Os tambores de guerra deram tréguas por momentos,
e tudo o resto é vazio.
Não que esteja tudo completamente vazio,
são apenas os seus interiores que se encontram vazios,
tudo sem preenchimento.
E é então
que tudo fica nessa paz morta
nessa guerra que ficou por travar,
tudo devido ao silêncio.
Para quem conseguir esperar
os tambores de guerra
com sorte voltarão.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Unleash the anger
Deveria toda a raiva ser acção?
Existir um círculo de chamas
envolto, pronto a arder para sempre?
Deveria toda a raiva ser razão de destruição?
Algum vêem nela um caminho para a perfeição.
Para mim toda a raiva é bênção
se me entregar à inspiração.
Mas não...Soltem-na apenas,
contra todos,
deixando-a livre para atacar tudo e todos,
Livre para ser ela mesma.
Raiva presa apenas leva à frustração.
Partilhem o seu peso
e aceitem a ajuda sincera.
Existir um círculo de chamas
envolto, pronto a arder para sempre?
Deveria toda a raiva ser razão de destruição?
Algum vêem nela um caminho para a perfeição.
Para mim toda a raiva é bênção
se me entregar à inspiração.
Mas não...Soltem-na apenas,
contra todos,
deixando-a livre para atacar tudo e todos,
Livre para ser ela mesma.
Raiva presa apenas leva à frustração.
Partilhem o seu peso
e aceitem a ajuda sincera.
Unleash the pain
Estou silencioso.
Não é um silêncio misterioso,
é um silêncio covarde,
é um silêncio quase doloroso...
(Mas tenho tentado viver
através da frase que a dor é apenas uma ilusão)
Queria que a dor fosse destruída
depressa, para depressa darmos valor
à sua ausência.
É este o estado de alma
é esta a consciência, ou a falta dela,
Descobrir a cura
é mais difícil do que a reconstituição de um crime,
Onde o sangue atinge vários pontos do chão
vários pontos das paredes
criando uma imagem sublime...uma dor passada
mas não esquecida.
Cravo as unhas num sítio qualquer
na esperança da dor se desvanecer.
E rezo para ser nuvem
e conseguir dividir toda a dor
pela terra em forma de chuva,
toda ela espalhada sem um ponto a focar.
Tudo à deriva, tudo entregue ao seu ciclo
até a mim voltar (de outra forma).
É preciso cair, para depois levantar,
é preciso perder tudo para podermos ter tudo outra vez.
É preciso doer.
Não é um silêncio misterioso,
é um silêncio covarde,
é um silêncio quase doloroso...
(Mas tenho tentado viver
através da frase que a dor é apenas uma ilusão)
Queria que a dor fosse destruída
depressa, para depressa darmos valor
à sua ausência.
É este o estado de alma
é esta a consciência, ou a falta dela,
Descobrir a cura
é mais difícil do que a reconstituição de um crime,
Onde o sangue atinge vários pontos do chão
vários pontos das paredes
criando uma imagem sublime...uma dor passada
mas não esquecida.
Cravo as unhas num sítio qualquer
na esperança da dor se desvanecer.
E rezo para ser nuvem
e conseguir dividir toda a dor
pela terra em forma de chuva,
toda ela espalhada sem um ponto a focar.
Tudo à deriva, tudo entregue ao seu ciclo
até a mim voltar (de outra forma).
É preciso cair, para depois levantar,
é preciso perder tudo para podermos ter tudo outra vez.
É preciso doer.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Unleash the heaven
Poderia reabrir a porta...
Mas não sei o quanto tentarão,
O quanto lutarão, por mais um dia.
Esta janela esteve sempre aberta
fosse a sua paisagem sol ou nuvens.
As coisas estão iguais. O mundo parece
que quase dorme em paz,
esperando a hora certa de acordar.
Mas no fim?
Um silêncio infernal abate-se sobre esta terra.
Deixando os anjos e os demónios
numa luta constante
onde o ser humano nada faz
obstante esperar...E tanto espera pelo quê?
Por tudo aquilo que não mais interessa.
Junto forças para deixar de caminhar sozinho,
Mas no fim, por muito esforço aplicado
fico a respirar este ar sem mais ninguém.
O céu sempre me deu incentivo.
Tentei sempre espalhar o bem, nas formas
naturais da minha alma, nas minhas acções,
E o bem chegaria...
A passividade e a hipocrisia vão envenenando
os passos da maioria das almas,
A umas chega mais depressa
a outras com mais calma...Porque tanto esperam?
E a falta de fome
que a todos nos consome
sem tréguas, sem chama acesa que se eleve!
Estou apenas curioso...
Onde está guardada a chave desta porta?
E se soubéssemos que por detrás desta porta
está um céu à nossa espera?
Haveria então coragem e vontade para a abrir?
Ou continuaríamos nalgum género de trevas?
A minha aura está meio morta
meio viva; no repouso da árvore da vida.
Receamos o livre arbítrio
como tememos o infinito.
O momento é o agora
o lugar é o céu
que se rende mesmo aqui,
é a hora de abrir a caixa de Pandora,
é a hora de não me ir embora,
é hora de voltar a descer o véu...
Tenho de ser o que já fui, e viver o que vivi.
Pela esperança de voltar a abrir esta porta.
Mas não sei o quanto tentarão,
O quanto lutarão, por mais um dia.
Esta janela esteve sempre aberta
fosse a sua paisagem sol ou nuvens.
As coisas estão iguais. O mundo parece
que quase dorme em paz,
esperando a hora certa de acordar.
Mas no fim?
Um silêncio infernal abate-se sobre esta terra.
Deixando os anjos e os demónios
numa luta constante
onde o ser humano nada faz
obstante esperar...E tanto espera pelo quê?
Por tudo aquilo que não mais interessa.
Junto forças para deixar de caminhar sozinho,
Mas no fim, por muito esforço aplicado
fico a respirar este ar sem mais ninguém.
O céu sempre me deu incentivo.
Tentei sempre espalhar o bem, nas formas
naturais da minha alma, nas minhas acções,
E o bem chegaria...
A passividade e a hipocrisia vão envenenando
os passos da maioria das almas,
A umas chega mais depressa
a outras com mais calma...Porque tanto esperam?
E a falta de fome
que a todos nos consome
sem tréguas, sem chama acesa que se eleve!
Estou apenas curioso...
Onde está guardada a chave desta porta?
E se soubéssemos que por detrás desta porta
está um céu à nossa espera?
Haveria então coragem e vontade para a abrir?
Ou continuaríamos nalgum género de trevas?
A minha aura está meio morta
meio viva; no repouso da árvore da vida.
Receamos o livre arbítrio
como tememos o infinito.
O momento é o agora
o lugar é o céu
que se rende mesmo aqui,
é a hora de abrir a caixa de Pandora,
é a hora de não me ir embora,
é hora de voltar a descer o véu...
Tenho de ser o que já fui, e viver o que vivi.
Pela esperança de voltar a abrir esta porta.
domingo, 14 de novembro de 2010
O retrocesso do universo
A violenta paz que me ignora todos os dias,
São falsas nostalgias, fracas sabedorias,
É a beleza em actos de violência
é toda a total demência
São todas as agonias.
É o negar da existência
é a morte da essência.
É um apogeu sem euforia...
São seres humanos com uma vontade vã,
Se me esquecer de fazer hoje
o importante é não me esquecer de fazer amanhã.
Deveriam ser grandiosos os cantos
aliviados pelas bocas dos anjos
para apaziguar todos os nossos prantos.
Era um sonho. Não deixes o mal entrar no meu coração,
Vai-te à luta, força forte de furacão,
Quem luta parece que não vive em vão.
É o retrocesso do universo
numa escrita resumida em verso,
Toda a não-história tem um preço
e tudo o que ainda tento pedir
e que ainda peço
é : tenta conseguir.
São falsas nostalgias, fracas sabedorias,
É a beleza em actos de violência
é toda a total demência
São todas as agonias.
É o negar da existência
é a morte da essência.
É um apogeu sem euforia...
São seres humanos com uma vontade vã,
Se me esquecer de fazer hoje
o importante é não me esquecer de fazer amanhã.
Deveriam ser grandiosos os cantos
aliviados pelas bocas dos anjos
para apaziguar todos os nossos prantos.
Era um sonho. Não deixes o mal entrar no meu coração,
Vai-te à luta, força forte de furacão,
Quem luta parece que não vive em vão.
É o retrocesso do universo
numa escrita resumida em verso,
Toda a não-história tem um preço
e tudo o que ainda tento pedir
e que ainda peço
é : tenta conseguir.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Demasiado novo, demasiado tarde
Something always brings me back to you...
Sete,
contados em várias velocidades,
em vários locais,
onde o abismo e a união se encontraram
mais do que o uma vez;
É um dado adquirido respeitar o tempo a passar...
Espero não ter chegado demasiado tarde.
Rostos vagos, amigos, irmãos de sangue,
a outra peça que se encaixa em nós
fazendo com que tudo faça sentido...
Espero não ter chegado demasiado tarde.
Corri, tentei, mas não tentei nem corri o suficiente.
E tento agora, novamente, correr e tentar.
Nunca deveria ter parado. Agora sinto esse peso,
mas talvez tudo aconteça por uma razão.
Ou talvez não. Interessa-me? Já não.
Quero o que quero, e só por isso devo lutar.
Existem coisas que separadas nem sequer fazem sentido,
e mesmo que possam fazer, não é a mesma coisa,
nunca estaremos a falar do mesmo.
Cabe-me agora, não ir demasiado tarde.
É ténue a linha que separa os opostos...
Todos os opostos. Mas é essa mesma linha que tento
agora, espero que não demasiado tarde, absorver,
destruir, ...
É altura de me iluminar a mim
e de conseguir aquilo que mais desejo,
a razão de viver feliz.
A razão de valer muito mais a pena viver.
E é hora de não ser demasiado tarde,
ou tudo
talvez ainda mais para sempre
tenha perdido
o sentido.
As esperas já foram mais longas,
é hora de fazer com que as peças
se voltem a encaixar.
Something always brings me back to you...
Sete,
contados em várias velocidades,
em vários locais,
onde o abismo e a união se encontraram
mais do que o uma vez;
É um dado adquirido respeitar o tempo a passar...
Espero não ter chegado demasiado tarde.
Rostos vagos, amigos, irmãos de sangue,
a outra peça que se encaixa em nós
fazendo com que tudo faça sentido...
Espero não ter chegado demasiado tarde.
Corri, tentei, mas não tentei nem corri o suficiente.
E tento agora, novamente, correr e tentar.
Nunca deveria ter parado. Agora sinto esse peso,
mas talvez tudo aconteça por uma razão.
Ou talvez não. Interessa-me? Já não.
Quero o que quero, e só por isso devo lutar.
Existem coisas que separadas nem sequer fazem sentido,
e mesmo que possam fazer, não é a mesma coisa,
nunca estaremos a falar do mesmo.
Cabe-me agora, não ir demasiado tarde.
É ténue a linha que separa os opostos...
Todos os opostos. Mas é essa mesma linha que tento
agora, espero que não demasiado tarde, absorver,
destruir, ...
É altura de me iluminar a mim
e de conseguir aquilo que mais desejo,
a razão de viver feliz.
A razão de valer muito mais a pena viver.
E é hora de não ser demasiado tarde,
ou tudo
talvez ainda mais para sempre
tenha perdido
o sentido.
As esperas já foram mais longas,
é hora de fazer com que as peças
se voltem a encaixar.
Something always brings me back to you...
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Carta para "Jimmy"
Querido amigo,
Está na hora de voltar para casa. Quero, tal como tu, voltar a encontrar a face da estabilidade, mas não a quero voltar a perder de vista. Quero voltar para casa. Quero uma nova oportunidade de descobrir como fazer a diferença, quero voltar a sentir-me eu, o eu que me preenchia, o eu que eu gostava de ser. Escrevo-te esta carta por várias razões...Em primeiro lugar posso precisar da tua ajuda para voltar para casa. O caminho é difícil mas não é impossível, e talvez precise de alguém que me guie, pelo menos inicialmente. Estou cansado, um pouco impaciente, pedia-te então, que me guiasses o mais gentilmente possível. Pedia-te também, que fosses tornando a minha casa o mais acolhedora possível, para a minha chegada, que limpasses todos os detalhes, que a tornes como outrora espelho de alegria, conforto, e salubre. Todos os dias, desde há já algum tempo, sonho com este dia, o dia de regressar a casa. Pensar no sentimento que já senti, na sensação de estar completo, capaz de vencer todos os obstáculos, faz-me sorrir enquanto caminho para casa. Mas como sempre, a meta não é o desafio, o desafio está no caminhar, está no caminho. E está, como na maioria as pessoas não entendem, na: vontade de o caminhar.
Por isso meu caro amigo, vem em meu auxílio. Não sou de pedir favores a ninguém, apesar de estar sempre disponível para ajudar os outros. E está na hora de voltar para casa. Já tentei iluminar, salvar abismos de receberem mais um corpo, já amei e tentei amar, mas também já destruí. Dizemos sempre a quem está à nossa volta que somos diferentes dos outros...mas é mentira. Somos iguais aos outros, mas de forma diferente. Compreendes? Todos somos substituíveis, porque as almas são quase infinitas, e o ser humano, para o mal como para o bem, enquanto conseguir surpreender, tem uma chance de fazer a diferença. Mas descobri que não. Existe uma excepção, ou mais do que uma. Sabia que substituir alguém de família, alguém muito próximo e amado é impossível. Mas nunca acreditei sentir isto com alguém sem ser de sangue. Portanto meu amigo, aconteceu algo que raramente acontece: tive de engolir as minhas próprias palavras e arranjar uma solução para este problema. Por isso te escrevo esta carta.
Estou quase farto destas sombras, agradecia que caminhasses na minha direcção com essa luz bem alta, para que eu pudesse ver, e guiar-me para casa.
Obrigado, e até,
Diogo GTH
8 de Novembro de 2010
Está na hora de voltar para casa. Quero, tal como tu, voltar a encontrar a face da estabilidade, mas não a quero voltar a perder de vista. Quero voltar para casa. Quero uma nova oportunidade de descobrir como fazer a diferença, quero voltar a sentir-me eu, o eu que me preenchia, o eu que eu gostava de ser. Escrevo-te esta carta por várias razões...Em primeiro lugar posso precisar da tua ajuda para voltar para casa. O caminho é difícil mas não é impossível, e talvez precise de alguém que me guie, pelo menos inicialmente. Estou cansado, um pouco impaciente, pedia-te então, que me guiasses o mais gentilmente possível. Pedia-te também, que fosses tornando a minha casa o mais acolhedora possível, para a minha chegada, que limpasses todos os detalhes, que a tornes como outrora espelho de alegria, conforto, e salubre. Todos os dias, desde há já algum tempo, sonho com este dia, o dia de regressar a casa. Pensar no sentimento que já senti, na sensação de estar completo, capaz de vencer todos os obstáculos, faz-me sorrir enquanto caminho para casa. Mas como sempre, a meta não é o desafio, o desafio está no caminhar, está no caminho. E está, como na maioria as pessoas não entendem, na: vontade de o caminhar.
Por isso meu caro amigo, vem em meu auxílio. Não sou de pedir favores a ninguém, apesar de estar sempre disponível para ajudar os outros. E está na hora de voltar para casa. Já tentei iluminar, salvar abismos de receberem mais um corpo, já amei e tentei amar, mas também já destruí. Dizemos sempre a quem está à nossa volta que somos diferentes dos outros...mas é mentira. Somos iguais aos outros, mas de forma diferente. Compreendes? Todos somos substituíveis, porque as almas são quase infinitas, e o ser humano, para o mal como para o bem, enquanto conseguir surpreender, tem uma chance de fazer a diferença. Mas descobri que não. Existe uma excepção, ou mais do que uma. Sabia que substituir alguém de família, alguém muito próximo e amado é impossível. Mas nunca acreditei sentir isto com alguém sem ser de sangue. Portanto meu amigo, aconteceu algo que raramente acontece: tive de engolir as minhas próprias palavras e arranjar uma solução para este problema. Por isso te escrevo esta carta.
Estou quase farto destas sombras, agradecia que caminhasses na minha direcção com essa luz bem alta, para que eu pudesse ver, e guiar-me para casa.
Obrigado, e até,
Diogo GTH
8 de Novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Devastação - Desejo de iluminação

Como a chama da vela que vai queimando e tremendo
nessa casa silenciosa, quase abandonada,
distorcendo toda a sua realidade envolvente;
a mesma chama que escasseia
e que faz tudo menos arder,
e que por muito forte que seja não a deixam queimar.
Adoro a forma como mentes.
Não me mentes só, mentes a quem te estende
a mão, a quem te recebe no peito,
Quando olhamos para trás tudo não passa
de um momento perfeito que sofreu
o efeito da humanidade.
Como me dói ser um ser humano
em constante mutação, sem conseguir sentir
o carinho que me permite estancar
esta distracção contínua.
E mentes-te. Não diria todos os dias...
Acabas por sofrer por erros que outros cometeram em ti
por erros que cometeste, erros pequenos outros maiores
que te deixaram assim: a sufocar.
Um dia não aguentas mais,
tens de respirar, receber o ar que faltou por tempo
a mais,
e nesse dia oxalá estejas na presença de ar,
pois vais devorar o que te envolve,
ou devorar substâncias tóxicas
ou devorar água.
Talvez, depois de tanta vida,
a verdade seja apenas dolorosa,
sem grandes justificações racionais,
gostamos de sofrer, a dor fica-nos tão bem,
é como se fosse a nossa pele...
Em tempos é como se fosse uma corpo estranho
agora já faz parte de nós.
Gosto da forma como dói. A forma sublime como corrói.
Quem me dera conseguir mentir-te.
Nada mais interessa. É engano. Tudo interessa.
Está na hora de te levantares, de dar tudo o que tens a dar
encontrar forças onde pensavas que elas não existiam.
O que ainda guardo de ser humano
é esse fogo do amor que queima a mente
que queima os músculos
que nos faz andar, correr, voar
atrás daquilo que mais queremos.
Pode não existir próxima vez...
Mas existe o agora
e o agora vale muito mais que teorias
mentiras, promessas, arremessos.
O agora tem um valor incalculável,
e é no agora que tudo acontece.
Agarra-me.
E não te mintas.
Está tudo tão próximo
não interessa o quão longínquo.
Não minto, nunca menti,
prefiro ferir com a verdade
do que iludir com a mentira,
mas isto não basta, eu sei disso.
A verdade às vezes parece que fere, mas lá no fundo
dessa carne humana, onde bate o coração,
choramos, choramos o tempo suficiente para nos apercebemos
que cometemos um erro grave, que alterámos o rumo da nossa vida,
e tudo fica mais escuro...
E é para isso que trago esta vela, que treme, que geme silêncio,
mas enquanto a segurar na mão tudo tem futuro
nada está morto, para sempre.
Alguma vez já amaste alguém
que te faz temer perde-la? Mesmo quando
está abraçada a ti, num momento único?
Já lutaste por alguém que valesse a pena?
Dizem-me que falar é simples...agir é complicado.
Para mim
ambas são simples
como são complicadas.
É
tudo
uma
questão
de vontade...
Pois tudo o que às vezes parece inalcançável
e longínquo
é o realmente, dentro de nós
na possibilidade da verdade
é aquilo que sempre
esteve mais próximo.
Chega de criar barreiras que não existem
só para nos dar a ilusão que tudo
é real e sentido e impossível.
Algumas coisas mudam, muito ou pouco, mas mudam.
Outras? Nunca mudarão.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O mundo onde nasci (as vossas palavras)
As vossas palavras não as mesmas que as minhas.
É com gravidade que compreendo agora
que as peças não encaixarão...
Não encontro soluções, nem no silêncio,
esse amável silêncio que já amei,
nem no barulho, amável barulho que já amei.
Poderá existir um meio termo?
Não existe nada. Este mundo não tem nada para oferecer.
Tudo não passa de palavras ocas que oscilam ao vento,
tudo não passa de gestos inexistentes, com ou sem vontade
de os colocar em movimento...
Tudo já foi luz, tudo agora é silêncio.
Nada. Tudo resume-se a nada. Nada é a palavra.
Nada é a não acção. Nada é o estado de alma,
nada é o nada que a todos preenche.
Vazio.
Um enorme vazio.
Um enorme vazio preenchido de nada.
Filantropia...de resto é tudo aquilo que ainda posso
dar a este mundo.
Tudo o que ainda posso fazer que não dê em nada,
que não se torne nada, que não morra como nada...
É tudo o que vos posso dar.
Já não posso dar brilho de estrelas,
já não posso dar a chuva que alimenta o solo,
nem tão pouco o sol que vos aquece.
Do meu prisma espiral já não sou mais Mãe Natureza;
já não sou forte certeza,
já não sou ninguém...
Valem as minhas acções de louco,
as minhas pequenas acções de louco
contra as vossas palavras
contra as vossas acções
(ou a ausência delas...).
As vossas palavras não me significam nada,
não me interessa o ornamento
o suposto poder,
não me interessa nada.
Este mundo onde eu nasci
é perigoso, e são muitas as entrelinhas,
são muitas as areias movediças,
são muitas as palavras sem sentido,
sem objectivo.
Filantropia...a única semente
que tento cultivar nesta selva de betão,
nestas mentalidades de betão armado.
Quando penso que encontrei
aquilo que sei fazer melhor que a maioria
com a alegria de quem faz o seu melhor
acordo!,
E as trevas da realidade
das razões mais verdadeiras
às mais criadas
abraçam-me.
Talvez seja um cobarde. Mas não sou um cobarde sozinho.
E as vossas palavras
(que serão depois dissecadas com todo o rigor)
fazem crescer este monstro.
Dois pontos finais,
parágrafo.
É com gravidade que compreendo agora
que as peças não encaixarão...
Não encontro soluções, nem no silêncio,
esse amável silêncio que já amei,
nem no barulho, amável barulho que já amei.
Poderá existir um meio termo?
Não existe nada. Este mundo não tem nada para oferecer.
Tudo não passa de palavras ocas que oscilam ao vento,
tudo não passa de gestos inexistentes, com ou sem vontade
de os colocar em movimento...
Tudo já foi luz, tudo agora é silêncio.
Nada. Tudo resume-se a nada. Nada é a palavra.
Nada é a não acção. Nada é o estado de alma,
nada é o nada que a todos preenche.
Vazio.
Um enorme vazio.
Um enorme vazio preenchido de nada.
Filantropia...de resto é tudo aquilo que ainda posso
dar a este mundo.
Tudo o que ainda posso fazer que não dê em nada,
que não se torne nada, que não morra como nada...
É tudo o que vos posso dar.
Já não posso dar brilho de estrelas,
já não posso dar a chuva que alimenta o solo,
nem tão pouco o sol que vos aquece.
Do meu prisma espiral já não sou mais Mãe Natureza;
já não sou forte certeza,
já não sou ninguém...
Valem as minhas acções de louco,
as minhas pequenas acções de louco
contra as vossas palavras
contra as vossas acções
(ou a ausência delas...).
As vossas palavras não me significam nada,
não me interessa o ornamento
o suposto poder,
não me interessa nada.
Este mundo onde eu nasci
é perigoso, e são muitas as entrelinhas,
são muitas as areias movediças,
são muitas as palavras sem sentido,
sem objectivo.
Filantropia...a única semente
que tento cultivar nesta selva de betão,
nestas mentalidades de betão armado.
Quando penso que encontrei
aquilo que sei fazer melhor que a maioria
com a alegria de quem faz o seu melhor
acordo!,
E as trevas da realidade
das razões mais verdadeiras
às mais criadas
abraçam-me.
Talvez seja um cobarde. Mas não sou um cobarde sozinho.
E as vossas palavras
(que serão depois dissecadas com todo o rigor)
fazem crescer este monstro.
Dois pontos finais,
parágrafo.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
O mundo onde nasci (não por agora)
Preparava-me para escrever sobre...o habitual.
E talvez, por obra divina
algo me reteve em recontar essa escrita oca.
Verdade seja escrita:
ainda bem para quem me lê;
ainda mal para as criaturas que vivem aqui...
Neste momento preciso de dormir e repousar...Afastar-me disto,
desta realidade concretamente triste,
abstractamente corrigível...
Tudo começou com a frase:
de seis em seis segundos morre uma criança vítima de fome.
E depois, mais tarde, talvez para reconciliação do meu sentimento
frustrante, semelhante a tristezas alheias e interiores
li:
Já é demasiado tarde para sermos pessimistas.
(espero amanhã estar apto para explodir escrevendo. Resto de uma boa noite)
E talvez, por obra divina
algo me reteve em recontar essa escrita oca.
Verdade seja escrita:
ainda bem para quem me lê;
ainda mal para as criaturas que vivem aqui...
Neste momento preciso de dormir e repousar...Afastar-me disto,
desta realidade concretamente triste,
abstractamente corrigível...
Tudo começou com a frase:
de seis em seis segundos morre uma criança vítima de fome.
E depois, mais tarde, talvez para reconciliação do meu sentimento
frustrante, semelhante a tristezas alheias e interiores
li:
Já é demasiado tarde para sermos pessimistas.
(espero amanhã estar apto para explodir escrevendo. Resto de uma boa noite)
domingo, 24 de outubro de 2010
Cold and ugly
DESVALORIZAÇÃO
DESTRUIÇÃO E AUTO-DESTRUIÇÃO
AUSÊNCIA DE REALIZAÇÃO, AUSÊNCIA DE RESOLUÇÃO
ALIENAÇÃO DE FACTOS, EXCLUSÃO DE FACTOS
A experiência nasceu morta. E a minha vida secou.
Receio que as palavras da língua portuguesa
não passem de uma centrifugação que nunca chegará
a ser ciclone, tornado, na minha espiral.
Estou pronto para cantar o refrão da morte. Quem quer cantar comigo?
Quem quer descobrir comigo?
(Esse dito renascimento, ou Renascimento)
Se já não sentisse nada
preferia estar morto.
Não foste tremor de terra;
Talvez a força do impacto seja similar ao asteróide que assolou este planeta.
Paz; mudança, evolução.
Encontrei...
Se já não sentisse nada, preferia estar morto!
(You told us how you weren't afraid to die...Talvez eu tenha mentido...
Neste mundo nada é garantido, nada é definitivo...
E viver-se na ilusão é viver-se perdido.)
Olho para trás,
é como se desde que nasci
apenas tenha feito um só pedido.
Não se incomodem a não fazer nada,
ainda para mais se já era esse nada que planeavam fazer.
Nunca encontraram o culpado;
e eu, na minha monstruosidade
na minha frieza,
preferi continuar a sentir
para não morrer tão cedo.
Como comecei?
Pelo início.
Como quero terminar?
Não quero, pois o resto é desperdício.
Não se incomodem...
Para quê?
Por vós?
O meu sorriso é curto, distante e triste.
Ensinaram-me: não lhes dêem nada; mas tirem-lhes tudo!
Como comecei?
Pelo início;
e se algo ficou por terminar, mesmo sem ter fim, nunca ficou terminado.
DESTRUIÇÃO E AUTO-DESTRUIÇÃO
AUSÊNCIA DE REALIZAÇÃO, AUSÊNCIA DE RESOLUÇÃO
ALIENAÇÃO DE FACTOS, EXCLUSÃO DE FACTOS
A experiência nasceu morta. E a minha vida secou.
Receio que as palavras da língua portuguesa
não passem de uma centrifugação que nunca chegará
a ser ciclone, tornado, na minha espiral.
Estou pronto para cantar o refrão da morte. Quem quer cantar comigo?
Quem quer descobrir comigo?
(Esse dito renascimento, ou Renascimento)
Se já não sentisse nada
preferia estar morto.
Não foste tremor de terra;
Talvez a força do impacto seja similar ao asteróide que assolou este planeta.
Paz; mudança, evolução.
Encontrei...
Se já não sentisse nada, preferia estar morto!
(You told us how you weren't afraid to die...Talvez eu tenha mentido...
Neste mundo nada é garantido, nada é definitivo...
E viver-se na ilusão é viver-se perdido.)
Olho para trás,
é como se desde que nasci
apenas tenha feito um só pedido.
Não se incomodem a não fazer nada,
ainda para mais se já era esse nada que planeavam fazer.
Nunca encontraram o culpado;
e eu, na minha monstruosidade
na minha frieza,
preferi continuar a sentir
para não morrer tão cedo.
Como comecei?
Pelo início.
Como quero terminar?
Não quero, pois o resto é desperdício.
Não se incomodem...
Para quê?
Por vós?
O meu sorriso é curto, distante e triste.
Ensinaram-me: não lhes dêem nada; mas tirem-lhes tudo!
Como comecei?
Pelo início;
e se algo ficou por terminar, mesmo sem ter fim, nunca ficou terminado.
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