Águas passadas não movem moinhos,
mas sonhos movem montanhas.
Aqui estamos perante o abismo do desconhecido,
Armas na mão, e um escudo de matéria imortal,
razão pela qual aqui estamos.
Guerreiros, sem qualquer receio da morte,
venha ela, se a o que sobra é esta prisão
física, psicológica.
Suor, lágrimas de sangue, músculos no chão,
A rendição não contempla a liberdade,
o sabor da verdade, a sabedoria da realidade.
Somos mais, somos melhores,
lutadores impenetráveis à corrupção,
Tal juramento de mão ao peito.
Os cabos foram dobrados, os caminhos traçados,
Monstros derrubados, para que um futuro melhor
fosse alcançado.
Vitórias alcançadas com honesto mérito,
dos Oceanos às Areias,
Ignorando sempre os perigos,
tal o canto das sereias.
As águas passadas...deveriam incentivar,
mas históricamente, estão trancadas nestes livros...
domingo, 7 de junho de 2015
quinta-feira, 7 de maio de 2015
exorcismo intelectual
Absorto na impaciência paciente que aprision'almas
São tantos os monstros que aí se arrastam,
De olhos calmos escondendo as negras chamas,
Mas são mais os que que como fantasmas
amaldiçoam, penetram sonos e sonhos,
Amordaçando-nos em pesadelos.
São tantos, mas poucos os que admitem,
Quando nada mais sobra, dentro de quatro paredes,
Com vários espelhos apontados ao mesmo,
Só aí o sorriso da maldade entristece a realidade.
Monstruosidade moldada a ferros quentes,
polida a gelo, fertilizada por más condutas ditas superiores,
Falsas raízes, verdades trocadas,
Sabedoria errada.
Antes de fugires, tenta ajudar,
Antes de ferires, antes de apontares ao calcanhar de Aquiles,
Esforça-te por ser melhor sem covardias, sem atalhos,
reflecte nesses ensaios sobre a cegueira,
(que não sejam razão de poeiras e cinzas lançadas),
Não há limite para quem acredite,
Faz neste palco o que fazes nos bastiadores.
São tantos os monstros que aí se arrastam,
De olhos calmos escondendo as negras chamas,
Mas são mais os que que como fantasmas
amaldiçoam, penetram sonos e sonhos,
Amordaçando-nos em pesadelos.
São tantos, mas poucos os que admitem,
Quando nada mais sobra, dentro de quatro paredes,
Com vários espelhos apontados ao mesmo,
Só aí o sorriso da maldade entristece a realidade.
Monstruosidade moldada a ferros quentes,
polida a gelo, fertilizada por más condutas ditas superiores,
Falsas raízes, verdades trocadas,
Sabedoria errada.
Antes de fugires, tenta ajudar,
Antes de ferires, antes de apontares ao calcanhar de Aquiles,
Esforça-te por ser melhor sem covardias, sem atalhos,
reflecte nesses ensaios sobre a cegueira,
(que não sejam razão de poeiras e cinzas lançadas),
Não há limite para quem acredite,
Faz neste palco o que fazes nos bastiadores.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
prisão psicológica
Porque nem sempre o sal salga...
Vitórias são sonhadas, imaginadas mil vezes
mesmo no cérebro menos criativo.
Do acto ao falhanço correm meros segundos,
Mas o acto ficou travado, de medo ao peito,
sem qualquer respeito por futuros mais brilhantes.
Cegos e impotentes, dotados de uma fome resiliente,
Capazes de deprimir a depressão mais deprimente.
Sem loucura pela sede de saber,
Vivendo mortos, mesmo antes de morrer,
Cansados e fatigados sem um passo dar,
Perdidos e derrotados sem sequer lutar.
Retraídos pacientes perante as próprias criações
de vazios reticentes que colocam no vosso próprio caminho.
Vitórias são sonhadas, imaginadas mil vezes
mesmo no cérebro menos criativo.
Do acto ao falhanço correm meros segundos,
Mas o acto ficou travado, de medo ao peito,
sem qualquer respeito por futuros mais brilhantes.
Cegos e impotentes, dotados de uma fome resiliente,
Capazes de deprimir a depressão mais deprimente.
Sem loucura pela sede de saber,
Vivendo mortos, mesmo antes de morrer,
Cansados e fatigados sem um passo dar,
Perdidos e derrotados sem sequer lutar.
Retraídos pacientes perante as próprias criações
de vazios reticentes que colocam no vosso próprio caminho.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Perfume com sabor a cera
Saúde para quem está doente,
Amor para quem só recebe ódio,
Reconhecimento e respeito ao pisado
ignorado e tratado com indiferença,
Um pouco mais que nada para quem só fome tem,
Companhia para quem só tem solidão.
Amor para quem só recebe ódio,
Reconhecimento e respeito ao pisado
ignorado e tratado com indiferença,
Um pouco mais que nada para quem só fome tem,
Companhia para quem só tem solidão.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Tentação do medo
Por mares nunca d'antes navegados..
Mais do que prometia a força humana...
Para que nunca mais ninguém apague essa chama
é necessário ressuscitar sentimentos trancados.
Refém da memória, de visão sombria,
iluminada por meros raios de sol que conseguem escapar
por estores, somente salientados pelo cinzento fumo;
E a tentação do medo chega calma e assustadora
como a nublina, evaporando a vontade,
e fazendo com que a verdade de um céu superior
desapareça.
Mal se chega a conseguir viver, viver completamente,
quando se dá o primeiro passo,
tal aguardente a cravar cada centímetro da garganta,
estanca a fome, tal abraço ao vazio,
Suspenso no tempo, esperando somente,
sem arriscar o movimento.
Sem graça divina, desgraça contínua,
Sem evolução o ser vivo é um ser morto.
Mais do que prometia a força humana...
Para que nunca mais ninguém apague essa chama
é necessário ressuscitar sentimentos trancados.
Refém da memória, de visão sombria,
iluminada por meros raios de sol que conseguem escapar
por estores, somente salientados pelo cinzento fumo;
E a tentação do medo chega calma e assustadora
como a nublina, evaporando a vontade,
e fazendo com que a verdade de um céu superior
desapareça.
Mal se chega a conseguir viver, viver completamente,
quando se dá o primeiro passo,
tal aguardente a cravar cada centímetro da garganta,
estanca a fome, tal abraço ao vazio,
Suspenso no tempo, esperando somente,
sem arriscar o movimento.
Sem graça divina, desgraça contínua,
Sem evolução o ser vivo é um ser morto.
sábado, 18 de outubro de 2014
Cala o desespero refeito
Quando pegamos nesses sonhos perdidos,
Porque do passado ficam as cicatrizes,
E nelas o presente construímos,
para que no futuro venham dias mais felizes...
Mas não basta procurar:
Nestas auroras mais negras, sem regras de bom senso,
Onde reina o atrito agradável do medíocre,
O obstáculo fácil e fútil,
Sem que para o melhor bem comum se lute;
Filhos precoces duma evolução assente em dois pés,
Construída por mãos ancestrais,
Não estou sozinho - mas estou a mais,
Por entre esforços vãos, entre gestos somente de essência
gananciosa, sorrisos falsos numa postura graciosa;
Dentro dessa raiva que domina, faminta,
Cega a essa luz extinta,
Esta dormência contamina
tal doença maligna.
Não basta procurar.
Porque do passado ficam as cicatrizes,
E nelas o presente construímos,
para que no futuro venham dias mais felizes...
Mas não basta procurar:
Nestas auroras mais negras, sem regras de bom senso,
Onde reina o atrito agradável do medíocre,
O obstáculo fácil e fútil,
Sem que para o melhor bem comum se lute;
Filhos precoces duma evolução assente em dois pés,
Construída por mãos ancestrais,
Não estou sozinho - mas estou a mais,
Por entre esforços vãos, entre gestos somente de essência
gananciosa, sorrisos falsos numa postura graciosa;
Dentro dessa raiva que domina, faminta,
Cega a essa luz extinta,
Esta dormência contamina
tal doença maligna.
Não basta procurar.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Raiva dormente
Como que crianças a brincar com fósforos,
Uma vez mais, obrigado pela música que serviu de fundo.
Aventuram-se nessa queimadura imensa
nessa chama intensa de tentarem ser deuses,
Adamastores, históricos colossos,
Julgam-se aplaudidos, venerados,
Nesses actos dramáticos, de máscara ao rosto
como os antepassados nossos...
Pintores e escritores, e das artes da moldagem manual,
Matemáticos, pensadores, filósofos,
E amantes do próximo,
Escondidos, presos, servos de uma rotina habitual,
Criada por outrém, apodrecem nesse fosso
quase sem fim, onde d'outros repousam apenas ideias mortas
e os ossos.
Sigam por entre as estrelas,
Neste calado grito de raiva dormente
As histórias belas
não chegam a ser vividas.
Desvalorização do que realmente importa,
da simplicidade à qual fecham constantemente a porta,
Desde a queda desses meteoritos d'ilusão
Aos trezentos e sessenta graus da calamidade
presentes nos gestos diários desta dita humanidade.
domingo, 10 de agosto de 2014
Radioativo
Tal pacientes sem paciência,
Deixei-me a divagar, nesse estado de latência,
Tal dormência, devagar arranca a carne dos ossos,
E aos poucos tudo fica contaminado
E das profundezas nasce a morte
retirando tudo o que era nosso.
Mas seria?
Acordo, envolto em pó e cinzas,
Desagradado com estas supostas novas eras,
Rainhas utópicas, quimeras,
Salvadoras desse passado errado.
Esta sonolência contamina os recantos d'alma,
Outrora criadora, demolidora,
Aguçada tal lança que crava o alimento que fugia,
Tal ventania que destruía barcos e cidades,
Solidão desoladora,
Paz e calma exagerada acalmam e matam
estas raízes cortadas, sem as deixarem renascer.
Onde está a habilidade genuína,
essas gramas de sabedoria, de alquimia,
Tudo agora ruína, desfeito, sem vislumbres
de esperança, tal criança enterrada em escombros
de uma catástrofe natural...
Neste vosso mundo perfeito,
são meras preocupações vãs que vos preenchem,
Inutilidades, futilidades, que se penduram nos ombros...
Prefiro sentir a falta,
- Que o ar me escapa, por entre soluços debaixo d'água,
morrer a tentar, desistir somente quando já não controlo
cada veia que alimenta cada membro do corpo,
Neste silêncio absoluto, sou uma peste que se alastra,
a doença prolongada que vos puxa e arrasta,
Esse vírus invísivel ao olhar humano...
Tenho o poder de não ser visto,
e de não ser ninguém.
Deixei-me a divagar, nesse estado de latência,
Tal dormência, devagar arranca a carne dos ossos,
E aos poucos tudo fica contaminado
E das profundezas nasce a morte
retirando tudo o que era nosso.
Mas seria?
Acordo, envolto em pó e cinzas,
Desagradado com estas supostas novas eras,
Rainhas utópicas, quimeras,
Salvadoras desse passado errado.
Esta sonolência contamina os recantos d'alma,
Outrora criadora, demolidora,
Aguçada tal lança que crava o alimento que fugia,
Tal ventania que destruía barcos e cidades,
Solidão desoladora,
Paz e calma exagerada acalmam e matam
estas raízes cortadas, sem as deixarem renascer.
Onde está a habilidade genuína,
essas gramas de sabedoria, de alquimia,
Tudo agora ruína, desfeito, sem vislumbres
de esperança, tal criança enterrada em escombros
de uma catástrofe natural...
Neste vosso mundo perfeito,
são meras preocupações vãs que vos preenchem,
Inutilidades, futilidades, que se penduram nos ombros...
Prefiro sentir a falta,
- Que o ar me escapa, por entre soluços debaixo d'água,
morrer a tentar, desistir somente quando já não controlo
cada veia que alimenta cada membro do corpo,
Neste silêncio absoluto, sou uma peste que se alastra,
a doença prolongada que vos puxa e arrasta,
Esse vírus invísivel ao olhar humano...
Tenho o poder de não ser visto,
e de não ser ninguém.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Distrações
Sábias palavras afogadas em lágrimas forçadas,
Almas escravas mal tratadas até ao limite sádico,
O expoente máximo é recalcado e ultrapassado
Pelas fraquezas que farão parte da História.
Perseguem com a mente, e com os olhos de visão aguçada,
Presas saltam por entre os prédios e os verdes curtos
que pintam as terras da minha realidade;
Falso sabor a verdade, falsa inocência enterrada
em tenra idade...Aflitos dançam aos gritos
desesperando por uma psicologia mais pragmática.
Das letras aos números, da língua à matemática,
é tudo uma questão de prática, de sentido num esforço maior,
tal suor que não se liberta, que sufoca na ingratão
que se faz sobressair nos outros,
Medicação, espirituais retiros,
Sorrio - equivalência entre todos somente na comum demência.
Destruição compulsiva, acção destrutiva massiva,
faltam-me palavras para descrever toda esta bondade genuína.
Finalmente.
Convivem com monstros diáriamente,
mas por vezes é necessário um monstro para conseguir ver outros.
Loucos roucos, entregues a uma vida que se esvai aos poucos
São as distrações mundanas, essas águas calmas onde
podemos repousar; caçar alimento para a mente,
retoma de energia para os músculos, que nos permitem acreditar.
Tudo o resto, mesmo que não seja pó,
Fumos e cinzas, não passa de um conjunto de rimas,
Desvalorizando a essência, o interessante,
O que realmente importa...
Linhas menos rectas ou mais tortas,
podem formar um círculo perfeito..
Almas escravas mal tratadas até ao limite sádico,
O expoente máximo é recalcado e ultrapassado
Pelas fraquezas que farão parte da História.
Perseguem com a mente, e com os olhos de visão aguçada,
Presas saltam por entre os prédios e os verdes curtos
que pintam as terras da minha realidade;
Falso sabor a verdade, falsa inocência enterrada
em tenra idade...Aflitos dançam aos gritos
desesperando por uma psicologia mais pragmática.
Das letras aos números, da língua à matemática,
é tudo uma questão de prática, de sentido num esforço maior,
tal suor que não se liberta, que sufoca na ingratão
que se faz sobressair nos outros,
Medicação, espirituais retiros,
Sorrio - equivalência entre todos somente na comum demência.
Destruição compulsiva, acção destrutiva massiva,
faltam-me palavras para descrever toda esta bondade genuína.
Finalmente.
Convivem com monstros diáriamente,
mas por vezes é necessário um monstro para conseguir ver outros.
Loucos roucos, entregues a uma vida que se esvai aos poucos
São as distrações mundanas, essas águas calmas onde
podemos repousar; caçar alimento para a mente,
retoma de energia para os músculos, que nos permitem acreditar.
Tudo o resto, mesmo que não seja pó,
Fumos e cinzas, não passa de um conjunto de rimas,
Desvalorizando a essência, o interessante,
O que realmente importa...
Linhas menos rectas ou mais tortas,
podem formar um círculo perfeito..
quarta-feira, 4 de junho de 2014
monstruosa fome honesta
...insaciado,
a pancada da mão na parede áspera
deixa a ilusão num estado de espera
Réstias de pele deixam-se ficar na mármore,
E pequenas gotas de água escorrem por entre os dedos.
Miserável injustiça, o ser humano diz-se em constante evolução,
Mas a gargalhada fria e castiça é a minha resposta a essa errada afirmação;
Essa honesta falsidade destroí-me as mais profundas entranhas,
Por entre ruas, das mais puras às mais imundas,
Tudo o que consigo respirar são cheiros de características estranhas.
Interrogações, por entre aspas e pontos finais; a exclamação é o pão
diário que alimenta as mentes banais...
Sempre preferi reticências, silenciosas entre gritos de euforia e tristeza,
abalando as caves escondidas desta terra.
Este terceiro olho não dorme,
Incansável, indestrutível, inabalável,
Horrível é a voz que desarma os que mais têm fome,
Sacode-s'alma por entre pesos e sacríficios,
atritos infindáveis em espirais que fingem sofrer mutações,
São as mais belas tristezas gravadas em canções.
Feras obrigadas a viver entre grades,
Criaturas embora mais mortas, soltas por essas pedras da calçada,
Que vivem apenas para não estarem mortas...
A gargalhada morre por entre olhares vazios de quem se julga acima, de quem
só pensa bem julgar,
E a fome não termina,
E os monstros ficam por se saciar.
a pancada da mão na parede áspera
deixa a ilusão num estado de espera
Réstias de pele deixam-se ficar na mármore,
E pequenas gotas de água escorrem por entre os dedos.
Miserável injustiça, o ser humano diz-se em constante evolução,
Mas a gargalhada fria e castiça é a minha resposta a essa errada afirmação;
Essa honesta falsidade destroí-me as mais profundas entranhas,
Por entre ruas, das mais puras às mais imundas,
Tudo o que consigo respirar são cheiros de características estranhas.
Interrogações, por entre aspas e pontos finais; a exclamação é o pão
diário que alimenta as mentes banais...
Sempre preferi reticências, silenciosas entre gritos de euforia e tristeza,
abalando as caves escondidas desta terra.
Este terceiro olho não dorme,
Incansável, indestrutível, inabalável,
Horrível é a voz que desarma os que mais têm fome,
Sacode-s'alma por entre pesos e sacríficios,
atritos infindáveis em espirais que fingem sofrer mutações,
São as mais belas tristezas gravadas em canções.
Feras obrigadas a viver entre grades,
Criaturas embora mais mortas, soltas por essas pedras da calçada,
Que vivem apenas para não estarem mortas...
A gargalhada morre por entre olhares vazios de quem se julga acima, de quem
só pensa bem julgar,
E a fome não termina,
E os monstros ficam por se saciar.
terça-feira, 13 de maio de 2014
E Se deus Não Quiser?
Os olhos por mim foram vendados,
A boca por mim foi silenciada,
Os grelhões que prendem as mãos, os braços
os pés e as pernas por mim foram atados;
Ultrapassei os limites dos rios, lagos e mares,
Para que o ar aos pulmões fosse retirado..
..mesmo que tudo não passe de um breve momento.
As pupilas dilatam, o coração oscila entre o Verão e o Inverno,
Esmaga-se o pensamento em teorias incompetentes e escuras,
Realidades mais duras e pesadas são finalmente e friamente
apunhaladas na alma; e essa dor dorida que se aclamava ao longe,
distante como a morte aos olhos de uma criança,
Cai em nós estrondosamente.
Porque a culpa é minha, não é de mais ninguém,
e só eu poderei lutar, até que as unhas se transformem
em garras, até que os braços abram asas e a pele se torne
tão resistente que nada a pode trespassar;
De visão aguçada, tal águia,
a inteligência dos mais inteligentes junta e abraçada,
Tal leão ou urso na eficácia do músculo...
Mandíbulas mais rápidas e letais que as de um crocodilo,
Audição igualada à apurada de um predador.
Ego maior, tal adamastor, tal baleia, que saboreia o medo que espalha
tão rapidamente por entre os seus inferiores.
a mão direita do diabo poderá ser a mão esquerda de Deus,
Mas o caminho que cada um abraça
só por si próprio poderá ser largado.
sábado, 22 de março de 2014
o Coveiro das Testemunhas
Como tantas outras histórias mal contadas,
Umas sem início, outras sem os meios
e o fins pelo qual pessoas esperavam,
desesperadas, de fome ao peito,
De saliva seca, com mãos apoiadas na esperança
que morre em suspiros longos...
..Porque eu não sou português,
Eu sou Portugal, reunificado pelo Passado,
Pelas conquistas dos Mares E Oceanos,
Quando na apoteose me elevei além dos outros humanos,
Quando, com inteligência e conhecimento,
Passei o cabo d'além dor do desconhecido,
E inventei, construí, por todo esse mundo fora,
Das Américas, em espiral movendo-me mais longe,
Às Ásias, da pólvora às especiarias,
Da arte escrita, desse desassossego imortal
dos amantes que querem amar mais,
Do Auto Da Barca, por entre Mensagens,
Portugal é sofrer no fado genuíno que mais ninguém
consegue sentir.
Dos pastos e montes até à secura calma amarela e seca do Sul,
Dos vinhos, dos sabores saboreados, apurados pela experiência
Pel'alma rústica, mãos cansadas do trabalho, raízes de uma educação
baseada no respeito e na aprendizagem...
Mas como sempre, tanto fica por contar,
Contar por verdadeiro...
..Do Convento de Mafra, colossal obra física acima da terra,
E gravada para sempre num Memorial escrito,
para sempre na História.
Do Ramalhete a Sintra e os seus palácios, serras de terrores
e outras lendas; Coimbra e Braga e toda e cada cidade, vila, aldeia,
Onde a beleza descansa...
Do Porto e de Lisboa, onde cada pedra da calçada
Acrescenta um ponto e uma vírgula à essência de cada rua.
Mas como sempre, tantos ficam por se contar,
Tantos, mais dos que apenas uns poucos..
Eu não sou português.
Eu, sou Portugal.
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