Poderão pensar que me sinto livre
mais vivo do que nunca...
Como se enganam, nunca me
senti tão preso...
E quanto à vida viva...
Quem dá o que pode
a mais não será obrigado
mas porque sinto por dentro um fardo
de quem ainda tem muito para dar
e fazer
e lutar?
Ligeiramente sufocado num
tédio existencial, físico e sentimental.
Vou fingindo sorrir para
combater esta tristeza
teimosa, justificando-me
a falta de uma peça tão importante.
quinta-feira, 18 de março de 2010
sábado, 13 de março de 2010
Sober (parte 5)
"Cause you never see me..."
Quando é suposto marcar mais as pessoas
é quando mais parece chegar tarde de mais...
Cheguei tarde? Talvez. Arrependimento? Para quê?
A vida continua a caminhar...sem paragens importantes.
É difícil não me sentir um pouco desapontado,
Quando os teus olhos olham para outro sítio qualquer
e a tua alma está mais próxima de outro sítio qualquer
do que de mim...
Sejam bem-vindos ao meu pesadelo.
Gostam? Eu também não. E ainda mal.
Olhos de um anjo caído, rosto dorido e coração
sem forças...Longe de todos mais próximo de ninguém.
Porque tu nunca me vês...
E se por algum belo momento os teus olhos me olham
é por pouco tempo...depressa desvias o olhar...
E vou correndo até te agarrar para sempre
um para sempre que tarda em chegar...
E fico nesta luta tão aplicada, tão sentida
até escorregar no chão traiçoeiro
até bater com todo o meu corpo
e desistir.
E entristece-me pensar
que em alguns casos desta vida
a sobriedade matou o homem sonhador...
Vocês não me conhecem mesmo.
E vocês pensam de maneira errada.
Quem me dera poder-vos mudar.
Continuarei.........!
Quando é suposto marcar mais as pessoas
é quando mais parece chegar tarde de mais...
Cheguei tarde? Talvez. Arrependimento? Para quê?
A vida continua a caminhar...sem paragens importantes.
É difícil não me sentir um pouco desapontado,
Quando os teus olhos olham para outro sítio qualquer
e a tua alma está mais próxima de outro sítio qualquer
do que de mim...
Sejam bem-vindos ao meu pesadelo.
Gostam? Eu também não. E ainda mal.
Olhos de um anjo caído, rosto dorido e coração
sem forças...Longe de todos mais próximo de ninguém.
Porque tu nunca me vês...
E se por algum belo momento os teus olhos me olham
é por pouco tempo...depressa desvias o olhar...
E vou correndo até te agarrar para sempre
um para sempre que tarda em chegar...
E fico nesta luta tão aplicada, tão sentida
até escorregar no chão traiçoeiro
até bater com todo o meu corpo
e desistir.
E entristece-me pensar
que em alguns casos desta vida
a sobriedade matou o homem sonhador...
Vocês não me conhecem mesmo.
E vocês pensam de maneira errada.
Quem me dera poder-vos mudar.
Continuarei.........!
Sober (parte 4)
Um monstro nunca está sozinho...e só um monstro pode reconhecer outro monstro...
*É a verdade*
Ainda me lembro do que me disseste ontem...
Não me esqueço assim tão facilmente.
Fizeste-me transformar naquilo que sou hoje.
E já não o escondo.................Para quê fingir?
Ainda tento digerir toda esta falta de senso
que me atrofia os sentidos...
Começa no chão que me falta
no gemido que ficou para trás
acabando na cabeça, na voz e por fim no coração.
Vítima? Cada um escolhe o seu caminho...
Independentemente dos sinais estarem tão ao de cima,
Coincidências? Sejam enviadas para o inferno!
Vou-me movimentando sublimentemente, muito ao de leve,
quando dou por mim já os tambores me fizeram começar a dançar...
Porquê?
Preciso disto.
Isto faz de mim diferente.
Não sei o que pensaste que iria dizer ou fazer...
Enganaste, como sempre.
Todos os dias se enganam sobre mim...
Fazem-me melhor quando não passo de um monstro
e quase me pisam, me mandam para longe,
quando consigo albergar tantas felicidades...
Este mundo louco não dá valor a quem deve,
e os desígnios de Deus são estranhos...
Acordei em cima de garrafas vazias de absinto...onde estive eu?
O que fiz?
Agora que acordaste para a realidade percebes
que fizeste asneira, muita maldade, erros...que não param de
absorver os pensamentos...
Não te preocupes...já não à volta a dar...
Estás por tua conta, sozinho, perdido...e o arrependimento?
Não te mata...apenas te fará sofrer...
Uma vítima das algemas que nos prendem as asas...
É o fado humano...
Por isso para o bem e para todo o mal,
Prefiro estar nesta terra que oscila entre a noite e o dia
sem lua nem sol.
Estive sempre em cada entrelinha da tua vida,
Sempre esperando,
esperei tanto e continuo a esperar...
Ainda erro como um ser humano
Mas aprendo a odiar muito mais depressa.
E perdoar?
Começa-me a custar...
Aos poucos terei a certeza de quem sou!
*É a verdade*
Ainda me lembro do que me disseste ontem...
Não me esqueço assim tão facilmente.
Fizeste-me transformar naquilo que sou hoje.
E já não o escondo.................Para quê fingir?
Ainda tento digerir toda esta falta de senso
que me atrofia os sentidos...
Começa no chão que me falta
no gemido que ficou para trás
acabando na cabeça, na voz e por fim no coração.
Vítima? Cada um escolhe o seu caminho...
Independentemente dos sinais estarem tão ao de cima,
Coincidências? Sejam enviadas para o inferno!
Vou-me movimentando sublimentemente, muito ao de leve,
quando dou por mim já os tambores me fizeram começar a dançar...
Porquê?
Preciso disto.
Isto faz de mim diferente.
Não sei o que pensaste que iria dizer ou fazer...
Enganaste, como sempre.
Todos os dias se enganam sobre mim...
Fazem-me melhor quando não passo de um monstro
e quase me pisam, me mandam para longe,
quando consigo albergar tantas felicidades...
Este mundo louco não dá valor a quem deve,
e os desígnios de Deus são estranhos...
Acordei em cima de garrafas vazias de absinto...onde estive eu?
O que fiz?
Agora que acordaste para a realidade percebes
que fizeste asneira, muita maldade, erros...que não param de
absorver os pensamentos...
Não te preocupes...já não à volta a dar...
Estás por tua conta, sozinho, perdido...e o arrependimento?
Não te mata...apenas te fará sofrer...
Uma vítima das algemas que nos prendem as asas...
É o fado humano...
Por isso para o bem e para todo o mal,
Prefiro estar nesta terra que oscila entre a noite e o dia
sem lua nem sol.
Estive sempre em cada entrelinha da tua vida,
Sempre esperando,
esperei tanto e continuo a esperar...
Ainda erro como um ser humano
Mas aprendo a odiar muito mais depressa.
E perdoar?
Começa-me a custar...
Aos poucos terei a certeza de quem sou!
sexta-feira, 12 de março de 2010
Sober (parte 3)
Costumo ser o culpado, mas desta vez fui vítima das...VOSSAS MENTIRAS!
MENTIRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS!
Como deverei eu arranjar força de vontade para
superar os vossos constantes falsos desafios?
Continuar nesta luta falsa, onde me sorriem de longe
como se fosse mais um cordeiro pronto a ser sacrificado?
Mais um? E somos tantos...
Encontro lugar de repouso, mas por pouco tempo...
O sangue escorre do pescoço do cordeiro...
Mais uma morte neste mundo...
São tudo mentiras!
Penso e sinto. Umas vezes muito depressa
outras muito devagar...
E como gosto eu de pensar e sentir,
Elevando a um plano muito mais elevado
que esta selva de betão, milhares de rotinas...
Existe uma falta de sabor nos tempos que correm...
Como essas feridas que me corroem em dias menos iluminados.
Vítima das vossas mentiras.
Eu não me canso de as sofrer até vocês se cansarem
de as concretizar. Mas algo que não é verdade
nunca pode ser totalmente concretizado...
MENTIRAS!
Embala-me barulho...
Amachuquem-me...Para alguém mais tarde
tentar voltar a colocar esta folha lisa...
Sinto-me muito mal.
Ritmo, cardíaco, fraco, bate devagar
e quando bate mais depressa é por pouco tempo...
Como sempre, não me dão tempo para agarrar
para provar que sim, que é possível,
que neste mundo nem tudo são mentiras...
Que posso mais eu dizer ou fazer?
Inútil monstro, pessoa pouco sã,
Porque coloco tanta fê e esperança
em algo ensopado em sentimento e futuro
quando para vocês tudo é vontade vã?
Porque nesses momentos de sobriedade ninguém me
vê completamente...
Incompreendido?? Nem sempre.
Apenas ignorado, iludido...
Constantemente consumido por demónios de desgraça
............................................
Nem sempre falam para mim...
Mas movimentam outras pessoas, mudam acções...
E os Anjos? Devem estar perdidos...
Eu esforço-me, mas nem sempre me esforço em vão.
Mentiras...
Partam-me!
E digam-me nos olhos que as peças não encaixam!
Que será sempre um sonho sem concretização!
Porque uns gostam e outros não...
E eu gosto.
Arrepiem-me, suguem-me a percentagem de amor que tenho
e a razão! TUDO AO MESMO TEMPO.
Eu sou eu e nada mais posso fazer...
Além daquilo que eu quero...
MENTIRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS!
Como deverei eu arranjar força de vontade para
superar os vossos constantes falsos desafios?
Continuar nesta luta falsa, onde me sorriem de longe
como se fosse mais um cordeiro pronto a ser sacrificado?
Mais um? E somos tantos...
Encontro lugar de repouso, mas por pouco tempo...
O sangue escorre do pescoço do cordeiro...
Mais uma morte neste mundo...
São tudo mentiras!
Penso e sinto. Umas vezes muito depressa
outras muito devagar...
E como gosto eu de pensar e sentir,
Elevando a um plano muito mais elevado
que esta selva de betão, milhares de rotinas...
Existe uma falta de sabor nos tempos que correm...
Como essas feridas que me corroem em dias menos iluminados.
Vítima das vossas mentiras.
Eu não me canso de as sofrer até vocês se cansarem
de as concretizar. Mas algo que não é verdade
nunca pode ser totalmente concretizado...
MENTIRAS!
Embala-me barulho...
Amachuquem-me...Para alguém mais tarde
tentar voltar a colocar esta folha lisa...
Sinto-me muito mal.
Ritmo, cardíaco, fraco, bate devagar
e quando bate mais depressa é por pouco tempo...
Como sempre, não me dão tempo para agarrar
para provar que sim, que é possível,
que neste mundo nem tudo são mentiras...
Que posso mais eu dizer ou fazer?
Inútil monstro, pessoa pouco sã,
Porque coloco tanta fê e esperança
em algo ensopado em sentimento e futuro
quando para vocês tudo é vontade vã?
Porque nesses momentos de sobriedade ninguém me
vê completamente...
Incompreendido?? Nem sempre.
Apenas ignorado, iludido...
Constantemente consumido por demónios de desgraça
............................................
Nem sempre falam para mim...
Mas movimentam outras pessoas, mudam acções...
E os Anjos? Devem estar perdidos...
Eu esforço-me, mas nem sempre me esforço em vão.
Mentiras...
Partam-me!
E digam-me nos olhos que as peças não encaixam!
Que será sempre um sonho sem concretização!
Porque uns gostam e outros não...
E eu gosto.
Arrepiem-me, suguem-me a percentagem de amor que tenho
e a razão! TUDO AO MESMO TEMPO.
Eu sou eu e nada mais posso fazer...
Além daquilo que eu quero...
quinta-feira, 11 de março de 2010
Sober (parte 2)
Não é obsessão? Não, é saber que vale a pena.
Percepção errada, de um ser humano
com a cabeça equilibrada entre a razão
e o chamado sentimento.
Um frio que chega e que traz com ele um cinzento
muito parecido com preto.
Quem sou eu?
Exímio monstro, dotado na arte de destruir.
Reparto o sofrimento e ódio por todos
sem me esquecer de guardar para mim a melhor parte.
Distância? Desistência? Meu irmãos...
Esqueçam-me por enquanto. Um dia chegará a vossa vez
de abrir os olhos.
Mato emoções, rasgo corações,
Quando se imaginam no céu
retiro o véu e contemplam o verdadeiro cenário...
Chegaram a um pequeno Inferno...
As minhas rimas caiem no chão pálidas...
Caiem numa terra árida, onde reina a fome de sentimento,
onde o vento leva com ele gritos de desespero
de vingança passiva...Oh meu Deus, onde estás?
Quando penso partilhar dos mesmos sonhos de outrem
acabo por me enervar sozinho...
E o Homem não é nenhuma ilha...
Alguns são...
Mas eu não queria ser...
Deus?
Estaria sóbrio se me dessem felicidade
de diversas formas.
O meu futuro? Incerto.
Mas sei o que quero fazer...
E sei o que quero.
Deus não Te podes revoltar por uns segundos
e dar-nos um grito de aviso?
Mas que solidão acompanhada...
Percepção errada, de um ser humano
com a cabeça equilibrada entre a razão
e o chamado sentimento.
Um frio que chega e que traz com ele um cinzento
muito parecido com preto.
Quem sou eu?
Exímio monstro, dotado na arte de destruir.
Reparto o sofrimento e ódio por todos
sem me esquecer de guardar para mim a melhor parte.
Distância? Desistência? Meu irmãos...
Esqueçam-me por enquanto. Um dia chegará a vossa vez
de abrir os olhos.
Mato emoções, rasgo corações,
Quando se imaginam no céu
retiro o véu e contemplam o verdadeiro cenário...
Chegaram a um pequeno Inferno...
As minhas rimas caiem no chão pálidas...
Caiem numa terra árida, onde reina a fome de sentimento,
onde o vento leva com ele gritos de desespero
de vingança passiva...Oh meu Deus, onde estás?
Quando penso partilhar dos mesmos sonhos de outrem
acabo por me enervar sozinho...
E o Homem não é nenhuma ilha...
Alguns são...
Mas eu não queria ser...
Deus?
Estaria sóbrio se me dessem felicidade
de diversas formas.
O meu futuro? Incerto.
Mas sei o que quero fazer...
E sei o que quero.
Deus não Te podes revoltar por uns segundos
e dar-nos um grito de aviso?
Mas que solidão acompanhada...
Sober (parte 1)
Vestirmo-nos de preto não tem nada de mal...a menos que estejamos num dia mau.
"I want what I want...I want what I want...I WANT WHAT I WANT!..."
"There's a shadow just behind me...Shrouding every step I take."
Conseguirei eu estar sóbrio nesta realidade?
A passos curtos todos nos aproximamos da morte.
Medo? Do quê? Fugir? Para quê?
Não vos entrego a esse fado vazio.
Nunca abandono ninguém. E por vezes posso
voltar a ficar sóbrio, abro os olhos e sorrio,
Posso fazer alguém feliz...
Por
breves
momentos...
Porque não posso começar de novo?
Uma folha em branco, e uma caneta com tinta já gasta no tempo
de sabedoria para começar bem o dia.
Porque não posso estar sóbrio? O suficiente para corrigir
as falhas deste mundo, as minhas falhas.
Para lutar com honra, para compreender de facto
e poder ajudar?
Deixem-me complicar-vos...
Acreditem em mim e venham conhecer outro mundo,
uma outra situação mundial.
Porque não podemos dormir para sempre?
Dormiríamos para sempre, até Descartes nos tocar no ombro
com alguma força dizendo alto: acorda acorda, está na altura
de deixares de viver o sonho e viveres a tua vida...
Sorte.
Não é uma questão de sorte. É uma questão de tempo e de dedicação.
De luta, suor e sangue.
E eu quero o que eu quero
e isso nunca irá mudar...
"I want what I want...I want what I want...I WANT WHAT I WANT!..."
"There's a shadow just behind me...Shrouding every step I take."
Conseguirei eu estar sóbrio nesta realidade?
A passos curtos todos nos aproximamos da morte.
Medo? Do quê? Fugir? Para quê?
Não vos entrego a esse fado vazio.
Nunca abandono ninguém. E por vezes posso
voltar a ficar sóbrio, abro os olhos e sorrio,
Posso fazer alguém feliz...
Por
breves
momentos...
Porque não posso começar de novo?
Uma folha em branco, e uma caneta com tinta já gasta no tempo
de sabedoria para começar bem o dia.
Porque não posso estar sóbrio? O suficiente para corrigir
as falhas deste mundo, as minhas falhas.
Para lutar com honra, para compreender de facto
e poder ajudar?
Deixem-me complicar-vos...
Acreditem em mim e venham conhecer outro mundo,
uma outra situação mundial.
Porque não podemos dormir para sempre?
Dormiríamos para sempre, até Descartes nos tocar no ombro
com alguma força dizendo alto: acorda acorda, está na altura
de deixares de viver o sonho e viveres a tua vida...
Sorte.
Não é uma questão de sorte. É uma questão de tempo e de dedicação.
De luta, suor e sangue.
E eu quero o que eu quero
e isso nunca irá mudar...
segunda-feira, 8 de março de 2010
Vicarious
[Há uns meses atrás, estava a ouvir uma música chamada Vicarious, de uma banda chamada Tool. Criei desde cedo uma empatia com a música e com a letra, apesar de não a perceber na totalidade. Quando li a letra, fiquei estupefacto...Não era a primeira vez que uma letra deste grupo me atingia forte. Nem seria a última. Mas a realidade às vezes não passa de algo que está longe apesar de tão perto, e ao ouvir esta música, de certa forma, deixei de esconder uma parte monstruosa minha, quer para deixá-la ser como é, quer para a curar...
Depois apareceste tu...quiseste saber mais sobre a música e sobre a letra. Tive receio. Pensei que te fosse assustar uma verdade tão cruel. Engamei-me. Adoras-te! Obrigado. E obrigado por estares de certa maneira em sintonia comigo nesta “ascensão” em forma de espiral.]
Abrigo-me do peso gigante que a chuva coloca em cima dos meus ombros.
Deixo-a lá fora e subo as escadas, completamente encharcada.
Rodo a chave na fechadura, e após alguns segundos entro em casa, para a encontrar vazia e escura.
Vejo a chuva a cair, agora pelo vidro do quarto.
O dia está miserável e cinzento, o que não podia condizer mais com o meu espírito.
Estou com a vontade de destruição a corroer-me as veias e tu atreves-te a fingir, à minha frente.
Atreves-te a fingir para mim! Tudo, por tua causa!
O vento fustiga os vidros e eu só peço que chova, como nunca choveu!
Que um dilúvio te afogue e leve para longe de mim!
Rezo para que um sismo te destrua e abale, como tu abalaste a minha vida!
Deixando-me ser um monstro, com uma armadura gasta no tempo
Mas solidificada na sua resistência. Não espero que a desgraça te consuma
Apenas que se torne parte de ti, pela profundezas do teu ser,
Até te ajoalhares arrenpendido, em juras sinceras de verdadeiro perdão.
Que sintas em ti toda a humilhação, a força dos sete ventos,
Toda a tragédia na sua total manifestação...
E sentirei-me vivo, por mim próprio compreendido, observando de uma distância segura
Toda a tua degradação...
Abri os poros do meu corpo ao ódio, num abraço eterno,
Filho de almas destruidoras, que raramente criam,
Que raramente amam sem medo, que veneram destruição
Com o todo o seu louvor...
Porque não admitimos?
Porque fingimos...actuamos, iludimos, somos outros,
Sempre outros, nunca nos deixamos ser...e quando deixamos por vezes o pior
Acontece.
É aí que se resume todo um erro histórico:
Quando um Homem mau tenta fazer algo de bom.
Tudo piora ou nada se altera.
Porque não admitimos?
Porque é que não conseguimos admitir que é disto que precisamos para sobreviver?
Ver a miséria à nossa volta, só para vermos que estamos melhor que eles.
Porquê? Porque não admitimos que gostamos da destruição? Da ruína...
Do sabor do ódio na nossa boca. Porque apesar de nunca o queremos sentir, acabamos por voltar a ele, uma, e outra, e outra vez.
Eu sei que é assim.
Enquanto canto ao vento as minhas palavras de revolta e raiva, a chuva parece compreender.
E começa a cair mais forte, com mais velocidade. Com mais vontade, capaz de realizar o meu desejo.
E agora? Sei que possivelmente se tu acabasses, o meu mundo não iria ficar melhor. Mas iria ajudar a minha alma completamente em ruínas a sarar.
Será que não percebes? Preferes fingir que nada aconteceu?
Eu não consigo fazer isso. Lamento. Mas sei que prefiro odiar cada coisa tua, a fingir um sorriso, só para aliviar a tua consciência, não a minha. Não dizer um “olá” falso só para tu pensares que está tudo bem.
Que podes adormecer em paz, enquanto eu debato a noite toda com a tua presença a estragar todos os meus sonhos!
Sim, eu admito! Eu gosto de ver as coisas destruídas! Especialmente quando essas coisas são tuas. Quando elas são, tu.
Sim eu admito!
Aquele dia chegou. Aquele dia que um dia temi, mas que hoje agradeço. Celebro.
Aquele em que só a simples menção do teu nome me causa repulsa.
Esse dia chegou, finalmente. E estou aliviada com a sua chegada.
Como se fosse o inicio do fim, um acontecimento sem lugar na história,
Mas com o significado mais importante de sempre.
Somos seres incriveis, monstros terriveis
Que actuam num palco de ilusão disfarçados de vários papéis.
Por último, quando um suspiro final fica preso nos lábios
Percebes que nunca te deixaste ser, que foste
Sempre um mendigo que aguarda mais depressa a morte
Que a ajuda de outrém...
Que não saltaste na hora de saltar, e que negaste o amor
E a felicidade, viraste as costas e como um cobarde choraste
Por teres medo de amar e ser feliz.
Somos imperfeitos...mas isso não é razão para prolongar o erro.
Errar é o humano mas não deve ser nossa vontade errar para
Prolongar a imperfeição.
Sou escrito, sou melancolia, numa força pequena, quase rouca,
Voz que se mantém viva até morrer,
Sou questão louca, sou atrevimento
Num mundo que se mascara de preto quando na verdade é cinzento.
E somos poucos e somos loucos, mas com vontade forte de nunca parar,
E estamos junto por um mundo melhor
Preparados para fazer romper pessoas que como tu
Vieram para ficar...
Escrito por Diogo Garcia e Joana Garcia[ http://memoriasrasgadas.blogspot.com/ ]
Depois apareceste tu...quiseste saber mais sobre a música e sobre a letra. Tive receio. Pensei que te fosse assustar uma verdade tão cruel. Engamei-me. Adoras-te! Obrigado. E obrigado por estares de certa maneira em sintonia comigo nesta “ascensão” em forma de espiral.]
Abrigo-me do peso gigante que a chuva coloca em cima dos meus ombros.
Deixo-a lá fora e subo as escadas, completamente encharcada.
Rodo a chave na fechadura, e após alguns segundos entro em casa, para a encontrar vazia e escura.
Vejo a chuva a cair, agora pelo vidro do quarto.
O dia está miserável e cinzento, o que não podia condizer mais com o meu espírito.
Estou com a vontade de destruição a corroer-me as veias e tu atreves-te a fingir, à minha frente.
Atreves-te a fingir para mim! Tudo, por tua causa!
O vento fustiga os vidros e eu só peço que chova, como nunca choveu!
Que um dilúvio te afogue e leve para longe de mim!
Rezo para que um sismo te destrua e abale, como tu abalaste a minha vida!
Deixando-me ser um monstro, com uma armadura gasta no tempo
Mas solidificada na sua resistência. Não espero que a desgraça te consuma
Apenas que se torne parte de ti, pela profundezas do teu ser,
Até te ajoalhares arrenpendido, em juras sinceras de verdadeiro perdão.
Que sintas em ti toda a humilhação, a força dos sete ventos,
Toda a tragédia na sua total manifestação...
E sentirei-me vivo, por mim próprio compreendido, observando de uma distância segura
Toda a tua degradação...
Abri os poros do meu corpo ao ódio, num abraço eterno,
Filho de almas destruidoras, que raramente criam,
Que raramente amam sem medo, que veneram destruição
Com o todo o seu louvor...
Porque não admitimos?
Porque fingimos...actuamos, iludimos, somos outros,
Sempre outros, nunca nos deixamos ser...e quando deixamos por vezes o pior
Acontece.
É aí que se resume todo um erro histórico:
Quando um Homem mau tenta fazer algo de bom.
Tudo piora ou nada se altera.
Porque não admitimos?
Porque é que não conseguimos admitir que é disto que precisamos para sobreviver?
Ver a miséria à nossa volta, só para vermos que estamos melhor que eles.
Porquê? Porque não admitimos que gostamos da destruição? Da ruína...
Do sabor do ódio na nossa boca. Porque apesar de nunca o queremos sentir, acabamos por voltar a ele, uma, e outra, e outra vez.
Eu sei que é assim.
Enquanto canto ao vento as minhas palavras de revolta e raiva, a chuva parece compreender.
E começa a cair mais forte, com mais velocidade. Com mais vontade, capaz de realizar o meu desejo.
E agora? Sei que possivelmente se tu acabasses, o meu mundo não iria ficar melhor. Mas iria ajudar a minha alma completamente em ruínas a sarar.
Será que não percebes? Preferes fingir que nada aconteceu?
Eu não consigo fazer isso. Lamento. Mas sei que prefiro odiar cada coisa tua, a fingir um sorriso, só para aliviar a tua consciência, não a minha. Não dizer um “olá” falso só para tu pensares que está tudo bem.
Que podes adormecer em paz, enquanto eu debato a noite toda com a tua presença a estragar todos os meus sonhos!
Sim, eu admito! Eu gosto de ver as coisas destruídas! Especialmente quando essas coisas são tuas. Quando elas são, tu.
Sim eu admito!
Aquele dia chegou. Aquele dia que um dia temi, mas que hoje agradeço. Celebro.
Aquele em que só a simples menção do teu nome me causa repulsa.
Esse dia chegou, finalmente. E estou aliviada com a sua chegada.
Como se fosse o inicio do fim, um acontecimento sem lugar na história,
Mas com o significado mais importante de sempre.
Somos seres incriveis, monstros terriveis
Que actuam num palco de ilusão disfarçados de vários papéis.
Por último, quando um suspiro final fica preso nos lábios
Percebes que nunca te deixaste ser, que foste
Sempre um mendigo que aguarda mais depressa a morte
Que a ajuda de outrém...
Que não saltaste na hora de saltar, e que negaste o amor
E a felicidade, viraste as costas e como um cobarde choraste
Por teres medo de amar e ser feliz.
Somos imperfeitos...mas isso não é razão para prolongar o erro.
Errar é o humano mas não deve ser nossa vontade errar para
Prolongar a imperfeição.
Sou escrito, sou melancolia, numa força pequena, quase rouca,
Voz que se mantém viva até morrer,
Sou questão louca, sou atrevimento
Num mundo que se mascara de preto quando na verdade é cinzento.
E somos poucos e somos loucos, mas com vontade forte de nunca parar,
E estamos junto por um mundo melhor
Preparados para fazer romper pessoas que como tu
Vieram para ficar...
Escrito por Diogo Garcia e Joana Garcia[ http://memoriasrasgadas.blogspot.com/ ]
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
A minha humanidade
Quando um homem mau tenta fazer algo bom...
Não resulta em nada de bom.
Sorte? Planeamento?
São palavras soltas que voam desastradamente ao vento
e caiem ao chão com uma força tremenda,
com um barulho demasiado pesado...
Sou apenas o pior mentiroso, mais um imbecil,
um homem mau numa acção de esperança
despedaçada no centro do nada.
Pedia um pouco de fé. Um pouco de fé pedi,
porque estes sinais do destino são fatais
são incertezas incoerentes numa população
incoerente, fraca, sem ganancia por algo melhor,
mais correcto, um estado de elevação.
Descansa, vira-te e dá-me a mão...
Não fujas, não desapareças não te condenes...
A minha humanidade está cansada,
triste, quase derrotada.
Quase ia esquecendo Deus para depositar esperança
na acção humana...mais uma falha minha
mais tarde condenada.
Sinto-me longe, sem razão porque ficar quente
ou gelado, neste meio termo ridiculamente resumido
a um sumido suspiro fraco, quase morto.
Descansa, vira-te e dá-me a mão...
"Não querias saber o que sou. É dificil de o ser."
Afasta-te ou agarra-me enquanto me resta tempo...
Não resulta em nada de bom.
Sorte? Planeamento?
São palavras soltas que voam desastradamente ao vento
e caiem ao chão com uma força tremenda,
com um barulho demasiado pesado...
Sou apenas o pior mentiroso, mais um imbecil,
um homem mau numa acção de esperança
despedaçada no centro do nada.
Pedia um pouco de fé. Um pouco de fé pedi,
porque estes sinais do destino são fatais
são incertezas incoerentes numa população
incoerente, fraca, sem ganancia por algo melhor,
mais correcto, um estado de elevação.
Descansa, vira-te e dá-me a mão...
Não fujas, não desapareças não te condenes...
A minha humanidade está cansada,
triste, quase derrotada.
Quase ia esquecendo Deus para depositar esperança
na acção humana...mais uma falha minha
mais tarde condenada.
Sinto-me longe, sem razão porque ficar quente
ou gelado, neste meio termo ridiculamente resumido
a um sumido suspiro fraco, quase morto.
Descansa, vira-te e dá-me a mão...
"Não querias saber o que sou. É dificil de o ser."
Afasta-te ou agarra-me enquanto me resta tempo...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Revivido
Não nasci perdido
mas ainda não me encontrei totalmente.
Fui deitado à terra, pequena semente,
Solto, arrancado ao vento, lógica sem sentido.
Num mundo algo frio
rezo para que o sol todos aqueça...
De forma quente, escaldante, para que seja sentida
a sua força, a sua presença.
Precisamos de contacto para não sermos um espaço
amplamente vazio.
Acústico, embalado ao som do luar...
Poeta, alma descrita em linhas
linhas puras que nada querem enganar.
Não me consigo sossegar inteiramente
sem ti aqui.
Fome louca, voz rouca
que já tentou morrer, parar de gritar.
Não. Os anjos estão no céu
e estão na terra.
Sou o mapa do mundo.
Caminha-te até aqui.
Revivido onde a vida se encerra.
mas ainda não me encontrei totalmente.
Fui deitado à terra, pequena semente,
Solto, arrancado ao vento, lógica sem sentido.
Num mundo algo frio
rezo para que o sol todos aqueça...
De forma quente, escaldante, para que seja sentida
a sua força, a sua presença.
Precisamos de contacto para não sermos um espaço
amplamente vazio.
Acústico, embalado ao som do luar...
Poeta, alma descrita em linhas
linhas puras que nada querem enganar.
Não me consigo sossegar inteiramente
sem ti aqui.
Fome louca, voz rouca
que já tentou morrer, parar de gritar.
Não. Os anjos estão no céu
e estão na terra.
Sou o mapa do mundo.
Caminha-te até aqui.
Revivido onde a vida se encerra.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Nunca falhei para sentir dor

Título: frase carismática de Kurt Cobain. Disse ele na música "You know you're right" : "I never failed to feel pain". Esta música existe quem diga que nem sequer por ele é cantada. A realidade é esta, quem conhece o estilo musical, a força como canta e mesmo a letra, não pode negar que ao ouvi-la...enfim...é mesmo o Kurt Cobain. Era um doido? Mas quem não é? Era diferente? Óptimo. Suicidou-se? Lamento. Não vou deixar de sentir cada letra, nem cada música. Considerada uma das melhor vinte cinco bandas de sempre, assim como o seu CD 'Nevermind' considerado por muitos o melhor CD de todos os tempos.
Os Nirvana são daquelas bandas difíceis de explicar. No que toca à minha história, apareceram na minha vida num momento mais conturbado. E ajudaram-me a sorrir como a expelir ódio em boas e produtivas camadas.
Sobre esta música...Não a considero preenchida de fraqueza. Pelo contrário. Raiva, força para dar a volta. Deixem-me. Talvez para mim a melhor música deles. Cinco estrelas. Sintam-na.
Descansa em paz, se isso for possível.
Nunca foi tão difícil engolir.
Sinto um peso no meu corpo todo,
Mas não o consigo apontar...está por todo o lado.
E custa-me engolir em seco.
Como se não bastasse saber que estou errado
ainda têm de me pegar no braço. E se esse braço
não chegar? Têm o outro.
Nunca falhei para sentir dor.
Se soubesse a dor que este erro me ia causar talvez
nunca o tivesse feito.
Mas agora? Agora é tarde demais.
E a verdade entrega-me aos monstros que aguardam na jaula,
aqueles que querem saciar-se da culpa dos outros
seja esta consciente, seja esta alheia,
seja esta sem querer...
E as nossas escolhas estão marcadas.
Serão absorvidas e observadas.
Testadas. Modificadas...e por fim:
DESTRUÍDAS.
Por isso, para quê cingir-me ao erro?
Quando posso com ele doer-me?
Incoerente conclusão.
Estou aqui. Não a lado nenhum. Por muito
errante que seja num caminho errado.
Falhei? Terei de me corrigir.
Fugi? Não. Dei-me a conhecer.
É uma falha tamanha afastar pessoas que nos amam.
É uma falha para toda a alma. Todas as almas sofrem
com o afastar de pessoas que são importantes.
Mas eu não falhei para sentir dor, senão não teria falhado...
Pelo menos tão concretamente, são abertamente.
Assim, à frente de quem mais amo.
Somos humanos...e isso quase basta,
para justificar os nossos actos mais primários,
mais selvagens...
Se não vos basta o que sinto,
o que digo, vivo e escrevo,
o que demonstro,
a força que vos quero dar,
o que quero convosco aprender...
Então terei de falhar..
e com isso,
sofrer...
Talvez.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Distância afastada
"To consume you 'til you
Choose to
Let this go..." (Tool-The grudge (álbum Lateralus)
A proximidade do sentimento, a proximidade da racionalização
coloca-nos num patamar novo: a capacidade de nos deixarmos ir.
Ficar presos aquilo que éramos, travar aquilo
em que nos sentimos melhor é um crime pessoal,
Capaz de nos fazer sofrer para sempre.
Censuro, julgo todo aquele que prefere ficar aprisionado,
fixado em algo que só o retrai,
que só o influência a escolher o caminho mais fácil...
e o errado, em quase todos os casos...
É uma distância afastada, este que nos mantém tão próximos.
Estamos fora da vista, da realização,
A uma distância maior que os cento e oitenta graus que separam
o sol e a lua, fora da órbita deste universo qualquer.
Porque a distância física é forte sim...mas não é nada.
E alguma coisa tem de mudar...deve mudar...
Porque tudo muda tudo, e o que é para melhor deve
ser fortemente agarrado.
Quem me dera...
Conseguir...
Demonstrar...
Não é escrevendo que me liberto ao ponto
de ser eu próprio, o mais próximo de ser quem sou,
mas já é uma ajuda.
Distante. E vem o frio do norte, com toda uma chuva irritante,
um ar fresco que me gela as mais simples acções.
Tudo por ser de fácil movimentação...
Queria pois ser vento.
Queria ser tempo, sem tempo para falhar.
Queria ser acção.
Já não sou prisioneiro. Aprendi depressa.
A facilidade com que me deixo ir é natural,
eficaz e concreta, é certa na evolução...
Foi preciso aprender à distância,
Foi preciso alcançar por dentro um estado raro
de auto-reconhecimento, foi preciso abrir a alma
a outrem. Foi preciso deixar-me levar...
Quando dei por mim a distância não deixou de existir
mas passou a ser curta.
"Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go!" (Tool-The grudge) ( O mais difícil é soltar a primeira asa...)
Choose to
Let this go..." (Tool-The grudge (álbum Lateralus)
A proximidade do sentimento, a proximidade da racionalização
coloca-nos num patamar novo: a capacidade de nos deixarmos ir.
Ficar presos aquilo que éramos, travar aquilo
em que nos sentimos melhor é um crime pessoal,
Capaz de nos fazer sofrer para sempre.
Censuro, julgo todo aquele que prefere ficar aprisionado,
fixado em algo que só o retrai,
que só o influência a escolher o caminho mais fácil...
e o errado, em quase todos os casos...
É uma distância afastada, este que nos mantém tão próximos.
Estamos fora da vista, da realização,
A uma distância maior que os cento e oitenta graus que separam
o sol e a lua, fora da órbita deste universo qualquer.
Porque a distância física é forte sim...mas não é nada.
E alguma coisa tem de mudar...deve mudar...
Porque tudo muda tudo, e o que é para melhor deve
ser fortemente agarrado.
Quem me dera...
Conseguir...
Demonstrar...
Não é escrevendo que me liberto ao ponto
de ser eu próprio, o mais próximo de ser quem sou,
mas já é uma ajuda.
Distante. E vem o frio do norte, com toda uma chuva irritante,
um ar fresco que me gela as mais simples acções.
Tudo por ser de fácil movimentação...
Queria pois ser vento.
Queria ser tempo, sem tempo para falhar.
Queria ser acção.
Já não sou prisioneiro. Aprendi depressa.
A facilidade com que me deixo ir é natural,
eficaz e concreta, é certa na evolução...
Foi preciso aprender à distância,
Foi preciso alcançar por dentro um estado raro
de auto-reconhecimento, foi preciso abrir a alma
a outrem. Foi preciso deixar-me levar...
Quando dei por mim a distância não deixou de existir
mas passou a ser curta.
"Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go
Let go!" (Tool-The grudge) ( O mais difícil é soltar a primeira asa...)
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Um homem melhor
Melhor do que se ser monstro?
Só sendo um homem melhor...
E não consigo.
Entrego-me, e deixo-me ir rendido.
Tornei-me no que mais temia:
Mais um corpo morto que caminha vivo.
O que mais me revolta
é ver à minha volta que a felicidade
não é um alimento escasso...
Por isso, como podemos nós procura-la
como se fosse um finito pedaço
escondido de baixo de toneladas de coisas
imensas de tamanhos vários?
Quem sou eu para vos criticar?
Todos. Sou todos. Sou um monstro
sem piedade, sem maravilha, sem sentimento
e por vezes sem racionalização...
Desde tenra idade deixei fluir um pequeno
monstro...Era um ser vivo humildemente iluminado,
Satisfeito com a miséria quotidiana.
Deixei pessoas saírem da minha vida
e deixei outras entrar.
Recordo-me do mundo como foi, e vivo o mundo
como este é. E por vezes baloiço neste
tentativa sorridente de o tentar modificar
num futuro mais colorido.
Só um homem melhor pode ser feliz
e fazer os outros felizes.
Só um homem melhor, que se deixe encaixar
na história do mundo.
Na história de alguém...sem medo de ser apenas
mais um, de ser apenas outro,
Um homem que se deixe ir, até onde for possível.
Quem sabe até ao fim...Eterno. Amor. Para sempre.
Mas volto-me a vestir de escuridão...
E o ódio alimenta-me.
E o ódio tolera-me.
E fico só, como uma chama, ardendo-me,
Como uma vela esquecida, que vai morrendo
ao sabor de pequenas correntes de ar
de uma janela aberta...
E fico contigo, como duas chamas que se unem
numa gigante alegria...
Nada do que possas dizer poderá mudar o já dito,
E nada do que possas fazer mudará o já feito...
Porque não admitimos?
Porque somos cobardes...
E a morte espera na esquina destinada. Pacientemente.
E tudo o que quero
só alguns me podem dar...
E tudo o que eu quero
tenho feito por conseguir, esforçando-me arduamente
em pequenos gestos, e vontades de amar,
Em pequenas melhoras,
Tudo entregue ao nada ou ao quase nada.
Porquê?
Porque o homem melhor nunca nasceu...
E não sei quando chegará...
Temo que este monstro tenha vindo para ficar.
Alguns aceitam-no, outros matam-no...
E por mim, um homem melhor não chega.
Um monstro apenas condena...
E quando a solução passa a ser
problema...
Fecham-se os olhos, acaba-se o acto,
E rezão ao nosso Deus, rasgamos o coração
e sensibilizamos a razão...
Digam-me, no fim, quem sofre mais?
O homem melhor ou o monstro?
Só sendo um homem melhor...
E não consigo.
Entrego-me, e deixo-me ir rendido.
Tornei-me no que mais temia:
Mais um corpo morto que caminha vivo.
O que mais me revolta
é ver à minha volta que a felicidade
não é um alimento escasso...
Por isso, como podemos nós procura-la
como se fosse um finito pedaço
escondido de baixo de toneladas de coisas
imensas de tamanhos vários?
Quem sou eu para vos criticar?
Todos. Sou todos. Sou um monstro
sem piedade, sem maravilha, sem sentimento
e por vezes sem racionalização...
Desde tenra idade deixei fluir um pequeno
monstro...Era um ser vivo humildemente iluminado,
Satisfeito com a miséria quotidiana.
Deixei pessoas saírem da minha vida
e deixei outras entrar.
Recordo-me do mundo como foi, e vivo o mundo
como este é. E por vezes baloiço neste
tentativa sorridente de o tentar modificar
num futuro mais colorido.
Só um homem melhor pode ser feliz
e fazer os outros felizes.
Só um homem melhor, que se deixe encaixar
na história do mundo.
Na história de alguém...sem medo de ser apenas
mais um, de ser apenas outro,
Um homem que se deixe ir, até onde for possível.
Quem sabe até ao fim...Eterno. Amor. Para sempre.
Mas volto-me a vestir de escuridão...
E o ódio alimenta-me.
E o ódio tolera-me.
E fico só, como uma chama, ardendo-me,
Como uma vela esquecida, que vai morrendo
ao sabor de pequenas correntes de ar
de uma janela aberta...
E fico contigo, como duas chamas que se unem
numa gigante alegria...
Nada do que possas dizer poderá mudar o já dito,
E nada do que possas fazer mudará o já feito...
Porque não admitimos?
Porque somos cobardes...
E a morte espera na esquina destinada. Pacientemente.
E tudo o que quero
só alguns me podem dar...
E tudo o que eu quero
tenho feito por conseguir, esforçando-me arduamente
em pequenos gestos, e vontades de amar,
Em pequenas melhoras,
Tudo entregue ao nada ou ao quase nada.
Porquê?
Porque o homem melhor nunca nasceu...
E não sei quando chegará...
Temo que este monstro tenha vindo para ficar.
Alguns aceitam-no, outros matam-no...
E por mim, um homem melhor não chega.
Um monstro apenas condena...
E quando a solução passa a ser
problema...
Fecham-se os olhos, acaba-se o acto,
E rezão ao nosso Deus, rasgamos o coração
e sensibilizamos a razão...
Digam-me, no fim, quem sofre mais?
O homem melhor ou o monstro?
Subscrever:
Mensagens (Atom)