(Eu de facto sou uma pessoa fantástica...[11/04/2010)
Mergulho de olhos abertos
Nesse teu mar profundo,
Respiro-te e sou, dentro do teu eu,
Uma faísca de egocentrismo.
Lutar por alguém
É a melhor prova que
Somos humanos.
Não procuro facilidade
nesta luta porcelana frágil,
Atingir o inantigível
é a minha aproximação a ti.
Por vezes não percebemos
que esta luta não é
por alguém que nos ilumina o dia;
É sim o melhor de cada
Estação do ano,
Porque luto por cada momento
que estou contigo,
Por isso luto pelo teu amanhecer.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
Cavaleiro do Apocalipse

"Estás a falar comigo?!" (não temas dizer a verdade...)
(hesitação) "Sim..."
"Bem-vindo a casa filho..."
Conta-me, a experiência de vida que tenho, em já vinte e três Primaveras, contando ainda contar pelo menos vinte e três Invernos, que o tudo pode vir do nada, mas jamais, o tudo pode desaparecer do nada, e para o nada. Fixem bem as minhas palavras...eu raramente me engano. E é isso o que mais faz feridas...Sofram ou aprendam de uma vez por todas com as minhas certezas, que vos chateiam e vos frustram, ou ainda vos indignam...até se provarem ser certas como a morte.
"Consciente do objectivo: destruir tudo o que possa ser destruído."(DLM)
Gastei tempo na criação do meu próprio caminho
tentei porém não faze-lo sozinho. Tentei aprender com
os sinais do destino, não tentei ser inteligente, tentei ser
sábio e aprender com os erros dos outros. Em vão...
É preciso sofrer na pele, desiludir a alma...
Sonho nas linhas mas actuo na vida real. É isso que nos distingue.
Consciente de uma capacidade destrutiva trágica, uma fome
por destruição maciça, direccionada para homens e mulheres,
de tudo o que foi construído com amor e carinho e dedicação.
Pais, podem contar comigo. Estou à vossa disposição.
Cegamente, sem amor no coração que me possa fazer fraquejar.
Apenas alimento-me e alicerço-me no ódio, ou no vazio
para aqueles que preferem este termo...
Sou fogo que arde de forma visível,
Uma calamidade em plena Terra.
Sou duradouro, e espero que chegue a minha hora,
A hora de todos os tempos, oportunidades,
de todos os sentimentos, vividos de todas as formas.
Caminha até mim,
Depois de nada ter acontecido
tudo será diferente,
Apenas não me ignores
nem fujas para longe...para tão longe.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
De fora para dentro, branco no preto
"És deste planeta?"
Boa pergunta...
Sempre gostei de observar tudo à minha volta. Tudo. Mas principalmente as acções humanas. A capacidade do ser humano de cometer sempre as mesmas falhas, desde os primórdios da sua existência. Por isso, se por um lado sorrio ao ler, por exemplo, o sermão do padre António Vieira, por ser uma leitura de uma realidade ainda tão actual, por outro fico triste ao constatar que os erros que cometíamos, são ainda hoje os mesmos. Adoro ser um ser humano. Pelo menos sempre tenho algo com o que me entreter. Terei de facto?
Existe uma característica que gosto de ver em mim. É algo que talvez não seja tão antigo quanto isso, mas a verdade é que tenho vindo a melhorar com o tempo. Existem dois tipos de pessoas: as realistas e as tristes.
Alguns deverão estar a sorrir...mas não tão cedo. O que aqui escrevo como realistas são as tidas sonhadoras (um adjectivo escolhido pelos tristes, como compreenderão). As pessoas que sonham não sonham por sonhar. Um sonho é um projecto mental de uma ideia boa que deverá ter como única função levar a pessoa à sua concretização. É o meu género de pessoa.
Depois existem os tristes, os que tentam sorrir, para encobrir a tristeza. Na maioria dos casos são sonhadores frustrados...mas existem ainda os que preferem não "sonhar".
Sabem o que me mais me entristece? Ver alguém não tentar ser feliz por medo da felicidade. Mas que pena. Mas que mundo este? Que pessoas?
Conheço alguns casos destes. Alguns acabaram bem, outros nem por isso.
Lembrei-me de isto tudo, um dia destes, por estar num lugar especial. Onde estive eu?
É complicado sentirem isto, sem o viverem. Se estiverem no campo nunca conseguirão ver as duas faces da moeda, assim como nunca verão se estiverem na cidade. A vida tem destas coisas: duas realidades. Mas apenas uma verdade e uma mentira. Opostos.
Se estivermos em Lisboa, em certas zonas de Benfica, conseguimos ver ao longe Monsanto (os pulmões de Lisboa), no entanto não passa de um ponto verde. Não o sentimos na sua totalidade.
...Mas. Se estivermos em Monsanto, temos uma vista e uma sensação, muito mas muito agradável. Eu descrevo: estamos no centro do verde, (sim eu sei, não é o mesmo que o campo ou a floresta) no entanto é um verde bem composto, por assim dizer. Temos o cheiro a terra, flores, árvores. O seu cheiro e pequenas sinfonias são repousantes. Para quem vive na cidade a sensação é de libertação e paz. Onde quero eu chegar? Que descobri então como dar um beijo suculento entre a cidade e o campo: estamos rodeados de verde, de toda uma paz, mas sem esquecer toda uma bela cidade que se abre no nosso panorama, gigante, cheia de movimento, viva. Tudo isto, tudo isto ao mesmo tempo. Que pequeno milagre fui eu encontrar não concordam?
Sou deste planeta? Sim e não. A parte do sim é óbvia...sou um ser humano, com os meus alguns defeitos e as minhas algumas qualidades. Tenho um corpo, uma alma, um ser pensante. Tudo isso e muito mais e não só. A parte do não...
Estou a sorrir, mesmo sem querer.
Ninguém é feliz sem sonhar. Um sonhador não é feliz se nunca arriscar fazer.
Se alguma vez questionarem a origem planetária de alguém de forma positiva então agarrem-na, podem estar perante alguém de um planeta muito especial.
A minha sugestão, quando tiverem tempo: caminhem até Monsanto, sentem-se, sozinhos ou acompanhados, (se forem acompanhados levem uma boa companhia) e vejam como duas coisas tão dispares podem estar tão ligadas e perfeitamente ligadas. Tudo tem solução, menos a morte(?).
Boa pergunta...
Sempre gostei de observar tudo à minha volta. Tudo. Mas principalmente as acções humanas. A capacidade do ser humano de cometer sempre as mesmas falhas, desde os primórdios da sua existência. Por isso, se por um lado sorrio ao ler, por exemplo, o sermão do padre António Vieira, por ser uma leitura de uma realidade ainda tão actual, por outro fico triste ao constatar que os erros que cometíamos, são ainda hoje os mesmos. Adoro ser um ser humano. Pelo menos sempre tenho algo com o que me entreter. Terei de facto?
Existe uma característica que gosto de ver em mim. É algo que talvez não seja tão antigo quanto isso, mas a verdade é que tenho vindo a melhorar com o tempo. Existem dois tipos de pessoas: as realistas e as tristes.
Alguns deverão estar a sorrir...mas não tão cedo. O que aqui escrevo como realistas são as tidas sonhadoras (um adjectivo escolhido pelos tristes, como compreenderão). As pessoas que sonham não sonham por sonhar. Um sonho é um projecto mental de uma ideia boa que deverá ter como única função levar a pessoa à sua concretização. É o meu género de pessoa.
Depois existem os tristes, os que tentam sorrir, para encobrir a tristeza. Na maioria dos casos são sonhadores frustrados...mas existem ainda os que preferem não "sonhar".
Sabem o que me mais me entristece? Ver alguém não tentar ser feliz por medo da felicidade. Mas que pena. Mas que mundo este? Que pessoas?
Conheço alguns casos destes. Alguns acabaram bem, outros nem por isso.
Lembrei-me de isto tudo, um dia destes, por estar num lugar especial. Onde estive eu?
É complicado sentirem isto, sem o viverem. Se estiverem no campo nunca conseguirão ver as duas faces da moeda, assim como nunca verão se estiverem na cidade. A vida tem destas coisas: duas realidades. Mas apenas uma verdade e uma mentira. Opostos.
Se estivermos em Lisboa, em certas zonas de Benfica, conseguimos ver ao longe Monsanto (os pulmões de Lisboa), no entanto não passa de um ponto verde. Não o sentimos na sua totalidade.
...Mas. Se estivermos em Monsanto, temos uma vista e uma sensação, muito mas muito agradável. Eu descrevo: estamos no centro do verde, (sim eu sei, não é o mesmo que o campo ou a floresta) no entanto é um verde bem composto, por assim dizer. Temos o cheiro a terra, flores, árvores. O seu cheiro e pequenas sinfonias são repousantes. Para quem vive na cidade a sensação é de libertação e paz. Onde quero eu chegar? Que descobri então como dar um beijo suculento entre a cidade e o campo: estamos rodeados de verde, de toda uma paz, mas sem esquecer toda uma bela cidade que se abre no nosso panorama, gigante, cheia de movimento, viva. Tudo isto, tudo isto ao mesmo tempo. Que pequeno milagre fui eu encontrar não concordam?
Sou deste planeta? Sim e não. A parte do sim é óbvia...sou um ser humano, com os meus alguns defeitos e as minhas algumas qualidades. Tenho um corpo, uma alma, um ser pensante. Tudo isso e muito mais e não só. A parte do não...
Estou a sorrir, mesmo sem querer.
Ninguém é feliz sem sonhar. Um sonhador não é feliz se nunca arriscar fazer.
Se alguma vez questionarem a origem planetária de alguém de forma positiva então agarrem-na, podem estar perante alguém de um planeta muito especial.
A minha sugestão, quando tiverem tempo: caminhem até Monsanto, sentem-se, sozinhos ou acompanhados, (se forem acompanhados levem uma boa companhia) e vejam como duas coisas tão dispares podem estar tão ligadas e perfeitamente ligadas. Tudo tem solução, menos a morte(?).
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Um pedaço da minha "dor"
Desta vez trago-vos um pedaço da minha "dor". Um espelho cem por cento credivel da minha alma. E apesar de compreender o sujeito poético, e apesar de por vezes, em alturas menos saudaveis para a alma também eu querer estar sozinho, a realidade é que só não me reflicto neste poema nessa pequena condição: querer e fazer por estar sozinho. Não sou assim, nem quero ser, há coisas que nunca mudam.
Desta vez fiz um favor a todos...ninguém me estará a comentar, quem comentar este texto pode dizer o que este poema lhe diz ou faz sentir. Não se escondam, eu sei que estão aí, como sempre.
Gozem desta revolta magnifica, do melhor poeta português(na minha opinião) de todos os tempos. Sintam-se e evoluam.
(se quiserem sentir a revolta por mim lida, terão acesso à minha leitura deste poema. Nunca nada me soube tão bem sentir e ler não sendo meu.)
Por Àlvaro de Campos (um dos Fernandos Pessoa):
LISBON REVISITED (1923)
Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafisica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!)
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!
Ó céu azul o mesmo da minha infância ,
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Desta vez fiz um favor a todos...ninguém me estará a comentar, quem comentar este texto pode dizer o que este poema lhe diz ou faz sentir. Não se escondam, eu sei que estão aí, como sempre.
Gozem desta revolta magnifica, do melhor poeta português(na minha opinião) de todos os tempos. Sintam-se e evoluam.
(se quiserem sentir a revolta por mim lida, terão acesso à minha leitura deste poema. Nunca nada me soube tão bem sentir e ler não sendo meu.)
Por Àlvaro de Campos (um dos Fernandos Pessoa):
LISBON REVISITED (1923)
Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafisica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!)
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!
Ó céu azul o mesmo da minha infância ,
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflecte!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
terça-feira, 6 de abril de 2010
Indefenição
A melhor pessoa dirá : Deixa ir
E a melhor pessoa também me dirá: Não desistas já.
Mas o tempo vai passando, e já parece tanto, apesar de nunca dever ter passado.
Hmmm.......................
Os pés estão assentes na terra. Mas nada mais. E mesmo assim...
E a melhor pessoa também me dirá: Não desistas já.
Mas o tempo vai passando, e já parece tanto, apesar de nunca dever ter passado.
Hmmm.......................
Os pés estão assentes na terra. Mas nada mais. E mesmo assim...
domingo, 4 de abril de 2010
O que estás a fazer?
Acabo por te imaginar mais vezes do que devia.
Nas horas. Nas nossas rotinas, se lhes podermos chamar assim...
Quase vazio.
Nas horas. Nas nossas rotinas, se lhes podermos chamar assim...
Quase vazio.
sábado, 3 de abril de 2010
(a minha) Fúria divina

Nota do escritor:
Pensava eu que tinha mais em que pensar, mais com o que me entristecer, (e tenho de facto), mas esta realidade, tão triste quanto eu, obrigou-me a por de parte o meu egocentrismo(algo que não faz parte da minha pessoa) miserável, para desabafar sobre um caso ainda mais importante que eu...(muitas reticencias...). São assuntos como este que me fazem duvidar da natureza monstruosa que existe em mim. Sem dúvida. São assuntos como estes que me fazem "arrepender" de me ter subjugado à vossa Igreja, noutros tempos. É certo que o Diogo era outro, mas mesmo assim...Agora, revoltado e renascido, iluminado e pela vida vencido, nada me resta, senão erguer-me muito algo e fazer-vos chorar. Que as minhas palavras queimem ou ajudem a queimar. E que eu consiga, como outros já conseguiram, destruir. E se por algum momento duvidarem da natureza da minha escrita, dos meus apontamentos, leiam os meus argumentos do lado direito...tudo fará, outra vez, mais sentido.
"Uma vez por ano ajoelham-se até Fátima, mas no resto do tempo põem a malícia em prática..."
"O que escondem com as asas é macabro..." (ambos por IM)
Não é preciso dominar conhecimentos sobre a minha pessoa para saber que uma das coisas que mais detesto neste mundo é a dita e famosa hipocrisia. Poderão então imaginar a minha fúria ao me defrontar com hipocrisia em massa...
Se me tiver de assumir monstro assim o farei. Mas o que me custa ver são monstros camuflados de seres superiores, perfeitos, Messias dos tempos modernos (sem qualquer tipo de "autorização"), seres que inundam sabedoria e razão. Tudo isto é claro: supostamente. Olhando a História não é difícil encontrar falhas em todas estas supostas qualidades.
E a carne é fraca. E tudo são tentações...Pois então somos humanos. Mas vocês dizem não o ser, e a vossa arrogância acaba por cair por terra, ao cometerem os piores dos erros, ou se quiserem, falando na vossa linguagem (que vocês próprios não compreendem, possivelmente muito menos que eu): os piores pecados.
Não é a primeira vez, (e se Deus quiser esta não será a última), que me revolto com vocês. Não é novidade, e já não o escondo há alguns anos: vocês são o meu ódio de estimação. Católicos. Os seres minúsculos. Os louva-a-eles-próprios.
Desde de matar para espalhar a fé(uma fé forçada a sangue, sofrimento e morte), desde de matar para impor respeito, desde matar para dissuadir quem quer pensar por si próprio(falo de cientistas que apenas queriam chegar mais longe)...Desde de proibição de livros serem lidos...Continuo-me a interrogar: Porquê? Esse vosso medo de alguns, mais inteligentes, mais sóbrios, conseguirem abrir os olhos, faz-vos tomar medidas infantis e medíocres...Meu Deus, tal é o desespero. E agora, nos dias que correm, descobre-se, sem grande dificuldade, que também vocês pecam...(que novidade - tom sarcástico na minha escrita!). E pecam de forma ousada. É óbvio que isto não é algo recente...apenas foi agora descoberto. Pedofilia, homossexualidade, o saciar da vontade carnal...tudo contra o qual vocês lutam. Afinal de contas, quem é afinal o monstro?
Mas ainda querem continuar a "encaminhar"(triste ilusão) o vosso povo. Não é o povo de Deus, é o vosso povo. Alguns dão a cara, envergonhada, quase que arrependida, e perdem perdão. Como se tudo isto não bastasse ainda descobrimos que sua santidade na terra (não sei porque quem eleito ou o porquê da sua eleição) sabia de casos desta natureza negra e que os ocultou. Tantas mentiras...
Não vos censuro por serem humanos(apesar de esse humanismo ser tudo menos de um ser humano saudável) mas por se intitularem, como sempre, pessoas de um nível superior. Mas superior a onde? Eu vejo-vos cá de cima, e eu que sou tão pequeno, em todos os níveis. No entanto, vejo-vos...
A carne é fraca. E vocês mais fracos são. Tantas mentiras...
Para quem se quiser informar, também não é complicado, o Vaticano é das instituições(senão a primeira) mais ricas do mundo...Não queridos leitores, isto é tudo menos uma piada religiosa ou de mau gosto. Chama-se, na minha linguagem, uma verdade dolorosa. Riqueza, luxúria...Meu Deus.
Eu só me rio um pouco ao pensar: foi Deus que vos pediu tudo isto?
Não. Vocês já estão por vós próprios. Numa quase-luta com Deus. Vocês não vivem e lutam por Deus, nem são Deus na terra. Apenas se servem Dele.
Já se faz tarde. Estou cansado e preciso de descansar...mesmo que me falte felicidade nisso. Mas é a vida. Até mais tarde. Obrigado, e se for o caso: de nada.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Sober (parte seis e última(para já e porque sim))

Viaja comigo. Esta é a hora em que o Homem domina a máquina e o ódio.
Não ignorem, tentem compreender, sem esforço nada se faz. "Só te peço um pouco de fé"...depois tudo faz sentido.
Já me disseram que a minha escrita por vezes faz lembrar Fernando Pessoa. Não posso deixar de sorrir de contentamento e de estupidez. Mas agradeço o elogio. Mas não. Muito terei de caminhar, se mesmo assim for possível, para lá perto chegar. Álvaro de Campos é o meu ídolo poeta português. Por isso a minha escrita é muito ao de leve inspirada na sua escrita. É impossível sair-se indeferente. Sejamos humanos por uns segundos, ou uns momentos, o que vos fizer dormir melhor durante a noite. Quando poder colocarei aqui o meu poema preferido de Álvaro de Campos. Espero que gostem.
No entanto, e só por hoje, vou-me consolar com uma das melhores músicas, de todos os tempos, onde o cinzento se mistura com o negro...e se soubermos usufrir desta mistura, conseguimos entrar na luz. É difícil. Muito. Eu mesmo raramente passo dessa mistura, deixando-me embalar pela angústia da impotência, pela frustração, pela minha saudade. De que vale viver sem sofrer? Nem pareço eu a falar. Mas sou. Assustado. Já não sei até que ponto serei de facto um monstro. O que me rodeia, os que me rodeiam parecem tão pior, tão enraizados na sua miséria, no seu silêncio, na sua falta de fome. Já não sei nada...talvez nunca o tenha sabido de todo. E talvez seja por isto tudo, e não só, que a minha irmã não gosta que eu ouça esta música...não a censuro, apesar de ela reconhecer a sua beleza. Todos nós temos as músicas que no levantam e nos ambalam para o "mal". Esta para mim é uma mistura. Que tristeza...partilho com vocês o meu sentimento, neste momento menos total, e com vocês esta música...espero que em todos vós a repercussão não seja igual à minha...
Vou-me embora:
isto já não é pensamento, é sofrimento!
(quem me dera conseguir, por mim mesmo escrever tão bem. Captar o transtorno do mundo. Continuarei a tentar...Já me conhecem ou não? Pois então conheçam!)
(o verdadeiro Sober (da minha ferramenta)) :
"There's a shadow just behind me
Shrouding every step I take
Making every promise empty
Pointing every finger at me
Waiting like the stalking butler
Whom upon the finger rests
Murder now the path called "must we"
Just because the Son has come.
Jesus, won't you whistle
Something but what's past and done?
Jesus, won't you whistle
Something but what's past and done?
I am just a worthless liar
I am just an imbecile
I will only complicate you
Trust in me and fall as well
I will find a center in you
I will chew it up and leave
I will work to elevate you
Just enough to bring you down.
Trust me
Trust me
Trust me
Trust me
Trust me
Why can't we not be sober?
I just want to start this over
Why can't we sleep forever?
I just want to start this over.
I want what I want
I want what I want
I want what I want
I want what I want!
(Saltei algumas repetições.)
Sim, continuo a querer aquilo que eu quero.
domingo, 28 de março de 2010
Alguma coisa tem de mudar - (..)
ainda a trabalhar nisto...são muitas coisas ao mesmo tempo... e o texto é tão grande que me custa começar...
muito ao estilo do "The Last Song I'm Wasting On You" ou "Gravity"...simples, como sempre.
"eu sei
é o pior dos sentimentos"
Será feito hoje.. porque ontem, magicamente existiu um salto no tempo, era uma da manhã e no momento seguinte passou a duas.
até não sobrar mais ponta de sentimento solto
muito ao estilo do "The Last Song I'm Wasting On You" ou "Gravity"...simples, como sempre.
"eu sei
é o pior dos sentimentos"
Será feito hoje.. porque ontem, magicamente existiu um salto no tempo, era uma da manhã e no momento seguinte passou a duas.
até não sobrar mais ponta de sentimento solto
sábado, 27 de março de 2010
Alguma coisa tem de mudar - Quando um homem ama uma mulher
Nota(e desta vez apenas nota): No meu último texto vagueei por várias coisas, sem grande ordem nem lugar. Desta vez, estou mais arrumado, apesar de me manter ligeiramente perdido. Já senti, e sei-o bastante bem, o tempo cura tudo. Tudo. Mas mesmo assim...Até quando?
O romantismo matará o homem. O ser masculino. O amor de um homem irá revelar-se devastador, quer para o seu próprio bem ou para o mal. É a realidade.
Hoje tive uma das tardes mais deprimentes que me recordo. A pessoa com quem estive de nada teve culpa, agradeço desde já a companhia, e compreensão, e ainda o ter sido eu próprio apenas um ouvinte, amigo, mas apenas isso, a minha impaciência de sentimento colocou-se numa fúria tal, que fiquei quase que atordoado, ficando a partir desse momento fora de qualquer contacto com os outros, absorto na minha vida, e na minha fome.
ÀS vezes tentar seguir enfrente é desde logo uma coisa muito má. Porque por vezes não é enfrente que está o verdadeiro caminho, mas sim no voltar atrás, e reconstruir tudo de novo. As pessoas por vezes ignoram isso. E eu, talvez sim ou talvez não, (depois de hoje fiquei confuso), também cometi esse erro.
"Só a quero olhar nos olhos, e rir-me com ela, nem que seja uma última vez...". Como eu te compreendo. Estes momentos, depois de passados, são horríveis, se forem a última vez, principalmente senão soubermos que são a última.
O ser humano no que toca a relações com outros seres humanos, costuma falhar sempre num ponto, um erro básico, que virou frase tipo dos mais sábios: só damos valor às coisas(pessoas) quando estas já cá não estão. Aí está algo, que me orgulho de dizer, não sou como vocês. Até hoje não cometi esse erro, nunca. Dou sempre valor a tudo, de forma única, aberta, mas agarro com força, e com amor. Nisso, não me poderão nunca apontar o dedo. Quando me sinto próximo, seja de quem for, não preciso de sentir o seu afastamento para lhe dar valor, ou mais valor, porque para mim, estar do outro lado, é o melhor que posso ter, e toda a minha alma, e necessidade, estão assim alimentadas.
Outro erro, que infelizmente encontro em muito boa gente que amo ou amei, (outra falha humana que graças a Deus, talvez por o ver tantas vezes ser cometido, não o cometo, nunca) é a capacidade das pessoas, para não se agarrarem\darem valor a quem mais lhes dá (menos fere, mais apoia, milhares de etc), a quem esteve sempre ao pé delas, a quem se esforçou por ajuda-las, a quem as ensinou, educou, amou de forma quase incondicional, a quem as respeitou, a quem se orgulhou, a quem com a verdade ajudou sem ajuda da mentira, para dar mais atenção a pessoas que simplesmente, não merecem.
Sim, eu sei, todos nós temos várias oportunidades, mas a realidade é que existem pessoas que deviam ter mais a "atenção" a quem de facto as merece, seja em que contexto for, do que a pessoas que apenas vão e vêem, ou vão e não voltam, ou voltam para fazer mal, ou seja o que for. Na vida, se nos direccionarmos para o que menos é valioso, acabamos por no fim, sair a perder, o mais triste é só nos apercebemos disso quase é demasiado tarde.
Um homem, quando ama, faz loucuras. Amar é ser-se louco. É arriscar ir contra os que não percebem sobre nós, é ouvir a palavra de amigos ou familiares que de facto conhecem a nossa história, e que nos conhecem realmente.
Quando se ama, não se é cobarde, pelo menos quando se tem alguém do outro lado.
E ser-se louco, pela vontade de amar, justificada ou não, apreciada ou não, é correr um país para se olhar nos olhos, com toda a vontade no mundo de se resolver tudo, com a esperança no bolso, é surpreender, é esperar por alguém à chuva, seja qual for o tempo da espera.
Um homem quando se esforça não é para dar beleza visual a ninguém, apenas se esforça para se sentir bem com ele próprio, e se possível agradar à sua outra metade. Cada gesto significa algo, e todo o gesto é importante.
(Hoje, sentado numa mesa de um centro comercial, depois de tanto ouvir, de tanto acabar por pensar em mim, na forma brusca de algo belo ter ruído, só queria chegar a casa e escrever. Agora, nesta hora mais que tardia, tento apenas reconstruir tudo aquilo que senti hoje e tudo o que quero gritar. Mas é um processo complicado. Querer mais do que aquilo que posso ter, e segurar algo que já não me está à mão. Eu, que adoro viver, e que incentivo uma alegria a quem posso, acabo por pensar: rais parta esta vida.)
Conheço algumas pessoas, (três para ser exacto) que procuram a pessoa perfeita. Hoje estão sozinhas. Sem ninguém. Focam-se não em encontrar a pessoa perfeita para eles, mas sim uma pessoa perfeita. Estão sozinhos. E dessa forma, para sempre ficarão. Ninguém é perfeito. Mas existem pessoas que se ligam, que nos conhecem, que se deixam conhecer, quando damos por nós são uma parte de nós, e queremos ficar ligados a elas, pelo menos até à morte. O mundo é belo, ou não, mas perfeito nunca será, nada é perfeito, nada é um circulo, mas para lá se pode caminhar. Evoluir. Evolução. Elevação.
Hoje vi um homem, apaixonado, com força e criatividade para lutar por quem ama. Invejei-o. Apesar de já ter passado pelo mesmo que ele, e ter de certa forma fracassado, não o olhei com pena. Senti-me feliz, e adorava estar no lugar dele. Ter ainda na minha mão cartas altas, não um bluff, mas cartas de facto valiosas, disposto a apostar tudo, fosse qual fosse o resultado. E tudo isto me fez quase chorar, afinal de contas, terei eu ainda, sem saber, de forma consciente, cartas ainda por jogar? Terei eu pensado ter sofrido um xeque-mate quando na verdade foi apenas um cheque? E foi assim que passei a minha tarde. Outra vez uma saudade imensa tua. Outra vez. Não voltou, sempre aqui esteve, mas tenho combatido aos poucos. Com ou sem sucesso apenas o tempo o dirá.
Já passaram trezentas e trinta e seis horas. Bem o sei. Todos sofremos. Bem o sei, a vida continua, e todos temos os nossos afazeres.
Mas sinto falta. Tua. Uma voz. E um estado de calma e alegria profunda que me invadia todo o corpo, restando-me apenas, ser feliz e sorrir perante tudo. E quando não sorria, sabia que mais tarda acabaria por o fazer, porque tudo tem solução e tudo tem uma ajuda própria, seja qual for a sua fonte.
Descobriste que não era uma solitária.
Já somos dois..
Mas isto por si só não prova nada, não significa nada.
Dizem, que o verdadeiro amor, se nota num beijo.
Fico ainda mais confuso. E acabo por perder o meu tempo a pensar nisto. Para quê?
Mas quero. Até quando?
Estou farto de escrever sem chegar a grandes conclusões.
"O homem tem sempre uma pequena esperança." Gostei de ouvir. E é assim de facto, mas neste momento, tento matar ou ignorar ou reavivar essa pequena esperança. Meu Deus.
Por uma lado sim por outro não, quem diria, eu um contraditório. (Sempre o fui. Para quê mudar agora?)
Quem ama aceita tudo, e qualquer maneira de ser, e amar não significa mudar o outro ou ser-se obrigado a mudar, apenas e só apenas, se isso for uma melhora, uma subida na escada.
E não se pode lutar por alguém a quem a chama já se apagou ou se vai apagando. A única solução é se a chama não estiver morta, e for sentida, e se for sempre que possível fortificada. Mas então...Quero dormir. Já se faz tarde e quero o que não tenho. Amanhã talvez me alongue, se algo me faltar.
Boa noite, dorme bem.
O romantismo matará o homem. O ser masculino. O amor de um homem irá revelar-se devastador, quer para o seu próprio bem ou para o mal. É a realidade.
Hoje tive uma das tardes mais deprimentes que me recordo. A pessoa com quem estive de nada teve culpa, agradeço desde já a companhia, e compreensão, e ainda o ter sido eu próprio apenas um ouvinte, amigo, mas apenas isso, a minha impaciência de sentimento colocou-se numa fúria tal, que fiquei quase que atordoado, ficando a partir desse momento fora de qualquer contacto com os outros, absorto na minha vida, e na minha fome.
ÀS vezes tentar seguir enfrente é desde logo uma coisa muito má. Porque por vezes não é enfrente que está o verdadeiro caminho, mas sim no voltar atrás, e reconstruir tudo de novo. As pessoas por vezes ignoram isso. E eu, talvez sim ou talvez não, (depois de hoje fiquei confuso), também cometi esse erro.
"Só a quero olhar nos olhos, e rir-me com ela, nem que seja uma última vez...". Como eu te compreendo. Estes momentos, depois de passados, são horríveis, se forem a última vez, principalmente senão soubermos que são a última.
O ser humano no que toca a relações com outros seres humanos, costuma falhar sempre num ponto, um erro básico, que virou frase tipo dos mais sábios: só damos valor às coisas(pessoas) quando estas já cá não estão. Aí está algo, que me orgulho de dizer, não sou como vocês. Até hoje não cometi esse erro, nunca. Dou sempre valor a tudo, de forma única, aberta, mas agarro com força, e com amor. Nisso, não me poderão nunca apontar o dedo. Quando me sinto próximo, seja de quem for, não preciso de sentir o seu afastamento para lhe dar valor, ou mais valor, porque para mim, estar do outro lado, é o melhor que posso ter, e toda a minha alma, e necessidade, estão assim alimentadas.
Outro erro, que infelizmente encontro em muito boa gente que amo ou amei, (outra falha humana que graças a Deus, talvez por o ver tantas vezes ser cometido, não o cometo, nunca) é a capacidade das pessoas, para não se agarrarem\darem valor a quem mais lhes dá (menos fere, mais apoia, milhares de etc), a quem esteve sempre ao pé delas, a quem se esforçou por ajuda-las, a quem as ensinou, educou, amou de forma quase incondicional, a quem as respeitou, a quem se orgulhou, a quem com a verdade ajudou sem ajuda da mentira, para dar mais atenção a pessoas que simplesmente, não merecem.
Sim, eu sei, todos nós temos várias oportunidades, mas a realidade é que existem pessoas que deviam ter mais a "atenção" a quem de facto as merece, seja em que contexto for, do que a pessoas que apenas vão e vêem, ou vão e não voltam, ou voltam para fazer mal, ou seja o que for. Na vida, se nos direccionarmos para o que menos é valioso, acabamos por no fim, sair a perder, o mais triste é só nos apercebemos disso quase é demasiado tarde.
Um homem, quando ama, faz loucuras. Amar é ser-se louco. É arriscar ir contra os que não percebem sobre nós, é ouvir a palavra de amigos ou familiares que de facto conhecem a nossa história, e que nos conhecem realmente.
Quando se ama, não se é cobarde, pelo menos quando se tem alguém do outro lado.
E ser-se louco, pela vontade de amar, justificada ou não, apreciada ou não, é correr um país para se olhar nos olhos, com toda a vontade no mundo de se resolver tudo, com a esperança no bolso, é surpreender, é esperar por alguém à chuva, seja qual for o tempo da espera.
Um homem quando se esforça não é para dar beleza visual a ninguém, apenas se esforça para se sentir bem com ele próprio, e se possível agradar à sua outra metade. Cada gesto significa algo, e todo o gesto é importante.
(Hoje, sentado numa mesa de um centro comercial, depois de tanto ouvir, de tanto acabar por pensar em mim, na forma brusca de algo belo ter ruído, só queria chegar a casa e escrever. Agora, nesta hora mais que tardia, tento apenas reconstruir tudo aquilo que senti hoje e tudo o que quero gritar. Mas é um processo complicado. Querer mais do que aquilo que posso ter, e segurar algo que já não me está à mão. Eu, que adoro viver, e que incentivo uma alegria a quem posso, acabo por pensar: rais parta esta vida.)
Conheço algumas pessoas, (três para ser exacto) que procuram a pessoa perfeita. Hoje estão sozinhas. Sem ninguém. Focam-se não em encontrar a pessoa perfeita para eles, mas sim uma pessoa perfeita. Estão sozinhos. E dessa forma, para sempre ficarão. Ninguém é perfeito. Mas existem pessoas que se ligam, que nos conhecem, que se deixam conhecer, quando damos por nós são uma parte de nós, e queremos ficar ligados a elas, pelo menos até à morte. O mundo é belo, ou não, mas perfeito nunca será, nada é perfeito, nada é um circulo, mas para lá se pode caminhar. Evoluir. Evolução. Elevação.
Hoje vi um homem, apaixonado, com força e criatividade para lutar por quem ama. Invejei-o. Apesar de já ter passado pelo mesmo que ele, e ter de certa forma fracassado, não o olhei com pena. Senti-me feliz, e adorava estar no lugar dele. Ter ainda na minha mão cartas altas, não um bluff, mas cartas de facto valiosas, disposto a apostar tudo, fosse qual fosse o resultado. E tudo isto me fez quase chorar, afinal de contas, terei eu ainda, sem saber, de forma consciente, cartas ainda por jogar? Terei eu pensado ter sofrido um xeque-mate quando na verdade foi apenas um cheque? E foi assim que passei a minha tarde. Outra vez uma saudade imensa tua. Outra vez. Não voltou, sempre aqui esteve, mas tenho combatido aos poucos. Com ou sem sucesso apenas o tempo o dirá.
Já passaram trezentas e trinta e seis horas. Bem o sei. Todos sofremos. Bem o sei, a vida continua, e todos temos os nossos afazeres.
Mas sinto falta. Tua. Uma voz. E um estado de calma e alegria profunda que me invadia todo o corpo, restando-me apenas, ser feliz e sorrir perante tudo. E quando não sorria, sabia que mais tarda acabaria por o fazer, porque tudo tem solução e tudo tem uma ajuda própria, seja qual for a sua fonte.
Descobriste que não era uma solitária.
Já somos dois..
Mas isto por si só não prova nada, não significa nada.
Dizem, que o verdadeiro amor, se nota num beijo.
Fico ainda mais confuso. E acabo por perder o meu tempo a pensar nisto. Para quê?
Mas quero. Até quando?
Estou farto de escrever sem chegar a grandes conclusões.
"O homem tem sempre uma pequena esperança." Gostei de ouvir. E é assim de facto, mas neste momento, tento matar ou ignorar ou reavivar essa pequena esperança. Meu Deus.
Por uma lado sim por outro não, quem diria, eu um contraditório. (Sempre o fui. Para quê mudar agora?)
Quem ama aceita tudo, e qualquer maneira de ser, e amar não significa mudar o outro ou ser-se obrigado a mudar, apenas e só apenas, se isso for uma melhora, uma subida na escada.
E não se pode lutar por alguém a quem a chama já se apagou ou se vai apagando. A única solução é se a chama não estiver morta, e for sentida, e se for sempre que possível fortificada. Mas então...Quero dormir. Já se faz tarde e quero o que não tenho. Amanhã talvez me alongue, se algo me faltar.
Boa noite, dorme bem.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Alguma coisa tem de mudar
Nota:
Para quem quiser ler e ouvir com atenção a música da minha banda, chamada Stinkfist, poderá encontrar algo que nos faz pensar e saborear algo de muito profundo, chamado amor ou saudade, ou talvez, falando de forma mais iluminada, uma pequena elevação. No entanto, ouvia a música de uma forma revoltada, dado talvez o seu ritmo. Foi preciso, no concerto ao vivo em Perth, ouvir o vocalista dizer:"esta música é para quem prefere o ódio ao amor." Pois bem, e agora? Que faço eu? Fiquei perplexo. Afinal...que quero eu? Que sinto eu ao ouvir isto? A vida é estranha, porque nós somos estranhos. E se esta frase parece um cliché que se altera de forma singular para tudo, talvez o seja mesmo. Mas perderá com isso a sua verdadeira razão? Não. A vida é complicada? Sim, porque a complicamos.
Para quem me conhece, muito bem, sabe que adoro simplificar tudo. Disse um filósofo, "simplifica, simplifica", pois faço-o como mais ninguém. A verdade porém é que me apercebi que gosto de coisas e pessoas complicadas. Da mesma forma que gosto que essas coisas ou pessoas complicadas gostem de mim. Porquê? Equilíbrio, ying yang, destino, chamem-lhe o que bem entenderem.
Nós estamos neste mundo por alguma razão (ou não). E o caminho é por nós feito, com ou sem auxílio de Deus. E nós precisamos de pessoas, que nos dêem valor, que nos entendam, que estejam connosco, por alguma razão.
É preciso perceber que todos nós temos pessoas, que muitas vezes preferimos ignorar, ou que nem sabemos da existência, porque de alguma forma procuramos outra coisa (ou melhor...julgamos procurar) que nos ajudam. Os verdadeiros amigos, e aqui amigos entenda-se o ser humano que nos gosta de ajudar por gostar de nós (incluo todos os tipos desse variado amor...não vou entrar em pormenores), todos nós temos. O amigo, o verdadeiro amigo, está connosco sempre. Sempre. Um verdadeiro amigo, faz a coisa mais difícil de todas: contraria-nos se for preciso, pois o amigo magoa com a verdade, não nos fere com a mentira. E sim, tu tens amigos, aqueles mesmos amigos que te teriam dito: tem calma, não te precipites.
Todos os temos. Sempre, mas nem sempre os vemos. Nem sempre os sentimos.
Mudando de assunto. Ouvi duas frases sábias num dia muito complicado. E duas frases que me fizeram sentir-me em forma de lágrimas. Uma delas acabei por ser eu mesmo a perceber, na ironia da vida. Nunca gostei muito de fotografias. Gosto de as tirar sozinho, porque sei que nunca me vou afastar de mim próprio. Mas quando as tiro com outras pessoas...tenho receio. Eu sei, etc, o que interessa foi o sentimento captado naquele momento. Mas, não. Porque isso, já foi. E mesmo que saiba muito bem ver, a verdade é que o sabor é muito mais intenso quando ainda vivemos com essas pessoas.
A minha irmã via fotografias, e comentava que mais de metade das pessoas que lá estava já nem se falava...eu não chamo a isto hipocrisia. Não. Tenho de me esforçar mais. Deixem cá ver...Afastamento no espaço e no tempo de pessoas que já foram embora. Está melhor. A verdade, é que juntos chegamos à conclusão que também tínhamos fotografias com pessoas que ainda hoje fazem parte das nossas vidas. Existe melhor sentimento que este? Talvez, mas este é um sabor único. As pessoas que nos merecem, e que por nós são merecidas, continuam connosco no tempo. Sim, é lógico que algumas pessoas se afastam por condicionantes exteriores a elas próprias, mas mesmo assim, existem sempre maneiras de lhes dar a dita volta.
Isto hoje tem sido um dia complicado. Tinha tantas ideias que não as consigo colocar no seu devido lugar, por isso vou apenas escrevendo.
"A verdade é erótica. É como abrir a boca para beijar."(A.S.) Sem dúvida. Que sossego. Que alivio.
A minha nota inicial acabou por ser o próprio texto. Estranho. Ou talvez não, afinal talvez não precisa-se de escrever um texto novo, apenas precisa-se de me escrever a mim.
Ainda bem.
Costumo ter mais razão do que aquilo que as pessoas pensam. Não me estou a convencer a mim, nem sou convencido, é apenas uma característica que costuma afectar as pessoas, principalmente quando lhes tiro a razão tão firmemente certa. Porquê? Deve ser um dom...ou uma maldição.
Eu sou como todos os seres humanos: quando penso, faço bem. Quando sinto, nem sempre. O mal não está em sentir. Está em sentir mal. Porque pensar e sentir, são coisas que se equilibram, e cooperam entre si.
Ter razão, na forte maioria dos casos, não se trata de intuito, nem de inteligência, pelo menos dessa que nos faz chegar mais ou menos longe, trata-se de conhecer este mundo e estas pessoas. A minha capacidade para amar o próximo é deveras igual à minha capacidade de odiar o próximo. A diferença porém é que faço por amar, e por amar amando bem, o ódio não costuma passar de palavras razoavelmente bem escritas.
Nestes últimos dias, quase todas as músicas que ouço me têm dado uma frase ou outra para escrever algo, podem com isto perceber o meu estado mental. No entanto é como se chegando à hora da "verdade" perde-se a energia.
Por isso, encontro-mo neste texto diferente do habitual, a tentar de certa forma, enfim, arrumar-me. Porque preciso de falar. Sempre.
Acabo por me afastar, não por ter medo de me ver monstro, mas exactamente pelo contrário...ter medo de afinal não o ser...
E como sempre fico deste lado, sem nada poder ver.
Que saudades. Que miséria.
Que silêncio.
O barulho embala-me...
.................mas não me preenche.
Feed my will to feel this moment...
Fill this hollow.
Sei lá que mais.
Fim.
Para quem quiser ler e ouvir com atenção a música da minha banda, chamada Stinkfist, poderá encontrar algo que nos faz pensar e saborear algo de muito profundo, chamado amor ou saudade, ou talvez, falando de forma mais iluminada, uma pequena elevação. No entanto, ouvia a música de uma forma revoltada, dado talvez o seu ritmo. Foi preciso, no concerto ao vivo em Perth, ouvir o vocalista dizer:"esta música é para quem prefere o ódio ao amor." Pois bem, e agora? Que faço eu? Fiquei perplexo. Afinal...que quero eu? Que sinto eu ao ouvir isto? A vida é estranha, porque nós somos estranhos. E se esta frase parece um cliché que se altera de forma singular para tudo, talvez o seja mesmo. Mas perderá com isso a sua verdadeira razão? Não. A vida é complicada? Sim, porque a complicamos.
Para quem me conhece, muito bem, sabe que adoro simplificar tudo. Disse um filósofo, "simplifica, simplifica", pois faço-o como mais ninguém. A verdade porém é que me apercebi que gosto de coisas e pessoas complicadas. Da mesma forma que gosto que essas coisas ou pessoas complicadas gostem de mim. Porquê? Equilíbrio, ying yang, destino, chamem-lhe o que bem entenderem.
Nós estamos neste mundo por alguma razão (ou não). E o caminho é por nós feito, com ou sem auxílio de Deus. E nós precisamos de pessoas, que nos dêem valor, que nos entendam, que estejam connosco, por alguma razão.
É preciso perceber que todos nós temos pessoas, que muitas vezes preferimos ignorar, ou que nem sabemos da existência, porque de alguma forma procuramos outra coisa (ou melhor...julgamos procurar) que nos ajudam. Os verdadeiros amigos, e aqui amigos entenda-se o ser humano que nos gosta de ajudar por gostar de nós (incluo todos os tipos desse variado amor...não vou entrar em pormenores), todos nós temos. O amigo, o verdadeiro amigo, está connosco sempre. Sempre. Um verdadeiro amigo, faz a coisa mais difícil de todas: contraria-nos se for preciso, pois o amigo magoa com a verdade, não nos fere com a mentira. E sim, tu tens amigos, aqueles mesmos amigos que te teriam dito: tem calma, não te precipites.
Todos os temos. Sempre, mas nem sempre os vemos. Nem sempre os sentimos.
Mudando de assunto. Ouvi duas frases sábias num dia muito complicado. E duas frases que me fizeram sentir-me em forma de lágrimas. Uma delas acabei por ser eu mesmo a perceber, na ironia da vida. Nunca gostei muito de fotografias. Gosto de as tirar sozinho, porque sei que nunca me vou afastar de mim próprio. Mas quando as tiro com outras pessoas...tenho receio. Eu sei, etc, o que interessa foi o sentimento captado naquele momento. Mas, não. Porque isso, já foi. E mesmo que saiba muito bem ver, a verdade é que o sabor é muito mais intenso quando ainda vivemos com essas pessoas.
A minha irmã via fotografias, e comentava que mais de metade das pessoas que lá estava já nem se falava...eu não chamo a isto hipocrisia. Não. Tenho de me esforçar mais. Deixem cá ver...Afastamento no espaço e no tempo de pessoas que já foram embora. Está melhor. A verdade, é que juntos chegamos à conclusão que também tínhamos fotografias com pessoas que ainda hoje fazem parte das nossas vidas. Existe melhor sentimento que este? Talvez, mas este é um sabor único. As pessoas que nos merecem, e que por nós são merecidas, continuam connosco no tempo. Sim, é lógico que algumas pessoas se afastam por condicionantes exteriores a elas próprias, mas mesmo assim, existem sempre maneiras de lhes dar a dita volta.
Isto hoje tem sido um dia complicado. Tinha tantas ideias que não as consigo colocar no seu devido lugar, por isso vou apenas escrevendo.
"A verdade é erótica. É como abrir a boca para beijar."(A.S.) Sem dúvida. Que sossego. Que alivio.
A minha nota inicial acabou por ser o próprio texto. Estranho. Ou talvez não, afinal talvez não precisa-se de escrever um texto novo, apenas precisa-se de me escrever a mim.
Ainda bem.
Costumo ter mais razão do que aquilo que as pessoas pensam. Não me estou a convencer a mim, nem sou convencido, é apenas uma característica que costuma afectar as pessoas, principalmente quando lhes tiro a razão tão firmemente certa. Porquê? Deve ser um dom...ou uma maldição.
Eu sou como todos os seres humanos: quando penso, faço bem. Quando sinto, nem sempre. O mal não está em sentir. Está em sentir mal. Porque pensar e sentir, são coisas que se equilibram, e cooperam entre si.
Ter razão, na forte maioria dos casos, não se trata de intuito, nem de inteligência, pelo menos dessa que nos faz chegar mais ou menos longe, trata-se de conhecer este mundo e estas pessoas. A minha capacidade para amar o próximo é deveras igual à minha capacidade de odiar o próximo. A diferença porém é que faço por amar, e por amar amando bem, o ódio não costuma passar de palavras razoavelmente bem escritas.
Nestes últimos dias, quase todas as músicas que ouço me têm dado uma frase ou outra para escrever algo, podem com isto perceber o meu estado mental. No entanto é como se chegando à hora da "verdade" perde-se a energia.
Por isso, encontro-mo neste texto diferente do habitual, a tentar de certa forma, enfim, arrumar-me. Porque preciso de falar. Sempre.
Acabo por me afastar, não por ter medo de me ver monstro, mas exactamente pelo contrário...ter medo de afinal não o ser...
E como sempre fico deste lado, sem nada poder ver.
Que saudades. Que miséria.
Que silêncio.
O barulho embala-me...
.................mas não me preenche.
Feed my will to feel this moment...
Fill this hollow.
Sei lá que mais.
Fim.
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