como? Quanto tempo?
Não me custa ser,
Custa-me ser sem sentir.
É como se olhasse para um espelho
sem encontrar o meu reflexo...
Serão as minhas acções vãs? Sem nexo?
Estarei eu a transformar-me num ser
vazio e complexo?
A desilusão é a melhor amiga do ser humano
a seguir à morte.
Mas existem coisas bem melhores...
E vocês sabem que sim.
Sem rumo - Retorno
http://versologista.blogspot.com/2008/07/sem-rumodedicado.html
O rosto já não está ocultado pelas sombras
Mas continuo a rezar por essa calma
por essa paz, por esse calor interior
que é tão forte que nos altera o exterior...
A alma não me dói. Mas vai doendo.
E a chuva...já não me afecta.
Os sentimentos agora são outros...
A força é superior, a queda é maior,
E sofro nessa tentativa de os tentar apanhar...
De os juntar...
E eles vão se rindo enquanto brincam ao vento.
Mas continuo fora do paraíso
E continuo fora do inferno.
E não quero estar em mais lado nenhum.
É isso mesmo a vida?
É isso o quê?
Se estivesse à espera que me iluminassem
morria durante a espera.
Não...eu nisso mudei muito.
O rosto já não está oculto.
Já não me escondo...e tu viste o brilho
da minha alma.
A cor dos meus olhos bem de perto...
Nada estaria errado...
Se desde cedo tivesses tomado isto como certo.
Não ando perdido...não. Isso já não.
E tenho força.
E as lágrimas? Secaram.
Réstia daquilo que nos prende à vida?
Eu sou a vida e tudo disso me resta.
Mas sim...
Pobre ser vivo, monstro ganancioso,
Sentado neste mundo ocioso...
Continuo à procura dessa cura, desse algarismo,
A metáfora.
Acrescentei à minha vida a ironia,
a curta alegria,
Mas continuo a agradecer toda esta contradição...
Tirando pessoas que usam e abusam dela
sem dela tirarem qualquer tipo de lição.
O rosto já não está ocultado pelas sombras
Mas continuo a rezar por essa calma
por essa paz, por esse calor interior
que é tão forte que nos altera o exterior...
A alma não me dói. Mas vai doendo.
E a chuva...já não me afecta.
Os sentimentos agora são outros...
A força é superior, a queda é maior,
E sofro nessa tentativa de os tentar apanhar...
De os juntar...
E eles vão se rindo enquanto brincam ao vento.
Mas continuo fora do paraíso
E continuo fora do inferno.
E não quero estar em mais lado nenhum.
É isso mesmo a vida?
É isso o quê?
Se estivesse à espera que me iluminassem
morria durante a espera.
Não...eu nisso mudei muito.
O rosto já não está oculto.
Já não me escondo...e tu viste o brilho
da minha alma.
A cor dos meus olhos bem de perto...
Nada estaria errado...
Se desde cedo tivesses tomado isto como certo.
Não ando perdido...não. Isso já não.
E tenho força.
E as lágrimas? Secaram.
Réstia daquilo que nos prende à vida?
Eu sou a vida e tudo disso me resta.
Mas sim...
Pobre ser vivo, monstro ganancioso,
Sentado neste mundo ocioso...
Continuo à procura dessa cura, desse algarismo,
A metáfora.
Acrescentei à minha vida a ironia,
a curta alegria,
Mas continuo a agradecer toda esta contradição...
Tirando pessoas que usam e abusam dela
sem dela tirarem qualquer tipo de lição.
sábado, 22 de maio de 2010
Auto-destruição descritiva(a questão essencial) - Retorno
http://versologista.blogspot.com/2008/07/auto-destruio-descritivaa-questo.html
A chama que me queima
Devora-me por dentro,
Sinto falta de tudo o que me faz falta.
E passados dois anos podem ter mudado muitas coisas.
Mas nem tudo mudou.
Nada se perde...tudo se transforma.
Tudo piora, pouco melhora. Aceitem...
Sufoco nesta alegria morta
À espera de ressurreição.
Quase cansado dessa espera.
Esta vida tem demasiadas variantes para
a nossa mente presa.
Sinto choques eléctricos no meu peito...
Sinto as minhas costelas a partirem-se...
O que interessa é trazerem-me à vida.
Mas...
Os choques vão e vêem...
Venha o Céu. Venha o Purgatório.
Essa verdade intocável
De que é impossível viver outra vez tudo.
Felizmente estava enganado...é possível viver
outra vez tudo.
Depende da decisão humana de cada um.
Tenho medo...
Outra vez...
Não quero ser diferente do que sou
Quero ser eu mas melhor.
Porque há coisas que nunca mudam...
(Nem vão mudar.)
Ultrapassar a indecisão,
Surpreender a surpresa, ...
Todos os dias desejo
ver em vós esta força, esta mesma vontade.
Não sou vítima nem culpado,
Quero um pouco mais daquilo que não tenho.
Rotina? Rotina só nasce quando não percebem
Que a vida é bela.
Sim. Um sentido enorme de auto-destruição.
Eu sou a dinamite, e vocês a ignição.
Para o bem como para o mal...fim(?).
Narrativas deste monstro

(este é o meu post número 300...Não vou entrar em pormenores de comoção. Tenho tempo para quando fizer dois anos de blogue (se lá chegar). O que digo agora a todos é: Ouçam a música Stinkfist com ouvidos atentos, cérebro acordado, e coração vivo...façam o exercício de traduzir toda a canção...não se arrependerão...Eu sou péssimo a inglês e consegui fazê-lo. Absorvam algo...só vos faz bem.)
Isto já não é sentimento, já não é pensamento...Isto quase não
passa de sofrimento.
Esta inércia dos tempos que correm
afecta todos os que caminham neste mundo...
É triste, bem o sei...
E também eu sou por ela afectado.
Mas não faço disso o meu fado.
Continuo a sonhar fazer parte da História,
Tento aperfeiçoar-me sempre que posso
naquilo que posso
porque o engenho e arte nem todos podem ter...
E foi o Eça, e foi o Camões, e foi o Pessoa...
Eu tento.
Artista que é perfeccionista quer a aresta bem limada.
É a capacidade de valorizar o tudo
e ignorar o nada.
Estas folhas já não chegam para aprisionar o monstro
que há em mim.
Tenho desenhado no meu peito um olho com duas órbitas
que me lembra que este mundo está camuflado
em pormenores ocos...
Eu reconheço que sou louco.
Mas a minha loucura ainda tem limitações...
Não escrevo canções mas é como se as fizesse.
Consegues alcançar-me? Não. Então esquece.
Esquece-te. Começa de novo...
Uma folha branca.
Mas não uses folhas antigas
que ainda guardam pessoas e situações
muito mal apagadas...
Dou-te esta folha nova, é lisa, é virgem,
é uma folha perfeita para começares...
Narrativas de um monstro que escreve
para apaziguar a alma?
Eu já não sei.
Por vezes não encontro significado em escrever,
é algo que tomo como certo, como correcto,
existem coisas sem explicação...é vive-las apenas.
Não utilizo pêndulos para hipnotizar mais ninguém
além de mim próprio,
Consciente da minha vida passada...Tantos momentos.
Consciente que vou morrer, mais depressa do que aquilo que
poderão querer, mais depressa do que eu possa querer,
Acordo-me, e acordo a suar...não é calor, é um pesadelo,
ou será um sonho?
Não interessa...não consigo resolve-lo.
Nesta vida cometi várias vezes o erro que
Ícaro cometeu apenas uma vez.
Onde vou chegar eu?
Frustrado nessa missão de encontrar Pandora,
E depois de encontrar? A caixa não se abre...
Não estou acompanhado, estou sozinho por dentro,
faço lembrar a Circe.
Tudo vive e tudo morre num ápice.
As pessoas que me vêem parar aos braços
acabam por vir quase obrigadas,
Serei Hades?
Não sorriam por fazerem parte de todas as minhas
fases, todos nós fazemos parte de histórias alheias.
Corro para sentir sentimentos apenas,
corro para apanhar quem amo,
Sou um Mercúrio apaixonado...
Odeio o ódio, faço os possíveis
para ser um Cupido, sempre activo
na união de almas,
Sou frontal e frio quando chega a hora
de vos apontar erros desnecessários!, erros que fazem sem razão,
Erros que são mais prejudiciais a vossos próprios
do que as outros...
Todos somos diferentes...é verdade sim...
Mas todos temos um coração e todos nós fomos
abençoados com razão...
Não arranjem desculpas só para me causar transtorno,
Para isso já me basta a minha monstruosidade,
Não sejam felizes nem mudem para melhor por causa de ninguém...
Façam-nos por vocês.
Canso-me, desta intolerância com a qual me banham,
Farto-me, que tédio, que raiva.
Este monstro...
Este monstro.
Quem me dera que certas coisas dependessem de mim,
Quem me dera poder destruir barreiras que vocês
tomam como certas...
quando elas nem sequer existem...
Meu Deus...
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Primeira vez
É como se fosse a primeira vez, mas dizem não haver vez
como a primeira...
Olho para as pegadas que deixei neste rasto...
São poucos os momentos que não foram sentidos.
Espero a minha vez?
Não quero esperar...quero voltar ao início,
Começar outra vez mas com toda a capacidade já apreendida.
Um regresso às essências.
Apaixonar-me como se nunca te tivesse conhecido,
Meu Deus, de volta às origens...
Como poderei ter duvidado de tudo isto se eu sempre existi?
Se eu me mantenho vivo desde o começo,
Olha-me nos olhos e diz-me que sou mais importante
do que a tua primeira vez...porque isso é raro,
é especial, e como sempre,
tem um significado...
Como podem duvidar do sentimento se ele sempre lá esteve?
Ele por vezes vai-se guardando...acumulando...desaparecendo...
e quando depois disto tudo ele ainda lá está?
Talvez tenha sido a primeira vez que o amor nos marcou.
E sabê-lo? É algo que se sente, mesmo que se tente ignorar.
Voltar às origens, às profundezas do meu ser...como me lembro.
Pensar em todas as rimas e linhas
todas as almas, todos os cálculos,
cada tentativa que se transformou em ferida
cada tentativa que se transformou em dádiva,
todo o esforço suado, todo o tempo sentado
no abstracto e no concreto à procura de respostas
mas encontrando sempre cada vez mais perguntas.
Foram muitas desilusões, choques quase frontais
e alegrias, fotografias que ficam para sempre guardadas no meu peito,
Conclusões vagas, tentativas quase frustradas de ser perito,
E por muito que ainda me vá sofrendo continuo nesta luta
até me cansar, e quando me cansar prefiro morrer,
Porque sem alma lutadora ninguém está de facto vivo.
Mantenho-me activo, sempre compreensivo, tentando penetrar
em todos esses mundos que me fazem sonhar mais
que me fazem compreender que a vida é bela,
Não sou doutra espécie estou apenas mais ligado,
Mais envolvido, e se tento consumir mais
também acabo mais consumido...
Talvez seja o meu calcanhar de Aquiles.
Mas fiz mais que eles,
e isso não deveria ser ignorado, derrubado, destruído
como se fosse uma casa feita de papel no centro de um ciclone,
Tudo aquilo que escreve é escrito pela fome,
Uma vontade de ir mais longe.
Eu procuro estar a anos de luz da vossa miséria espiral
e vocês fazem por estar inertes na escuridão...
Afinal qual é principal questão?
É toda a que sai do teu coração.
Vinte e três primaveras...aplicando cada acção com
a mesma magia como se fosse a primeira vez.
A primeira vez não me interessa.
Interessa-me compreensão, verdade, e um sentimento
que aparece uma ou duas vezes na vida,
Outras partes não aparecem sempre.
Tento manter aberta a minha mente.
Se grito é para vos fazer seguir em frente...
Talvez tenha andado perdido, sem necessidade de encontrar
o meu Norte, mas chegou a hora de mudar, elevar-me,
Atingir-me, sentir a vida como se fosse o último segundo
antes da morte. E se morresse agora? Que levava eu deste mundo?
Continuo a querer mais, sempre mais, não ambiciono bens materiais,
ambiciono ser lido por cada vez mais almas,
Ambiciono assentar com alguém que me ame, sem dúvidas,
quero amar, sempre amei no meu melhor, sempre apoiei,
sempre suportei, sempre dei tudo o que podia dar,
E dei-me sempre como se fosse algo eterno...
Ainda acredito que isso é possível alcançar,
como vejo em muitas relações por aí,
carinhosos idosos juntos, mais de metade da sua vida...
Não ambicionas nada?
Passo a passo, como sempre, procuro a felicidade que
me faz esquecer os problemas deste mundo,
Procuro aquilo que sempre procurei...Procuro aquilo que
já senti ter encontrado...Mas a vida é irónica,
e às vezes a ironia magoa. Tento fluir-me como se fosse água.
Continuo a agarrar-me a sinais, a coincidências,
a momentos que marcam uma época, e por vezes uma vida,
E continuo a procurar certezas.
Tudo, tudo o que quero, tudo inspirado como se fosse a primeira vez,
a tentar derrubar essas fronteiras, esses limites.
Não me desvalorizo...tenho noção das minhas potencialidades,
tenho noção do poder das minhas verdades,
Tenho noção que quando me aproximo de ti
o coração bate mais depressa...o que se espera?
Já não sei, a minha vontade nunca bastará sozinha,
Infelizmente.
Sozinho sou a força escrita que tenta alterar o mundo...
Não sei até onde conseguirei ir. Mas não me prendo nesses
sentimentos negros, vazios...Não me dou ao suicidio
de sofrer por antecipação...
Continuo a tentar afectar todos aqueles que amo, que venero
que adoro, que gosto,
Continuo a tentar derrubar todos aqueles que me enfurecem
que me causam transtorno.
Esta é a minha vida.
Este é o que sou.
E como sempre, nunca peço muito mais do que aquilo que posso.
Se me dão pouco porque não vos apetece dar-me mais...então
não sei onde vamos todos chegar.
Estou a ficar velho. O tempo cada vez corre mais depressa.
Quero agarrar tudo o que posso agora, antes que seja demasiado tarde,
Construir seja o que for com alicerces fortes e sólidos,
Encontrar ou ser encontrado por alguém, que juntos sejamos felizes,
quero ter filhos, educa-los e seguir as suas preciosas vidas,
Ouvir as suas primeiras palavras, estar presente na vida deles,
Apoia-los, fazê-los sorrir.
Quero que percebam que já é altura de entenderem que é tempo
de agarrarem.
E a minha melhor primeira vez será aquela que se prolonga
na minha vida, de forma sentida, e que com alguma sorte,
seja a última.
como a primeira...
Olho para as pegadas que deixei neste rasto...
São poucos os momentos que não foram sentidos.
Espero a minha vez?
Não quero esperar...quero voltar ao início,
Começar outra vez mas com toda a capacidade já apreendida.
Um regresso às essências.
Apaixonar-me como se nunca te tivesse conhecido,
Meu Deus, de volta às origens...
Como poderei ter duvidado de tudo isto se eu sempre existi?
Se eu me mantenho vivo desde o começo,
Olha-me nos olhos e diz-me que sou mais importante
do que a tua primeira vez...porque isso é raro,
é especial, e como sempre,
tem um significado...
Como podem duvidar do sentimento se ele sempre lá esteve?
Ele por vezes vai-se guardando...acumulando...desaparecendo...
e quando depois disto tudo ele ainda lá está?
Talvez tenha sido a primeira vez que o amor nos marcou.
E sabê-lo? É algo que se sente, mesmo que se tente ignorar.
Voltar às origens, às profundezas do meu ser...como me lembro.
Pensar em todas as rimas e linhas
todas as almas, todos os cálculos,
cada tentativa que se transformou em ferida
cada tentativa que se transformou em dádiva,
todo o esforço suado, todo o tempo sentado
no abstracto e no concreto à procura de respostas
mas encontrando sempre cada vez mais perguntas.
Foram muitas desilusões, choques quase frontais
e alegrias, fotografias que ficam para sempre guardadas no meu peito,
Conclusões vagas, tentativas quase frustradas de ser perito,
E por muito que ainda me vá sofrendo continuo nesta luta
até me cansar, e quando me cansar prefiro morrer,
Porque sem alma lutadora ninguém está de facto vivo.
Mantenho-me activo, sempre compreensivo, tentando penetrar
em todos esses mundos que me fazem sonhar mais
que me fazem compreender que a vida é bela,
Não sou doutra espécie estou apenas mais ligado,
Mais envolvido, e se tento consumir mais
também acabo mais consumido...
Talvez seja o meu calcanhar de Aquiles.
Mas fiz mais que eles,
e isso não deveria ser ignorado, derrubado, destruído
como se fosse uma casa feita de papel no centro de um ciclone,
Tudo aquilo que escreve é escrito pela fome,
Uma vontade de ir mais longe.
Eu procuro estar a anos de luz da vossa miséria espiral
e vocês fazem por estar inertes na escuridão...
Afinal qual é principal questão?
É toda a que sai do teu coração.
Vinte e três primaveras...aplicando cada acção com
a mesma magia como se fosse a primeira vez.
A primeira vez não me interessa.
Interessa-me compreensão, verdade, e um sentimento
que aparece uma ou duas vezes na vida,
Outras partes não aparecem sempre.
Tento manter aberta a minha mente.
Se grito é para vos fazer seguir em frente...
Talvez tenha andado perdido, sem necessidade de encontrar
o meu Norte, mas chegou a hora de mudar, elevar-me,
Atingir-me, sentir a vida como se fosse o último segundo
antes da morte. E se morresse agora? Que levava eu deste mundo?
Continuo a querer mais, sempre mais, não ambiciono bens materiais,
ambiciono ser lido por cada vez mais almas,
Ambiciono assentar com alguém que me ame, sem dúvidas,
quero amar, sempre amei no meu melhor, sempre apoiei,
sempre suportei, sempre dei tudo o que podia dar,
E dei-me sempre como se fosse algo eterno...
Ainda acredito que isso é possível alcançar,
como vejo em muitas relações por aí,
carinhosos idosos juntos, mais de metade da sua vida...
Não ambicionas nada?
Passo a passo, como sempre, procuro a felicidade que
me faz esquecer os problemas deste mundo,
Procuro aquilo que sempre procurei...Procuro aquilo que
já senti ter encontrado...Mas a vida é irónica,
e às vezes a ironia magoa. Tento fluir-me como se fosse água.
Continuo a agarrar-me a sinais, a coincidências,
a momentos que marcam uma época, e por vezes uma vida,
E continuo a procurar certezas.
Tudo, tudo o que quero, tudo inspirado como se fosse a primeira vez,
a tentar derrubar essas fronteiras, esses limites.
Não me desvalorizo...tenho noção das minhas potencialidades,
tenho noção do poder das minhas verdades,
Tenho noção que quando me aproximo de ti
o coração bate mais depressa...o que se espera?
Já não sei, a minha vontade nunca bastará sozinha,
Infelizmente.
Sozinho sou a força escrita que tenta alterar o mundo...
Não sei até onde conseguirei ir. Mas não me prendo nesses
sentimentos negros, vazios...Não me dou ao suicidio
de sofrer por antecipação...
Continuo a tentar afectar todos aqueles que amo, que venero
que adoro, que gosto,
Continuo a tentar derrubar todos aqueles que me enfurecem
que me causam transtorno.
Esta é a minha vida.
Este é o que sou.
E como sempre, nunca peço muito mais do que aquilo que posso.
Se me dão pouco porque não vos apetece dar-me mais...então
não sei onde vamos todos chegar.
Estou a ficar velho. O tempo cada vez corre mais depressa.
Quero agarrar tudo o que posso agora, antes que seja demasiado tarde,
Construir seja o que for com alicerces fortes e sólidos,
Encontrar ou ser encontrado por alguém, que juntos sejamos felizes,
quero ter filhos, educa-los e seguir as suas preciosas vidas,
Ouvir as suas primeiras palavras, estar presente na vida deles,
Apoia-los, fazê-los sorrir.
Quero que percebam que já é altura de entenderem que é tempo
de agarrarem.
E a minha melhor primeira vez será aquela que se prolonga
na minha vida, de forma sentida, e que com alguma sorte,
seja a última.
No limiar da loucura, no limiar da tortura, no limiar de qualquer coisa, venha o amor ou não venha nada, venha um tiro no coração e dois na cabeça
Começar por dizer, considerando-me um ser que escreve de forma séria, que este texto tem tanto de verdadeiro como de desespero. E por desespero entenda-se a capacidade de se dizer coisas que se deviam manter na nossa cabeça sem serem ditas. Mas também o que interessa? Junto as minhas duas partes: a do Diogo que sabe ser e estar com o Diogo que vive a vida de uma forma bem diferente. Disse uma vez a uma pessoa : nenhum homem é totalmente maduro...dentro de cada um deles existe algo, que sendo mais forte, acaba sempre por se manifestar. É tudo uma questão de tempo e local...Se me deixarem vivo, façam-no com carinho...
Cansa-me a capacidade do ser humano para guardar coisas importantes só para ele próprio...
As mulheres são o melhor do mundo. Concordo, confirmo. E daí advém a sua capacidade do melhor e do pior...tudo ao mesmo tempo. Somos obrigados a escolher? E se formos?
São muitas coisas...muitas características em comum. Às vezes...
É uma tortura que começa por ser divertida...um jogo de palavras ou de carícias...quando damos por nós estamos em cima do lodo a brincar sozinhos.
Irás perdoar-me, mas existem dias em que se alguém depositasse uma bala entre os meus olhos era um alívio. Eu sei. Estou a exagerar. Não em pensar isto, mas em pensar tão forte. E outros tantos, que se entregam à sorte, à espera que lhes caia um piano em cima, estilo desenho animado, ou que lhes passe um autocarro assim muito pesadamente em cima. Eu estou a exagerar. Pensamos isto mas de forma muito dentro do divertimento físico. Como se a dor, fosse, um escape...E não o é?
Sinto as pernas pesadas, cansadas. Mexe-las é fazê-las doer...Tenho corrido muito. Mas sabe-me bem, ao senti-las sei que me esforcei, que nada foi em vão. Nem o tempo utilizado nem a respiração mais que ofegante...Tenho de deixar de fumar. Eu digo tudo isto consciente do que estou a dizer...algumas pessoas não dizem nada...óptimo, eu digo por todos...Equilibrado? Ficamos bem assim? Pelo silêncio outra vez vago deduzo que sim...Obrigado.
Antigamente a vida dos outros não se fazia sentir tanto em mim como agora...acho que ao envelhecermos começamos a ver certas coisas...a desejar certos fins. Aceitamos com um grande sorriso certas conquistas e ficamos muito tristes com tristezas alheias. E porque será isto?
Eu não vos compreendo...a felicidade custa-vos alguma coisa? Porque a negam como se fosse um veneno que depois de ingerido dá em morte? Mas que confusão...
Vocês não me detestam...nem eu a vocês. Mas sinto tentação de vos acordar com um estalo em cada face. Dar uns tiros para o ar. E gritar-vos...durante todo o processo de ajuda...
Algumas pessoas compreendem-me...e essas poucas, quase desejam o mesmo tiro no coração e dois na cabeça, por verem as coisas não andarem...Outros compreendem-me, mas não vão tão longe...Não os censuro, cada um sente da forma que sente...Mesmo sendo esta moldável. O que espero, honestamente, que se dê para uma moldagem melhor, e isso nota-se quando vocês ficam mais felizes do que o que eram...
Avaliar...auto-avaliação...esse conceito escolar do 5º ao 12º ano. É um exercicio muito bom, e com óptimos resultados, se o aplicarem à vossa alma. Antes de dormir principalmente. O que mudou? Como estou? Como queria estar? Com quem? O que fiz? O que posso fazer? O que não devo fazer? O que não posso fazer mais? O que tenho de fazer sempre que possa?
Em primeiro lugar escusam de pensar tanto...ou melhor, se querem pensar tanto, falem na mesma quantidade...ou lá próxima, dado que ninguém diz o seu total, nunca.
Os amigos estão cá para isso. Não tens de agradecer o nosso apoio emocional. Quando chegam as nossas horas mais apertadas também contamos contigo.
É bom ter-se amigos. Até porque, mais tarde ou mais cedo, percebemos que o nosso problema não é assim tão grande...ou que, mesmo que seja, pode ser diminuído. Boa? Passemos à frente.
Vou-me revoltando com estas pequenas coisas que me movem...eu sei...não sou perfeito. Oh, longe disso...mas gosto de ir limando "arestas" até alcançar esse circulo perfeito. Das duas uma: ou eu tenho algum tipo de problema, que me deixa demasiadamente ligado e sentido em coisas de fraca importância, ou , estou sozinho nessa sensação, mesmo tendo pessoas à minha volta que concordam comigo...Mas é complicado ter a certeza. E eu detesto não encontrar ou sentir certezas...eu sei que há coisas que não podem ter certezas, mas muitas podem, e são essas que me revoltam.
Por isso, se me matarem, façam-no com cuidado e algum amor. Pelo menos que não seja algo rápido, sem que me seja dado tempo para despedidas.
Já estou farto de dizer que quando morrer quero que seja algo lento, para ter tempo de me despedir das pessoas...Alguns compreendem...outros chamam-me, e penso que a palavra certa é : parvo. Ambos têm razão. Sofrer mais só para umas últimas palavras? E não será isso muito pior para os que cá ficam? Não sei.
Eu não temo a morte...Temo talvez, se bem que já temi mais, a forma de morrer. E não temo, mas é algo que me deixa muito triste, é deixar pessoas cá, neste mundo. Não que eu seja o seu ar, mas sou de alguma forma uma peça importante nas suas vidas. Mas posso evitar morrer? Não. E mesmo que pudesse não o faria. A morte deve ser encarada como uma amiga, que está sempre ao nosso lado, lembrando-nos que temos de aproveitar a vida, antes que ela se aproxime demasiado de nós...Ai morte, morte, sempre aí desse lado a causar pressão. Mas ainda bem que aí estás.
Por isso, dado que gosto de viver, apesar dos altos e baixos, mais ou menos importantes, da vida, recrimino o suicídio. Por isso, quando digo que uma bala entre os olhos era bem vinda, é de certa forma um desespero falado...O que eu quero dizer, neste aparente texto sem muito nexo, ou até com nexo em demasia, é que existem coisas que nos irritam e afectam. De forma...vá lá, negativa. E não, não pensem que me afasto delas por me irritarem, ou tão pouco as tento destruir...tento sempre lidar com elas. Mas os resultados nulos que por vezes encontro nestas afrontas tornam-me um monstro, em que toda a raiva...sai para algum lado.
Eu sei que tinha muito para escrever...o que pode soar a falso. No entanto posso acrescentar que existem tempos para tudo. Para a vida, para agir, para não fazer nada. Mais do que isso não sei ainda.
Sei é que o que vejo nessas pessoas é uma confusão autêntica, que me confunde e me torna ainda mais confuso e confundido, uma falta de qualquer coisa. Como se apontar um erro desse mais gozo que sorrir a gestos de facto belos...E não só! Festejar a discussão e a guerra...onde está a graça? E aproveitam a coisa mais minúscula e quase inócua para cortar um "mal" pela raiz...pergunto eu meus leitores, existia raiz? Pois...se calhar não...ou era fraca. Mas dou graças a alguns por saberem a diferença entre paixão e amor, a outros por saberem distinguir o que vale de facto a pena daquilo que não vale ou é passageiro, a outros por lutarem pelos seus sonhos e pelas pessoas, a outros por acreditarem no amor, a outros por não acreditarem no ódio.
O homem é tão cem por cento maduro como uma mulher que diz ser sempre compreensiva. Ninguém é um todo, ninguém é um total. Duas pessoas podem-se completar, mas uma sozinha não se completa a si própria. Mas há mais...eu não comecei este texto por tédio, oh não, nada disso...mas este tipo de texto fluido tem o contra de ser escrito de forma tão rápida, como se o tivesse a falar, que acontece como na vida real, quando falamos...esquecemo-nos de algumas coisas...
E eu por agora estou mais que ... não diria satisfeito. Pelo contrário...talvez um pouco ou nada aliviado. Pois é menos alguma coisa para me acompanhar na cama.
Lembrem-se, se me quiserem matar, façam-no de forma simpática, como se fosse um assunto pessoal. E façam-no de forma a que me atinja o coração e o cérebro. Agora vou dormir...que os dias que se aproximam definem de alguma forma o meu futuro...
Pelo bem ou pelo mal, para sempre ou para sempre talvez...Um bem haja a todos. E não só!
Cansa-me a capacidade do ser humano para guardar coisas importantes só para ele próprio...
As mulheres são o melhor do mundo. Concordo, confirmo. E daí advém a sua capacidade do melhor e do pior...tudo ao mesmo tempo. Somos obrigados a escolher? E se formos?
São muitas coisas...muitas características em comum. Às vezes...
É uma tortura que começa por ser divertida...um jogo de palavras ou de carícias...quando damos por nós estamos em cima do lodo a brincar sozinhos.
Irás perdoar-me, mas existem dias em que se alguém depositasse uma bala entre os meus olhos era um alívio. Eu sei. Estou a exagerar. Não em pensar isto, mas em pensar tão forte. E outros tantos, que se entregam à sorte, à espera que lhes caia um piano em cima, estilo desenho animado, ou que lhes passe um autocarro assim muito pesadamente em cima. Eu estou a exagerar. Pensamos isto mas de forma muito dentro do divertimento físico. Como se a dor, fosse, um escape...E não o é?
Sinto as pernas pesadas, cansadas. Mexe-las é fazê-las doer...Tenho corrido muito. Mas sabe-me bem, ao senti-las sei que me esforcei, que nada foi em vão. Nem o tempo utilizado nem a respiração mais que ofegante...Tenho de deixar de fumar. Eu digo tudo isto consciente do que estou a dizer...algumas pessoas não dizem nada...óptimo, eu digo por todos...Equilibrado? Ficamos bem assim? Pelo silêncio outra vez vago deduzo que sim...Obrigado.
Antigamente a vida dos outros não se fazia sentir tanto em mim como agora...acho que ao envelhecermos começamos a ver certas coisas...a desejar certos fins. Aceitamos com um grande sorriso certas conquistas e ficamos muito tristes com tristezas alheias. E porque será isto?
Eu não vos compreendo...a felicidade custa-vos alguma coisa? Porque a negam como se fosse um veneno que depois de ingerido dá em morte? Mas que confusão...
Vocês não me detestam...nem eu a vocês. Mas sinto tentação de vos acordar com um estalo em cada face. Dar uns tiros para o ar. E gritar-vos...durante todo o processo de ajuda...
Algumas pessoas compreendem-me...e essas poucas, quase desejam o mesmo tiro no coração e dois na cabeça, por verem as coisas não andarem...Outros compreendem-me, mas não vão tão longe...Não os censuro, cada um sente da forma que sente...Mesmo sendo esta moldável. O que espero, honestamente, que se dê para uma moldagem melhor, e isso nota-se quando vocês ficam mais felizes do que o que eram...
Avaliar...auto-avaliação...esse conceito escolar do 5º ao 12º ano. É um exercicio muito bom, e com óptimos resultados, se o aplicarem à vossa alma. Antes de dormir principalmente. O que mudou? Como estou? Como queria estar? Com quem? O que fiz? O que posso fazer? O que não devo fazer? O que não posso fazer mais? O que tenho de fazer sempre que possa?
Em primeiro lugar escusam de pensar tanto...ou melhor, se querem pensar tanto, falem na mesma quantidade...ou lá próxima, dado que ninguém diz o seu total, nunca.
Os amigos estão cá para isso. Não tens de agradecer o nosso apoio emocional. Quando chegam as nossas horas mais apertadas também contamos contigo.
É bom ter-se amigos. Até porque, mais tarde ou mais cedo, percebemos que o nosso problema não é assim tão grande...ou que, mesmo que seja, pode ser diminuído. Boa? Passemos à frente.
Vou-me revoltando com estas pequenas coisas que me movem...eu sei...não sou perfeito. Oh, longe disso...mas gosto de ir limando "arestas" até alcançar esse circulo perfeito. Das duas uma: ou eu tenho algum tipo de problema, que me deixa demasiadamente ligado e sentido em coisas de fraca importância, ou , estou sozinho nessa sensação, mesmo tendo pessoas à minha volta que concordam comigo...Mas é complicado ter a certeza. E eu detesto não encontrar ou sentir certezas...eu sei que há coisas que não podem ter certezas, mas muitas podem, e são essas que me revoltam.
Por isso, se me matarem, façam-no com cuidado e algum amor. Pelo menos que não seja algo rápido, sem que me seja dado tempo para despedidas.
Já estou farto de dizer que quando morrer quero que seja algo lento, para ter tempo de me despedir das pessoas...Alguns compreendem...outros chamam-me, e penso que a palavra certa é : parvo. Ambos têm razão. Sofrer mais só para umas últimas palavras? E não será isso muito pior para os que cá ficam? Não sei.
Eu não temo a morte...Temo talvez, se bem que já temi mais, a forma de morrer. E não temo, mas é algo que me deixa muito triste, é deixar pessoas cá, neste mundo. Não que eu seja o seu ar, mas sou de alguma forma uma peça importante nas suas vidas. Mas posso evitar morrer? Não. E mesmo que pudesse não o faria. A morte deve ser encarada como uma amiga, que está sempre ao nosso lado, lembrando-nos que temos de aproveitar a vida, antes que ela se aproxime demasiado de nós...Ai morte, morte, sempre aí desse lado a causar pressão. Mas ainda bem que aí estás.
Por isso, dado que gosto de viver, apesar dos altos e baixos, mais ou menos importantes, da vida, recrimino o suicídio. Por isso, quando digo que uma bala entre os olhos era bem vinda, é de certa forma um desespero falado...O que eu quero dizer, neste aparente texto sem muito nexo, ou até com nexo em demasia, é que existem coisas que nos irritam e afectam. De forma...vá lá, negativa. E não, não pensem que me afasto delas por me irritarem, ou tão pouco as tento destruir...tento sempre lidar com elas. Mas os resultados nulos que por vezes encontro nestas afrontas tornam-me um monstro, em que toda a raiva...sai para algum lado.
Eu sei que tinha muito para escrever...o que pode soar a falso. No entanto posso acrescentar que existem tempos para tudo. Para a vida, para agir, para não fazer nada. Mais do que isso não sei ainda.
Sei é que o que vejo nessas pessoas é uma confusão autêntica, que me confunde e me torna ainda mais confuso e confundido, uma falta de qualquer coisa. Como se apontar um erro desse mais gozo que sorrir a gestos de facto belos...E não só! Festejar a discussão e a guerra...onde está a graça? E aproveitam a coisa mais minúscula e quase inócua para cortar um "mal" pela raiz...pergunto eu meus leitores, existia raiz? Pois...se calhar não...ou era fraca. Mas dou graças a alguns por saberem a diferença entre paixão e amor, a outros por saberem distinguir o que vale de facto a pena daquilo que não vale ou é passageiro, a outros por lutarem pelos seus sonhos e pelas pessoas, a outros por acreditarem no amor, a outros por não acreditarem no ódio.
O homem é tão cem por cento maduro como uma mulher que diz ser sempre compreensiva. Ninguém é um todo, ninguém é um total. Duas pessoas podem-se completar, mas uma sozinha não se completa a si própria. Mas há mais...eu não comecei este texto por tédio, oh não, nada disso...mas este tipo de texto fluido tem o contra de ser escrito de forma tão rápida, como se o tivesse a falar, que acontece como na vida real, quando falamos...esquecemo-nos de algumas coisas...
E eu por agora estou mais que ... não diria satisfeito. Pelo contrário...talvez um pouco ou nada aliviado. Pois é menos alguma coisa para me acompanhar na cama.
Lembrem-se, se me quiserem matar, façam-no de forma simpática, como se fosse um assunto pessoal. E façam-no de forma a que me atinja o coração e o cérebro. Agora vou dormir...que os dias que se aproximam definem de alguma forma o meu futuro...
Pelo bem ou pelo mal, para sempre ou para sempre talvez...Um bem haja a todos. E não só!
quinta-feira, 20 de maio de 2010
O exército dos mortos

(antes que alguém se apercebesse, começava a tocar uma música muito baixinho...fazia lembrar tambores de guerra. A canção passava por cima da música, mas poucos conseguiam ouvi-la...eu sei-a. Fiz questão de a saber...do que me recordo dizia isto:
"Não te esqueças de respirar...
A vida anda, mas o tempo corre, e não corre devagar,
Agarra-te e agarra. Tudo o que possas agarrar.
Agradece a dádiva da vida
e vive-a como se esta estivesse mesmo a acabar...")
Estava um dia igual a outro qualquer...
Tudo no seu devido lugar, organizadamente desarrumado,
Da forma que vocês tanto gostam...
O céu estava pintado de azul...não existia uma única nuvem,
Era só azul. Era o azul acompanhado do sol.
E tudo parecia estar bem.
Tudo. Tudo menos eu.
Mas eu não me levantei sozinho.
Comigo levantaram-se outros mais...
E o que ao inicio parecia ser só eu
Afinal era eu e outros seres aparentemente mortos
Mas cheios de vida, prontos a tomar este mundo.
Não sei se foi Deus ou o diabo, mas o céu perdeu todo o azul que tinha...
E foi substituído por um cinza leve, que depressa deu lugar ao negro.
Dada a nossa intenção deverá ter sido Deus...
O diabo estaria presente...mas presente do vosso lado,
Não do meu.
Nem do nosso.
O que queremos?
O que podemos fazer.
Nestas almas que acordaram, para lutar ao meu lado,
Encontram-se caveiras humanas de grandes pessoas que já pertenciam
Ao céus...
São guerreiros, no verdadeiro sentido da palavra,
Filósofos e profetas, cientistas, escritores que mudaram o seu e o nosso
Mundo, filantropos, pessoas que souberam, na sua altura, lutar contra
A maré, e outros tantos que ficariam inscritos na História...
A maioria só depois de morto...
E agora marchamos, com um só propósito.
Não quero saber de limites fechados.
E eles tão pouco querem.
Há lutas que têm de ser travadas...
E quando falta força a uma pessoa só
Temos de encontrar outros, com o mesmo sentimento
A mesma sintonia, a mesma fome de mudança...
Comigo estão aqueles que não foram subjugados...nem por outros nem
Por eles próprios.
Comigo estão os que são diferentes da manada.
Comigo está um exército de mortos e de alguns vivos
Prontos a destruir esta falta de fome,
Esta injustiça, este pecado novo grotesco.
Não precisamos de armas...A cobardia não faz parte de nós.
Se eu estivesse sozinho estaria sentado a escrever este texto...
Agora já não...Levantei-me
E não me levantei sozinho.
Emotional slave , segunda parte
(The Patient - Tool )I must keep reminding myself of this:
E se a pessoa certa para nós não nos quiser?
Esta frase retirada de uma série televisiva fez-me parar um pouco...Já pensaram no mesmo?
Porque o mundo parece estar grande parte do tempo ao contrário...mas será que está de facto? Ou estaremos nós por vezes de pernas para o ar?
Todos nós somos escravos emocionais. Porque mesmo quando o sentimento não é tão belo, como nós o descrevemos, é-o de outra forma.
Perdemo-nos em coisas que não valem um pouco que seja do nosso tempo...
E perdem-se pessoas que valiam mais que muito do nosso tempo...
Afinal para onde caminhamos nós?
Estamos a caminhar por caminhos certos ou damos voltas? Ou andamos para trás?
A vontade que tenho de estar a escrever é tão fraca como a vontade que tenho
de me sentir...
Então porque estou a escrever?
Pela mesma razão que ainda tento sentir...
E se a pessoa certa para nós não nos quiser?
Esta frase retirada de uma série televisiva fez-me parar um pouco...Já pensaram no mesmo?
Porque o mundo parece estar grande parte do tempo ao contrário...mas será que está de facto? Ou estaremos nós por vezes de pernas para o ar?
Todos nós somos escravos emocionais. Porque mesmo quando o sentimento não é tão belo, como nós o descrevemos, é-o de outra forma.
Perdemo-nos em coisas que não valem um pouco que seja do nosso tempo...
E perdem-se pessoas que valiam mais que muito do nosso tempo...
Afinal para onde caminhamos nós?
Estamos a caminhar por caminhos certos ou damos voltas? Ou andamos para trás?
A vontade que tenho de estar a escrever é tão fraca como a vontade que tenho
de me sentir...
Então porque estou a escrever?
Pela mesma razão que ainda tento sentir...
Subscrever:
Mensagens (Atom)