Como posso fazer isto de maneira a não estragar tudo? Pergunta o ser humano.
Não podes. Responde o monstro.
(mas)
a mentira é sensível, mas também sensata,
e na face desolada é finalmente compreendida
a desilusão. é falsa essa luz, é falsa toda e qualquer luz
que finge roubar o lugar às trevas...
Mas que trevas? Mas que luz?
Se na visão que negam
falta a verdadeira observação?
olhos e rostos, que fogem
que se curvam
em direcção ao chão...
(mas) , é tão fácil cair nesta realidade
como noutra qualquer. (mas)
os olhos não vêem mais luz
se está escuro o coração,
e nessa mesma paisagem
da mais mundana
à mais diferente
os olhos não sentem a vastidão, tudo é finito,
tudo é fechado e triste,
tudo somos nós.
E às vezes só sabemos que algo já está morto
quando já não o sentimos vivo.
domingo, 4 de dezembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
divagações
certezas
um dia desses, que passou exactamente como todos os outros que têm passado, fui abordado sobre esse tema tantas vezes sublinhado, recontado, exaustivamente estudado por todo o género de pessoas. O sonho, O fazer. É incrível. Este animal que rasteja com duas patas, que lutou por rastejar de pé, pensando estar em constante evolução (amarga ilusão?), consegue ver várias faces da mesma moeda, como também consegue não ver moeda nenhuma. É mais fácil fazer do que sonhar. Não nos cortam as ações, mas cortaram-nos a imaginação, a realidade que se queria alcançar...foram quedas constantes, más palavras em ouvidos por si só já cuidadosos, não querendo sofrer outra vez, e outra vez para nada. Não se sonha porque se teme sonhar. Sonhar e fazer é complicado. Não há asas, não há força para moldar asas. Sonhar é perder tempo; fazer é reforçar o tempo que se perdeu. Vive-se. Eu pessoalmente, fugindo de utopias, escolhi a terceira face da moeda. Posso não ser a pessoa mais honesta para comigo, quando me observo com olhar atento, mas a perspicácia com que olho o redor está trabalhada, é trabalhada constantemente. A resposta só poderia ser uma, só é uma, concluí enquanto abraçava toda a humanidade. É mais fácil sonhar do que fazer. Sonhar? Todos sonham; e quem não sonha está 'morto'. Mas é difícil mexer tudo aquilo que não seja a imaginação. É trabalho árduo, mesmo que o motivo desse movimento seja colocar dentro da realidade aquilo que se sonhou.
Utópicamente, se não me tivesse já desligado de toda esta triste realidade, dos atritos, das falsas esperanças, teria a certeza única - como já tive, que sonhar e fazer...é demasiado simples para quem anda com duas longas patas.
crenças
recentemente fui também abordado, de forma rápida e simples, mas de forma suficientemente concisa para revelar esse aroma de romantismo humano; não se fale de morte hoje!, não se fale da vida em si!, fale-se sim sobre o destino. A suposta existência de um destino é um lugar perfeito para se descansar ou para se morrer de angústia depois de tanto sofrimento. Para alguns, um escape perfeito pelos seus actos; para outros a justificação 'plausível' para finalizar todos os argumentos. E agora? Mas o livre arbítrio é tão mais forte, poderá de facto existir tamanha força capaz de derrubar a liberdade de uma raça? Uns dizem que não...outros acreditam que sim. Que as estrelas sabem e por vezes mostram o caminho...a palma da mão. Por momentos deixei-me novamente ser um pobre romântico, no que toca a estes pormenores; e talvez, digo talvez porque enfim, nestes assuntos não há preto no branco ou tão pouco branco no preto, a resposta seja a harmonia entre as duas possibilidades. Talvez exista de facto um caminho (ou vários caminho com sub-caminhos) marcados...algures. Só que ao mesmo tempo existe o livre arbítrio. Contradição? (Ainda) não. Não é por alguém que conhecemos estar numa multidão que a conseguimos distinguir dos outros, certo? O destino está lá. E o livre arbítrio também. E na minha romântica opinião, ou noutro tipo de opinião, é aqui que entram os chamados sinais. Sinais é o nome que lhe dou. Mas existem outros, e existem vários tipos. Ou seja podemos aceitar o caminho 'escrito', entrar e sair dele, ou nunca entrar, parte de nós, a liberdade talvez seja nossa. Aceitá-lo ou escolher outro, a nós cabe somente.
certezas ou crenças, ou a falta das segundas, ou o excesso das primeiras, pouco interessa, tudo são divagações.
(à divagação com Joana Henriques e Liliana Girão)
um dia desses, que passou exactamente como todos os outros que têm passado, fui abordado sobre esse tema tantas vezes sublinhado, recontado, exaustivamente estudado por todo o género de pessoas. O sonho, O fazer. É incrível. Este animal que rasteja com duas patas, que lutou por rastejar de pé, pensando estar em constante evolução (amarga ilusão?), consegue ver várias faces da mesma moeda, como também consegue não ver moeda nenhuma. É mais fácil fazer do que sonhar. Não nos cortam as ações, mas cortaram-nos a imaginação, a realidade que se queria alcançar...foram quedas constantes, más palavras em ouvidos por si só já cuidadosos, não querendo sofrer outra vez, e outra vez para nada. Não se sonha porque se teme sonhar. Sonhar e fazer é complicado. Não há asas, não há força para moldar asas. Sonhar é perder tempo; fazer é reforçar o tempo que se perdeu. Vive-se. Eu pessoalmente, fugindo de utopias, escolhi a terceira face da moeda. Posso não ser a pessoa mais honesta para comigo, quando me observo com olhar atento, mas a perspicácia com que olho o redor está trabalhada, é trabalhada constantemente. A resposta só poderia ser uma, só é uma, concluí enquanto abraçava toda a humanidade. É mais fácil sonhar do que fazer. Sonhar? Todos sonham; e quem não sonha está 'morto'. Mas é difícil mexer tudo aquilo que não seja a imaginação. É trabalho árduo, mesmo que o motivo desse movimento seja colocar dentro da realidade aquilo que se sonhou.
Utópicamente, se não me tivesse já desligado de toda esta triste realidade, dos atritos, das falsas esperanças, teria a certeza única - como já tive, que sonhar e fazer...é demasiado simples para quem anda com duas longas patas.
crenças
recentemente fui também abordado, de forma rápida e simples, mas de forma suficientemente concisa para revelar esse aroma de romantismo humano; não se fale de morte hoje!, não se fale da vida em si!, fale-se sim sobre o destino. A suposta existência de um destino é um lugar perfeito para se descansar ou para se morrer de angústia depois de tanto sofrimento. Para alguns, um escape perfeito pelos seus actos; para outros a justificação 'plausível' para finalizar todos os argumentos. E agora? Mas o livre arbítrio é tão mais forte, poderá de facto existir tamanha força capaz de derrubar a liberdade de uma raça? Uns dizem que não...outros acreditam que sim. Que as estrelas sabem e por vezes mostram o caminho...a palma da mão. Por momentos deixei-me novamente ser um pobre romântico, no que toca a estes pormenores; e talvez, digo talvez porque enfim, nestes assuntos não há preto no branco ou tão pouco branco no preto, a resposta seja a harmonia entre as duas possibilidades. Talvez exista de facto um caminho (ou vários caminho com sub-caminhos) marcados...algures. Só que ao mesmo tempo existe o livre arbítrio. Contradição? (Ainda) não. Não é por alguém que conhecemos estar numa multidão que a conseguimos distinguir dos outros, certo? O destino está lá. E o livre arbítrio também. E na minha romântica opinião, ou noutro tipo de opinião, é aqui que entram os chamados sinais. Sinais é o nome que lhe dou. Mas existem outros, e existem vários tipos. Ou seja podemos aceitar o caminho 'escrito', entrar e sair dele, ou nunca entrar, parte de nós, a liberdade talvez seja nossa. Aceitá-lo ou escolher outro, a nós cabe somente.
certezas ou crenças, ou a falta das segundas, ou o excesso das primeiras, pouco interessa, tudo são divagações.
(à divagação com Joana Henriques e Liliana Girão)
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
old solution
a ira surgida na forçadas entranhas de um vulcão,
somente o mais cobiçado
a coisa mais valiosa
pode passar de carne a ilusão
a cinzas para sempre encurraladas no chão.
que se revele o rosto divino
nas ações deste ser humano...
o sol ainda espera a vossa aproximação.
a vontade não passa de um sonho
demasiado pesado para se poder erguer,
agora é tarde demais para
fazer calar as nuvens da noite escura,
e não importa o quanto se quis viver
se viver foi esse respirar em vão...
Crente tão crente na desacreditação
alimento e alimentado na destruição.
Para retornar à essência mais pura
e à forma mais viva, mais sentida
só existe uma solução
é queimá-la, consumi-la - na procura
de uma absolvição.
é como outrora, como agora
é para sempre
senti-la destruída.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
sentimensar
...e os dedos tocam o abstracto, aflitos por uma realidade concreta..Concreta e quente, só ela
realmente capaz de apaziguar o inverno.
Tocam uma face vezes e vezes
até ao número mais longínquo.
Coisas tão delicadas.
Ganham uma força quimera
para apressar o tempo, para o abrandarem
Eu não saio daqui, sei agora que nada mais vale a pena,
porque ele está à nossa espera.
Uma lágrima seca é como uma palavra que foi engolida,
e esta vontade, depois de perseguida, cai morta,
e sobra um olhar cor de raiva
ou um olhar consumido na mágoa. É um querer
sem resposta, é uma morte que já tarda.
A queimadura ajuda a limar o gelo, acaricia-o,
e a perfeição parece tão fácil de alcançar.
Tocam uma face, vezes e vezes, e outras vezes
sem conta, saudades de reencontrar,
num sentir único, num esquecimento
que não consegue pertencer a este lugar...
Eu sei, o gelo mais perfeito, lima-se a frio.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
coisas delicadas

It seems what's left of my human side is slowing the changes in me ..
Falta de inteligência, excesso de dormência,
vulgar é a essência - pequena coisa delicada;
são as histórias das mil fadas
as milhares de vidas ceifadas
através de ordens tão calmamente suspiradas...
É o ódio que renasce, que nunca desapareceu
completamente, é a ganância em querer ganhar
mais do que aquilo que não se precisa,
é esta raiva indecisa à procura do seu lugar
para se soltar.
Coisas tão delicadas.
Não se trata só de ódio, ou de ausência de amor,
é um terror constante de impotência,
em rituais, em círculos,
que se prolongam ao infinito de uma vida mortal.
e Não se pode fazer nada. suprimido é o grito,
engolido nas entranhas das camadas
mais estranhas do nosso ser, um corpo
sentindo-se ser enterrado vivo,
a morte do melhor momento
no rebentamento enorme de um
explosivo escondido,
é fechar os olhos à luz, abri-los lentamente
para as trevas...é rezar em silêncio
para um silêncio que dorme no frio.
é esta falta do que não está, do que não vem,
tudo numa caixa, fingindo esperar fechada
enquanto esse veneno, essa matéria corrosiva
vai consumindo o vosso humanismo
- cada sentido e sentimento;
enquanto a mim
me aproxima do verdadeiro
e inteiro monstro.
Coisas tão delicadas...
( 10 000 days - inside album cover (Alex Gray) )
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
sanidade imperfeita

Ninguém sequer suspeita de que o sonho não é nenhum absurdo,
e sim uma realização de desejo.. Freud
...que simplicidade complicadamente amarga;
podemos já não ser quem somos
- nesse suave engano, mas podemos sempre
relembrar, e a lembrança vem, destrói alicerces
de um presente que parecia tão seguro
- nesse suave engano.
Tudo parece estar no local correto,
na função do movimento e das palavras
que devem ser conduzidas, tão calmas...tão à
flor da rotina. Tão nossas? E porque não..
Mas a sensação amarga é mais forte
do que qualquer olhar que consciente evitou
a realidade, adiantará fugir? Mas o Homem
foge, e foge tão bem...
...ainda mal.
é um estado comum dos corações,
famintos, preparados para devorar riscos
que possam aparecer; desejando quebrar
leis e regras e tédios e formas como se viviam
vidas - Por Tudo, Para Tudo, até que neve
corra nas veias em lugar de sangue,
até que o desejo seja só um, até que a escuridão
cresça e faça o que tem de ser feito - a última aproximação.
é na sanidade que se caminha, dizem,
e então? se é para caminhar perdido em cada
transição, perdido na tradução num diálogo de almas
que aos poucos deixa de fazer sentido,
afinal o que pedem? o que negam? Do que fogem?
uma criatura, um monstro, uma besta,
a fome possuída por outro grau de amor,
talvez maior, talvez igual,
suspendeu-se, ao embater com tecido
tão fácil de rasgar, - a vontade de saborear
e avançar na evolução era deveras enorme,
mas este não era um tecido qualquer...era
o tecido mais perfeito, e cada embate
de tecido, de sabores, de carne,
e de sentimentos, como tanta outra coisa
para falhar numa amarga sanidade imperfeita.
famintos, preparados para devorar riscos
que possam aparecer; desejando quebrar
leis e regras e tédios e formas como se viviam
vidas - Por Tudo, Para Tudo, até que neve
corra nas veias em lugar de sangue,
até que o desejo seja só um, até que a escuridão
cresça e faça o que tem de ser feito - a última aproximação.
é na sanidade que se caminha, dizem,
e então? se é para caminhar perdido em cada
transição, perdido na tradução num diálogo de almas
que aos poucos deixa de fazer sentido,
afinal o que pedem? o que negam? Do que fogem?
uma criatura, um monstro, uma besta,
a fome possuída por outro grau de amor,
talvez maior, talvez igual,
suspendeu-se, ao embater com tecido
tão fácil de rasgar, - a vontade de saborear
e avançar na evolução era deveras enorme,
mas este não era um tecido qualquer...era
o tecido mais perfeito, e cada embate
de tecido, de sabores, de carne,
e de sentimentos, como tanta outra coisa
para falhar numa amarga sanidade imperfeita.
domingo, 6 de novembro de 2011
Remember about your darkest moment
“I don’t believe in angels but I do believe there’s a constant struggle between light and dark in the world. Who knows, ... Maybe sometimes the light can win out. In my experience, darkness usually prevails.” – Dexter
desceu ou subiu à Terra, nesse momento esplendoroso,tanto por sentir, do mau ao pior ao mais aceitável,
tanto por viver, absorvendo vidas
enquanto se é absorvido por tudo o resto,
não são só criaturas monstruosas com os mais diferentes
disfarces...é a sorte maldita que reina nos silêncios
dos escombros, que o barulho embale, até que
o sono eterno ceife o que restava da respiração.
é o fraquejar das forças, forças colocadas em
favor de um bem maior e de um bem menor,
é demasiado tarde para juízos de valor,
é demasiado tarde para acreditar.
a balança não obedece à nossa vontade, mas tão pouco
à verdade, é como se a corrupção fizesse
parte de cada coração, ao redor, no interior,
não existe justiça até à morte;
não é obra da imaginação de ninguém,
e bem que se tenta imaginar outra realidade que não esta,
mas só sobra abraçar esta sombra, a única
coisa que é justa na confidência, na entrega,
dureza realista, constante na consistência.
Ceifa, o que houver para ceifar, assim que possível.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
insanidade perfeita

o sonho morre quando se acorda..
a todo o custo tenta-se provar
que os melhores cálculos
estão errados, vezes e vezes antes
agora e depois, que para tudo
o que parece verdade, sinais estranhos
observáveis, tudo não pode passar de confusão.
E que confusão amarga.
Faltam linhas de pensamento ao cérebro,
ou devem faltar, para que tudo
faça mais sentido. É preciso negar os factos
se todos os outros não os aceitam
da mesma maneira, é o mais puro
reflexo da loucura, e que loucura amarga.
é preciso inspirar oxigénio, que se inspire,
é complicado mudar mecanismos
que fazem parte da vida comum.
escorre a água da chuva nas janelas
contemporâneas mas o passado da chuva
e das janelas sobrepõem ao presente,
a um presente tão amargo.
Morte à razão, morte à razão,
que abre as portas a toda esta loucura,
por vezes calma e doce,
agora, tão amarga.
A máscara não iludiu o tempo necessário
e agora caída deixa aos poucos
à mostra a verdadeira essência,
e num auxílio que não vem
talvez por não existir
numa verdade medíocre e triste
ou numa mentira que luta por ser desfeita
reina a razão mais forte
aquela que alcança todos os pormenores
levando a esta amarga insanidade perfeita.
(The Sickness - album cover)
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
um clarinete e um piano
não importa se apanhamos
apenas os restos de tranquilidade, nesse caos
mundano são minutos
como estes que nos fazem
ambicionar a imortalidade, nem que seja
a do momento.
um cigarro respirado, respirado
por toda a alma,
um café para valorizar o saboreado...
é como se o diálogo fosse moldado
por instinto, alguma quantidade de absinto,
com alguns irmãos, ou irmãos que não de sangue,
se for preciso com a solidão, não existe quase mais espaço,
a companhia da melodia...neste espaço
de uma utopia? (de outras formas também,
mas não hoje, não agora, talvez nunca mais?)
De alguma forma captar
o rosto de Deus, o olhar misterioso do Universo,
enquanto a perfeição se encaixa.
Passou.
apenas os restos de tranquilidade, nesse caos
mundano são minutos
como estes que nos fazem
ambicionar a imortalidade, nem que seja
a do momento.
um cigarro respirado, respirado
por toda a alma,
um café para valorizar o saboreado...
é como se o diálogo fosse moldado
por instinto, alguma quantidade de absinto,
com alguns irmãos, ou irmãos que não de sangue,
se for preciso com a solidão, não existe quase mais espaço,
a companhia da melodia...neste espaço
de uma utopia? (de outras formas também,
mas não hoje, não agora, talvez nunca mais?)
De alguma forma captar
o rosto de Deus, o olhar misterioso do Universo,
enquanto a perfeição se encaixa.
Passou.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
a culpa dos inocentes
finalmente chove, o calor dá lugar ao
frio, o vento beija a pele até
ao sentir de um arrepio, por tanto
tempo foi esperada esta bênção,
esperada como uma salvação que não vinha...
e agora que veio...
a minha mente não está aqui,
onde a água mata a sede das pedras
desta calçada.
E a acção do bater do coração é forçada.
atados estão os gestos, morta está a vontade,
e nem este frio tardio
consegue alterar o que resta
de uma alma e de um corpo.
a culpa está apenas na inocência do gesto.
não há fé em nada considerado menor,
desvalorizado ao pormenor, na frustração
de quem já não se sente vivo
o suficiente para viver e não querer
o fim de tudo.
Não estou mais aqui; e enquanto a chuva desce
enterro-me cada vez mais na loucura
marcada a ferros quentes ou frios
na minha pele
de que nunca aqui estive.
a culpa não é de ninguém
e a inocência não é só minha.
frio, o vento beija a pele até
ao sentir de um arrepio, por tanto
tempo foi esperada esta bênção,
esperada como uma salvação que não vinha...
e agora que veio...
a minha mente não está aqui,
onde a água mata a sede das pedras
desta calçada.
E a acção do bater do coração é forçada.
atados estão os gestos, morta está a vontade,
e nem este frio tardio
consegue alterar o que resta
de uma alma e de um corpo.
a culpa está apenas na inocência do gesto.
não há fé em nada considerado menor,
desvalorizado ao pormenor, na frustração
de quem já não se sente vivo
o suficiente para viver e não querer
o fim de tudo.
Não estou mais aqui; e enquanto a chuva desce
enterro-me cada vez mais na loucura
marcada a ferros quentes ou frios
na minha pele
de que nunca aqui estive.
a culpa não é de ninguém
e a inocência não é só minha.
sábado, 22 de outubro de 2011
o jogo dos 7 diabos
Quem encontra e quem espera ser encontrado,
quem finge correr ao seu limite
quem se deixa de propósito apanhar;
entramos nesse recreio no dia em que
somos concebidos, salto por salto
e as pernas vão crescendo, a alma tão pouco,
mas a queda é enorme.
Alguns chamam-lhe vida,
outros ausência de morte,
mas a sorte de todos é a mesma,
são sete diabos que saltam e rebolam alegres
por receber a mais semelhante das companhias.
quem finge correr ao seu limite
quem se deixa de propósito apanhar;
entramos nesse recreio no dia em que
somos concebidos, salto por salto
e as pernas vão crescendo, a alma tão pouco,
mas a queda é enorme.
Alguns chamam-lhe vida,
outros ausência de morte,
mas a sorte de todos é a mesma,
são sete diabos que saltam e rebolam alegres
por receber a mais semelhante das companhias.
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