sábado, 1 de fevereiro de 2014
versofado
Sons sombrios aquecem esses
sapatos frios que caminham por entre os prédios.
Mas a música que exalta a alma
e retira a calma ao coração
vem de dentro, nessa rua tudo o que se pode ouvir é
o tilintar dos pés contra a calçada,
do sofrimento humano que nos rodeia, mas a sós,
como que uma voz só ecoando pelas trevas
de uma gruta...
Este mundo é tão puro que até custa a engolir,
Sacode-se a parede da garganta,
é impossível conter este ódio outrora abandonado,
Engasga-se o receio na verdade de nunca se ter enganado;
Tal fado, tal tristeza alegre triste que nos cobre
como que uma manta, cinzenta, negra, vazia.
A esses que tanto mal fazem aos outros da sua natureza
(e de outras naturezas ditas inferiores)
Não vos posso desejar o mesmo mal ou até a morte, não...Posso
apenas desejar tudo o que de pior possa ainda existir,
Que vos falta sentir, para que sintam o sofrimento alheio,
esforço das vossas mãos e fraqueza humana,
não viverá impune.
O silêncio acorda-me, como o barulho continua a acordar,
Silenciado, quase adormecido,
este monstro sossega nesta fado tão vivido,
Enraizado, e sentido...
E tal familiar à muito fugido, volto,
para tentar conter ou ilustrar aos cegos as cores da destruição.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Consequências ingratas
Esqueci-me de como continuar a respirar,
Linha por linha, verso por verso;
Nada mais alimenta o suficiente
para que os fragmentos de ideias,
teorias e rimas se tornem em algo mais.
Como que vivendo entre Homens,
partilho da mesma demência
clandestina de todos os outros,
Sem explicação, sem curas da Ciência.
A semelhança imensa cansa,
Quando as barreiras se aproximam
trazendo uma solidão inata,
Sem imaginação, sem inspiração,
Restando para a maioria
a ingrata claustrofobia
da amarga maresia
da espera pela morte...
Não há destreza na certeza
do limar das arestas;
Num correr sem pressa,
Numa gargalhada irónica
de quem se ri de todos - menos de si próprio,
Temo que a consciência se torne tão pobre
quanto o mundo que recuso voltar respirar.
sábado, 14 de dezembro de 2013
com-ple-men-to
No final de todas as contas
ainda outras ficam por calcular,
números dos mais variáveis pesos
e medidas, letras ilegíveis,
outras mais definidas,
Aguardam por uma mão e por uma razão
que os solucione.
Num encontro de pesadelos e sonhos
a única certeza é a transpiração
que nos recorda que a realidade
faz parte dos dois.
De que vale essa luz
mundana, essa luz medíocre
que não basta para fazer temer a noite?
Essas pausas entre monólogos,
Esses pensares cansados de quem tudo procura
e nada encontra,
por entre histórias e Histórias
tão pouco nossas... - apesar de o serem.
Nesta visão ambiciosa, onde ser-se rei é pouco,
E ser-se deus é pouco mais,
Num escrever rouco, algures nesse sufoco
encontro a guerra que preparei por tanto tempo,
E aguardo-a, por um momento de reflexão...
Afinal de contas, do que vale a luz
se não existir escuridão?
domingo, 1 de dezembro de 2013
des-mem-bra-men-to
SENTI a falta de sentir este sentimento,De quem recalca os confins da alma
numa maldade calma,
Tal faca que magoa pouco
mas que na realidade
está envenenada.
A poesia é só uma,
escrita dum passado,
canção da rua,
Pintura do que se vive
e do futuro.
Sangro negro neste sonho de ser maior,
E só na poesia se torna menos delirante
o surreal do chegar algum dia a ser,
Deus, deuses, pastores, videntes,
A esperança que não descansa mesmo
olhando as trevas.
Moldaram-se apartir de pequenas falhas
que julgam ser monstruosas,
Apenas isso, e apenas nada mais,
Mas eu, nasci nas trevas,
E mesmo essas trevas que me moldaram
São trevas dóceis
Em comparação com o rugido que sustende o mundo.
Para que os demónios possam brincar neste jardim
basta estarmos aqui, de olhos fechados,
Vontade seca, com mãos e pés em caminhos
errados...
Nessa passividade cega,
Sem amor ou ódio à verdadeira entrega,
Vivendo e criando falsas memórias rasgadas,
Num testamento para ninguém.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
ao longe no mar
E os Homens não são ilhas...
Mas os monstros vão e voltam
na sua procura,
Eternos passageiros estrangeiros
sem terra natal.
Na origem do bem e na origem do mal
estão as canções que fazem movimentar
esses esqueletos, músculos e carne;
Por favor, alimentai esta fome
medonha, de quem por mal viver
já pouco ou nada sonha,
Esses Adamastores, esses guerreiros épicos
e míticos, que abalam as almas,
que as sacodem para que possam acordar.
Que se atormentem os corações
cansados de bater por bater e bater apenas;
Façam por deslizar esses pesos na balança,
nessa pequena dança entre o que poderia ir
mas não vai, e o que não deveria mas vem...
Caminhem sobre as chamas da escuridão,
De Luzes na mão, e nos olhos,
Caminhem sobre os mares,
Ao longe, encontrarão
um ilha...
Acordai.
(Obrigado pela música meu amor - Passenger, Deftones com Maynard JK)
Mas os monstros vão e voltam
na sua procura,
Eternos passageiros estrangeiros
sem terra natal.
Na origem do bem e na origem do mal
estão as canções que fazem movimentar
esses esqueletos, músculos e carne;
Por favor, alimentai esta fome
medonha, de quem por mal viver
já pouco ou nada sonha,
Esses Adamastores, esses guerreiros épicos
e míticos, que abalam as almas,
que as sacodem para que possam acordar.
Que se atormentem os corações
cansados de bater por bater e bater apenas;
Façam por deslizar esses pesos na balança,
nessa pequena dança entre o que poderia ir
mas não vai, e o que não deveria mas vem...
Caminhem sobre as chamas da escuridão,
De Luzes na mão, e nos olhos,
Caminhem sobre os mares,
Ao longe, encontrarão
um ilha...
Acordai.
(Obrigado pela música meu amor - Passenger, Deftones com Maynard JK)
domingo, 20 de outubro de 2013
Demolição Mental
Semeio tempestades
para que possa colher destruições.
Totais e sinistras são as canções
que embalam essas gentes quase mortas,
desgastadas de todo o sol
que as tornou cegas - e agora sofrem
entregues à escuridão.
Em nome dos pais,
dos filhos, e dos restantes em que podem
ou não acreditar.
O mental sonha controlar o físico,
mas mais cedo do que mais tarde
é por ele demolido;
sem aviso, sem cálculo para uma margem
confortável que evite um pouco mais essa dor,
Destrói-se o sonho e a morte é inevitável.
Alguns, de inocência forjada,
Podem alegar que desconheciam as consequências...
Não importa mais,
As sementes foram lançadas
E todos, com ou sem culpa,
Acabarão por as colher.
para que possa colher destruições.
Totais e sinistras são as canções
que embalam essas gentes quase mortas,
desgastadas de todo o sol
que as tornou cegas - e agora sofrem
entregues à escuridão.
Em nome dos pais,
dos filhos, e dos restantes em que podem
ou não acreditar.
O mental sonha controlar o físico,
mas mais cedo do que mais tarde
é por ele demolido;
sem aviso, sem cálculo para uma margem
confortável que evite um pouco mais essa dor,
Destrói-se o sonho e a morte é inevitável.
Alguns, de inocência forjada,
Podem alegar que desconheciam as consequências...
Não importa mais,
As sementes foram lançadas
E todos, com ou sem culpa,
Acabarão por as colher.
domingo, 13 de outubro de 2013
SkyFall

Deixem o Céu cair em plena terra
desabando o que dela restava
Atingindo as profundezas do maldito.
Tudo já se encontra à mesma altura
à mesma distancia, no mesmo círculo imperfeito.
Dito e feito, que tudo o que são palavras
se deixem soltar nas trevas de uma infância
que descalça os pés pronto para caminhar sobre
pó e cinza...Que tudo se deixe queimar,
Por quem tem a coragem de apontar um caminho,
Uma solução, um futuro melhor.
É este o sabor do início do fim,
Do conjugar do que já está conjugado à muito,
que o Céu caia, que a criatura humana trema
com o tremer do chão, da sua identidade,
Da sua prepotência, da sua arrogância,
Que se revele o interior verdadeiro, a mediocridade,
Que a cidade se transforme novamente
em terra e buracos, onde pequenas ervas e flores
das mais variadas cores,
encontram um motivo para nascer.
O silêncio nunca poderá assustar tanto
como os gritos de uma incerteza anunciada,
Onde cada palavra
cai, enquanto cai o Céu,
E quando, quase inevitavelmente,
Não sobrar mais nada...
Deixem queimar, deixem esmagar.
sábado, 28 de setembro de 2013
Enigmática máquina que respira quando morre
Respiração profunda,
Por entre carvão queimado
E as águas dos rios.
Entrego-vos as palavras,
Porque a necessidade monstruosa
Está silenciada. Nesta hora, nesse agora,
Saciar-me das trevas, dos assombros
Dos Homens e das suas Eras,
Da magnitude dos erros colossais
E das vontades cansadas ou mortas,
Não faz mais sentido. Morder, rasgar,
Desfazer, destruir, sangrar,
Libertar, guiar, fingir ser mais alto
E maior que os Homens,
- Tudo adormecido, ainda não esquecido,
Mas adormecido.
Dou-vos as palavras,
A amizade que nunca se afastou,
A amante que nunca deixou de amar,
A revolução que conquistou e que nunca
Deixou de evoluir,
A Fé aliada e unida à Ciência.
Palavra a palavra, passo a passo,
Nada é mais belo e nada é mais incerto
E nada é mais poderoso ou frágil
Ou sentido ou camuflado
Do que as palavras.
E se por hoje, vos dou as palavras,
Absorvam-nas, venerem-nas,
E sejam palavras por inteiro.
A monstruosidade descansa,
As palavras por agora são vossas,
Até que da inspiração se volte a sentir o perfume.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
premonições
Além das montanhas e das nuvens
um pensar gelado faz por se manter sempre
em constante
movimento.
Desejado é o alento,
calculado é o desprezo,
Praticado é o erro.
Alucinações são sonhos com um paladar
mais febril, assim como os pesadelos
nascem com um sabor realmente amargo e real.
Não deviam, nem devem aceitar a vida
só porque a morte ainda não chegou...
Porque ela chegará - mais cedo do que tarde
porque ninguém é eterno.
Premonições caiem das montanhas e das nuvens,
como que uma avalanche,
mas sem rochas enterradas na neve e gelo
que as consigam abrandar...
Premonições são desejadas, calculadas,
colocadas em prática,
São a esperança, são o ódio,
são todos os erros...
Eva comeu, Pandora abriu,
o Homem foi arrogante e ganancioso.
Reticências do tamanho de rochas e pedras
tão antigas quanto o mundo,
tão pesadas quanto o mundo,
caiem, depois de todas as premonições...
Para que no fim, tudo o que (continue a) restar
seja incerteza.
porque ninguém é eterno.
Premonições caiem das montanhas e das nuvens,
como que uma avalanche,
mas sem rochas enterradas na neve e gelo
que as consigam abrandar...
Premonições são desejadas, calculadas,
colocadas em prática,
São a esperança, são o ódio,
são todos os erros...
Eva comeu, Pandora abriu,
o Homem foi arrogante e ganancioso.
Reticências do tamanho de rochas e pedras
tão antigas quanto o mundo,
tão pesadas quanto o mundo,
caiem, depois de todas as premonições...
Para que no fim, tudo o que (continue a) restar
seja incerteza.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Quake
Ressurreição d'almas queimadas pelas preces
gritadas durante todo este tempo,
Contra o vento, contra as marés,
Contra o frio e o gelo
O calor e as areias do deserto seco.
Treme-se o coração, o medo arrebata
os sentidos, e por breves momentos
não mais escolhemos...e somos escolhidos.
Treme a terra, segura do pavor que invade
os que se julgavam superiores,
Deliciosos terrores aliciam
os mais pequenos demónios;
e os anjos não conseguem ficar indiferentes,
na mutação suprema multiplicam as suas asas,
e aprendem a respirar, a sentir prazer e dor,
A dar vida e a tirar.
Tremores, provados pela consciência
de uma demência que é revelada...
Por outras apenas aceite.
Tardias são as palavras que nada importam,
Que nada mudam, que a tudo tiram a razão de se ser.
Os tambores tocam, e se o divino permitir,
tocarão cada vez mais alto...
Nesse pequeno palco onde
a vossa verdade é a verdade de todos os outros,
Inabalável, imponente, imortal,
a mais pequena aragem, tal brincadeira do vento,
ganha proporções épicas
Forças Naturais incontroláveis
Tal terramoto que de um só movimento
divide
a terra
em
dois
.
gritadas durante todo este tempo,
Contra o vento, contra as marés,
Contra o frio e o gelo
O calor e as areias do deserto seco.
Treme-se o coração, o medo arrebata
os sentidos, e por breves momentos
não mais escolhemos...e somos escolhidos.
Treme a terra, segura do pavor que invade
os que se julgavam superiores,
Deliciosos terrores aliciam
os mais pequenos demónios;
e os anjos não conseguem ficar indiferentes,
na mutação suprema multiplicam as suas asas,
e aprendem a respirar, a sentir prazer e dor,
A dar vida e a tirar.
Tremores, provados pela consciência
de uma demência que é revelada...
Por outras apenas aceite.
Tardias são as palavras que nada importam,
Que nada mudam, que a tudo tiram a razão de se ser.
Os tambores tocam, e se o divino permitir,
tocarão cada vez mais alto...
Nesse pequeno palco onde
a vossa verdade é a verdade de todos os outros,
Inabalável, imponente, imortal,
a mais pequena aragem, tal brincadeira do vento,
ganha proporções épicas
Forças Naturais incontroláveis
Tal terramoto que de um só movimento
divide
a terra
em
dois
.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
damage over time
Dói demais não doer já tanto - ou quase já não doer,
Dessa dor, desse dano causado, desse dano dorido
sentido constantemente, que acompanhava o respirar,
o andar, o pensar e o não pensado, o estar vivo
sem se querer estar, o aguardar que a morte
não aguardasse mais...
Não cansa mais esse trovejar a trevas,
o calor das infernais labaredas,
A luz escura do Céu...
Demónios e anjos, juntos, de mãos apertadas,
almas unidas, sentindo nos pés a mesma aspereza
da terra, da folha e do pó.
Ninguém espera mais do que aquilo que alcança,
e raramente avançam mais do que tudo aquilo que recuam,
Mais um passo, mais outro, mais dois passos,
Não há balança que se desequilibre
na hora de conquistar mais balanço...
A palavra está escondida nas cavidades
da boca,
a Palavra está trancada nos lábios...
Mas nasceu em dois sítios tão diferentes...
Como a Ciência e Fé...
Até lá, fica o agradecimento.
Dessa dor, desse dano causado, desse dano dorido
sentido constantemente, que acompanhava o respirar,
o andar, o pensar e o não pensado, o estar vivo
sem se querer estar, o aguardar que a morte
não aguardasse mais...
Não cansa mais esse trovejar a trevas,
o calor das infernais labaredas,
A luz escura do Céu...
Demónios e anjos, juntos, de mãos apertadas,
almas unidas, sentindo nos pés a mesma aspereza
da terra, da folha e do pó.
Ninguém espera mais do que aquilo que alcança,
e raramente avançam mais do que tudo aquilo que recuam,
Mais um passo, mais outro, mais dois passos,
Não há balança que se desequilibre
na hora de conquistar mais balanço...
A palavra está escondida nas cavidades
da boca,
a Palavra está trancada nos lábios...
Mas nasceu em dois sítios tão diferentes...
Como a Ciência e Fé...
Até lá, fica o agradecimento.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
a canção d'os outros
'...este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer. ' (Fernando Pessoa)
Sem medo da morte. Sem qualquer medo da morte,
assim esperam, enquanto evoluíem,
os que entraram para a História.
Deixaram que essa luz se acendesse por dentro,
tal incêndio a alimentar-se de uma floresta.
Naqueles onde o olhar vazio
sem fome nem sede resta
n'outros é venerado, elevado, todo e qualquer desejo
que se manifesta.
Demónios de sal, mar e areia,
Entre danças quotidianas e simples...
Mas ilusórias e falsas como
as canções das sereias.
O desafio é o longe, mas a conquista
começa no que está mais perto...
O incerto está repleto de olhares
tristes, de sentimentos e sufocos e apertos.
Poderia estar enganado, tal criatura humana,
por uma chama que quase ninguém consegue ver,
Numa escrita insana, seguida por pés corajosos,
Almas que por sentir a vida
escolhiam as escolhas mais perigosas.
Por entre a Mãe traiçoeira Natureza,
das suas lágrimas agitadas,
do pó nascido da destruição calma e serena das rochas
e pedras...
Por entre colinas e serras,
Paz e guerras...
Um sangue pulsava forte,
sem medo, sem qualquer medo.
Entristecido, adormecido,
foi em tudo isto que tudo se transformou.
que é Portugal a entristecer. ' (Fernando Pessoa)
Sem medo da morte. Sem qualquer medo da morte,
assim esperam, enquanto evoluíem,
os que entraram para a História.
Deixaram que essa luz se acendesse por dentro,
tal incêndio a alimentar-se de uma floresta.
Naqueles onde o olhar vazio
sem fome nem sede resta
n'outros é venerado, elevado, todo e qualquer desejo
que se manifesta.
Demónios de sal, mar e areia,
Entre danças quotidianas e simples...
Mas ilusórias e falsas como
as canções das sereias.
O desafio é o longe, mas a conquista
começa no que está mais perto...
O incerto está repleto de olhares
tristes, de sentimentos e sufocos e apertos.
Poderia estar enganado, tal criatura humana,
por uma chama que quase ninguém consegue ver,
Numa escrita insana, seguida por pés corajosos,
Almas que por sentir a vida
escolhiam as escolhas mais perigosas.
Por entre a Mãe traiçoeira Natureza,
das suas lágrimas agitadas,
do pó nascido da destruição calma e serena das rochas
e pedras...
Por entre colinas e serras,
Paz e guerras...
Um sangue pulsava forte,
sem medo, sem qualquer medo.
Entristecido, adormecido,
foi em tudo isto que tudo se transformou.
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