Por esta poesia que se vai
desfazendo em pequeno bocados
pelas perfeitas espirais
que se acabam por transformar em
defeituosos quadrados...
Rugem os tambores
neste esforço musical
de uma sintonia que representa a Guerra,
A união de todas as guerras
num acontecimento único,
num acontecimento final...Crianças
choram, num ombro de alguém que ao seu
lado não sabe como explicar
todos estes acontecimentos.
Sobra nalguns uma sombra de dúvida
e noutros o medo que viveu escondido,
e no coração de cada animal
de cada ser humano
sente-se um aperto, de que nada está igual
que é tudo isto um acontecimento
que para o bem, que para o mal
é o esmagar da existência.
Treme o corpo, perde-se a voz
e tudo aquilo que por nós
foi construído
será destruído, será ruínas,
É o passado e o presente
num futuro ruído. Em nome do Pai,
em nome do Filho...do Espírito Santo...
Reza-se aos deuses, a deus, e a Deus,
e todos fingem aguentar firme
a certeza que a morte caminha na sua direcção.
São as crianças que choram sem um ombro firme
para as segurar, e todos choram
na verdade medíocre que viveram sem lutar,
Abra-se pois este abismo,
Que se destrua de vez todo este ilusionismo,
É hora de fechar os olhos
e talvez partir.
Receio ter chegado a minha hora.
Com a hora veio o tudo que nunca senti,
o tudo que fraquejou nestes alicerces.
Existem duas estradas
neste caminho único,
Ou seguro a espada, erguendo-a alta, brilhante,
pronta a ser usada,
ou fraquejo o braço deixando-a cair no chão...
Como chegámos a isto?
E porquê?
(Continua)
sábado, 18 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
A lágrima falsa que deus chorou
"Sweeter than heaven and hotter than hell..." (Drumming Song - FATM)
Pela primeira vez na vida não gritei
para terem calma
mesmo quando via diante dos meus olhos
cada um com a sua diferente arma
amarrada às mãos
agarrada ao corpo
perante uma guerra qualquer
ou um abismo.
São opiniões diferentes
que oscilam entre
esse doce céu
ou esse quente inferno...
A realidade fria trespassa-me os sentidos,
como pude ter sido tão humano
em problemas terrenos?
Como me consegui iludir?
Este mundo promete mais do que aquilo que pode dar
ou talvez eu não esteja preparado para me deixar
ir e ser feliz...
Sim, nessa lágrima
encontrei a mulher perfeita para mim
ela é que nunca me encontrou,
pelo fim,
pelo inicio,
pelo fim.
Pela primeira vez na vida não gritei
para terem calma
mesmo quando via diante dos meus olhos
cada um com a sua diferente arma
amarrada às mãos
agarrada ao corpo
perante uma guerra qualquer
ou um abismo.
São opiniões diferentes
que oscilam entre
esse doce céu
ou esse quente inferno...
A realidade fria trespassa-me os sentidos,
como pude ter sido tão humano
em problemas terrenos?
Como me consegui iludir?
Este mundo promete mais do que aquilo que pode dar
ou talvez eu não esteja preparado para me deixar
ir e ser feliz...
Sim, nessa lágrima
encontrei a mulher perfeita para mim
ela é que nunca me encontrou,
pelo fim,
pelo inicio,
pelo fim.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Apagador de sensações
"As I move my feet towards your body I can hear this beat it fills my head up..." (Drumming Song - FATM)
Lateralmente sinto a presença
da dor que nunca matou ninguém;
e o arrependimento que vive escondido
dentro das nossas almas
um dia acende chama gigante
capaz de fazer arder toda a carne humana...
É com este som
que me materializo no subconsciente
de quem julga estar mais perto,
de quem julga estar mais certo,
de todo aquele que é oco
de todo aquele que foi vítima
ou culpado de ter sofrido
um apagar na alma e na mente
não sobrando razão
não sobrando sensação;
Restando apenas algum tipo de esquecimento...
A única distância que existe entre mim
e os outros
é ter a força de segurar alto esse apagador
e de o fazer cair de alta altura.
Não é beleza, não é sorte,
é cicatriz, é queimadura;
é tudo aquilo que se vai escapando
por de entre os vossos dedos
como areia,
como água...
Tentaram segurar?
Tentarão segurar?
Não me parece.
Já vos conheço
e a desilusão apesar de previsível
ainda me consegue surpreender.
Que Deus vos abençoe
porque eu não consigo mais.
E mesmo que quisesse...de que valeria a pena?
E não, a alma nada tem de pequena,
é comum, é igual,
apenas humilde...
apenas com vontade.
Lateralmente sinto a presença
da dor que nunca matou ninguém;
e o arrependimento que vive escondido
dentro das nossas almas
um dia acende chama gigante
capaz de fazer arder toda a carne humana...
É com este som
que me materializo no subconsciente
de quem julga estar mais perto,
de quem julga estar mais certo,
de todo aquele que é oco
de todo aquele que foi vítima
ou culpado de ter sofrido
um apagar na alma e na mente
não sobrando razão
não sobrando sensação;
Restando apenas algum tipo de esquecimento...
A única distância que existe entre mim
e os outros
é ter a força de segurar alto esse apagador
e de o fazer cair de alta altura.
Não é beleza, não é sorte,
é cicatriz, é queimadura;
é tudo aquilo que se vai escapando
por de entre os vossos dedos
como areia,
como água...
Tentaram segurar?
Tentarão segurar?
Não me parece.
Já vos conheço
e a desilusão apesar de previsível
ainda me consegue surpreender.
Que Deus vos abençoe
porque eu não consigo mais.
E mesmo que quisesse...de que valeria a pena?
E não, a alma nada tem de pequena,
é comum, é igual,
apenas humilde...
apenas com vontade.
domingo, 12 de setembro de 2010
O dia que nunca chegará
"...It fills my head up and gets louder and louder..." (Drumming Song - FATM)
Nunca chegará esse dia,
esse dia que nunca tentou chegar.
E hoje cravo uma estaca no tempo
para o fazer parar, um dia a paciência
cansou-se de tanto esperar, um dia
tudo o que não é alma tem de morrer,
deixando atrás de si recordações que serão alimentadas
por quem as guardar, por quem as partilhar,
tudo o resto é fumo, é poeira, é um vazio.
Dentro da minha alma respiro silêncio,
e na minha pele tudo o que resta são reflexos
de um divino que nunca existiu,
tudo não passa de uma mentira sentida em exagero.
Não quero,
O que perdi nunca ninguém me poderá devolver
resta-me agora sentir este tambor que se faz rugir
dentro da minha cabeça...
Respiro-o.
Solto-o e ele solta-me com toda a força no chão.
É o céu e o inferno
na mesma face da moeda...Sinto-me completo,
E a poeira sangrenta que tinha nos lábios
secou.
Existem aqueles que amam o ódio
e os que odeiam o amor,
eu não sou nenhum dos dois;
existem aqueles que amam o amor
e os que odeiam o ódio;
Eu não sou nenhum dos dois...
Quem sou?
Estarei a descoberto?
Estarei por descobrir?
Algures neste mundo deixei a marca da minha existência,
ou talvez tenha sido apenas um sonho
que num tempo demasiado apertado e curto
se tornou num pesadelo.
A revolução íntima é agora,
a progressão espiritual é agora,
é a hora deste tambor tocar mesmo
até depois da sua morte,
é hora de vos ouvir
como nunca ouvi.
É hora de contradizer o mundo
é hora de deixar de ser controlado pela
ironia e hipocrisia alheias, universais,
é hora de transformar este silêncio
no som mais horrendo
é hora de transformar este barulho ímpar
num silêncio deslumbrante...
Dentro da minha alma
resta o silêncio
e com ele resta este tambor que toca
cada vez mais alto.
Nunca chegará esse dia,
esse dia que nunca tentou chegar.
E hoje cravo uma estaca no tempo
para o fazer parar, um dia a paciência
cansou-se de tanto esperar, um dia
tudo o que não é alma tem de morrer,
deixando atrás de si recordações que serão alimentadas
por quem as guardar, por quem as partilhar,
tudo o resto é fumo, é poeira, é um vazio.
Dentro da minha alma respiro silêncio,
e na minha pele tudo o que resta são reflexos
de um divino que nunca existiu,
tudo não passa de uma mentira sentida em exagero.
Não quero,
O que perdi nunca ninguém me poderá devolver
resta-me agora sentir este tambor que se faz rugir
dentro da minha cabeça...
Respiro-o.
Solto-o e ele solta-me com toda a força no chão.
É o céu e o inferno
na mesma face da moeda...Sinto-me completo,
E a poeira sangrenta que tinha nos lábios
secou.
Existem aqueles que amam o ódio
e os que odeiam o amor,
eu não sou nenhum dos dois;
existem aqueles que amam o amor
e os que odeiam o ódio;
Eu não sou nenhum dos dois...
Quem sou?
Estarei a descoberto?
Estarei por descobrir?
Algures neste mundo deixei a marca da minha existência,
ou talvez tenha sido apenas um sonho
que num tempo demasiado apertado e curto
se tornou num pesadelo.
A revolução íntima é agora,
a progressão espiritual é agora,
é a hora deste tambor tocar mesmo
até depois da sua morte,
é hora de vos ouvir
como nunca ouvi.
É hora de contradizer o mundo
é hora de deixar de ser controlado pela
ironia e hipocrisia alheias, universais,
é hora de transformar este silêncio
no som mais horrendo
é hora de transformar este barulho ímpar
num silêncio deslumbrante...
Dentro da minha alma
resta o silêncio
e com ele resta este tambor que toca
cada vez mais alto.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Nunca lhe terei chamado vida utópica
É preciso dizer que de facto nunca lhe chamei vida utópica. E os dias que vão passando fazem-se sentir em mim como prova disso. Dou valor à saúde, aos meus, tanto familiares como amigos verdadeiros, e tento encontrar valor no amor. Por vezes o que sobra no ser humano não passa de uma espécie de sentimento de vazio, arrependimento e frustração. A tristeza ganha asas, e quando damos por ela, já se tornou num ódio, que está sempre lá, como a almofada que recebe os nossos pensamentos antes de adormecer. O que percebi, e aquilo que para já vou acreditando é que a utopia não existe, não neste mundo, não com estas pessoas. No entanto, coloco-me em causa, por não ser arrogante na razão que julgo pertencer-me, por isso, apoio com toda a atenção, com todo o amor, as pessoas que ainda acreditam nessa distante utopia. E agradecer em primeiro lugar, apesar de não ser seu fã, ao grande John Lenon. Pois foi ele que começou...
E claro, agradecer ao meu pequeno "deus", guiador dessas duas pequenas "religões", pela mais recente versão...
Por isso, e ao que parece, são cada vez mais aqueles que conseguem, nas suas cabeças, mesmo com estas pessoas, mesmo com este mundo, acreditar na utopia.
E mesmo estando-me a afastar cada vez mais da sua concretização, aqui estou eu...a ouvir as vossas versões...a tentar voltar ao que era, a ajudar-vos a serem o que são, com uma mão na espada, e outra no coração...
Imaginem...
E claro, agradecer ao meu pequeno "deus", guiador dessas duas pequenas "religões", pela mais recente versão...
Por isso, e ao que parece, são cada vez mais aqueles que conseguem, nas suas cabeças, mesmo com estas pessoas, mesmo com este mundo, acreditar na utopia.
E mesmo estando-me a afastar cada vez mais da sua concretização, aqui estou eu...a ouvir as vossas versões...a tentar voltar ao que era, a ajudar-vos a serem o que são, com uma mão na espada, e outra no coração...
Imaginem...
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Birds of prey

"Trouxeste-me a paz; e eu que vivi toda a minha vida em guerra..."
"Não tens medo de encarar aquele que parece mais forte que tu?! Maior que tu?!
- Não penso assim...e é por isso que nunca serás recordado como eu serei, mesmo daqui a muitos séculos..." (Tróia - Filme)
"Um Homem define-se e prospera apenas por uma só coisa: a coragem..." (G.)
Cinza...Cinzento...
É esta a chuva triste que vai caindo
neste momento,
é este o palco onde o elenco
se esforça por demonstrar emoções
por delirar com a alma e com a vida,
Tudo envolto numa paz celestial
e num valor de cristal inexistente,
por muito que queira não aguento!,
mais,
Nem mais um pouco que seja...
Peço ao vento que me leve para um lugar qualquer
mas ele já não me escuta
mais,
cansou-se de preces sem sentido
de alguém que parece gostar de estar perdido...
Vivo num mundo ao qual ninguém se me rendeu
mas no qual eu acabei rendido,
fraco e poderoso,
num sentimento contraditório
de estar arrependido.
Já senti nesta minha existência
pequenas auroras
que se estendiam como céus
como um futuro seguro
e belo,
onde lutaria cada dia por um dia seguinte melhor,
digno de ser caminhado
explorado, vivido.
A luz desvanece. Tudo à minha volta adoece
numa cinza duradoura.
É uma frescura que tarda em me chegar
e ficar presa a mim por muito tempo
ou para sempre.
É esse lugar onde já estive
que me faz pensar, e não conseguir esquecer,
é esta pequena batalha contra o Homem
e o Divino
e o meu caminho,
é um bater de coração no escuro
onde já existiu iluminação.
É um ritmo supremo, calmo, sereno,
libertador de todos os venenos
capaz de destruir feras e odiosas sensações
no mais extremo sentimento.
É a coragem que dita o passo de cada Homem
e o passo dos Homens que chegaram a esta praia
a este campo...a esta cidade.
A tudo o que me rodeia falta a mesma coragem que
me falta a mim;
que me faltou
e que me faltará se não for alimentada.
Sou o nome de uma oração repetida
vezes sem conta, até
ser
esquecida.
E as aves da oração
voam de asas bem abertas
sobre o telhado da minha existência;
alimentam-se dos meus mais profundos medos
e tentam consumir os meus mais horrendos segredos,
e tentam auxiliar-me;
pedem-me que não me queixe
e que faça por amar-me, para ser fome
que procura a cada dia o seu alimento...
Queria aguentar,
e mesmo não aguentando
os dias passam e eu aguento...
Para onde foram?
Para onde me levaram?
Uma das aves morre com peso de universo
uma distância à minha frente...
Nos seus olhos cor de cinza...cinzento,
desejo o renascimento do poeta morto
pois tudo é enorme
nas cinzas
de
um
sentimento.
sábado, 4 de setembro de 2010
Da "criadora" da Sara Bareilles...
Este ano está a ter poucas coisas boas. Por isso agarro-me bem a cada descoberta. Por isso quero partilhar a minha nova, espero que a saboreiem como eu estou a fazer. Florence And The machine. É uma medicina alternativa, com novas sensações. O que está entre os pulmões?
Cinco estrelas e meia. Aproveitem.
Cinco estrelas e meia. Aproveitem.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Apologia de uma explosão hereditária
Condenados estamos a gatinhar até aprendermos a andar.
E foi mais uma experiência da minha vida
descobrir que por vezes também eu sou capaz
de perceber onde devo parar
para meu bem.
E apesar de toda uma calma serena
que corre por esses prados
onde uma luz matinal corta o verde e o amarelo
que ainda estão frescos da noite
a realidade é bem diferente...
E o belo com que pinto a realidade
consome-se. E vai-se deixando consumir.
Quando dou por mim todos esses prados
toda essa brandura
fica extinta...
E sobra uma procura
sobra uma nostalgia
que apenas é mal preenchida pela vida que devo levar...
Na procura de outras coisas, de outras pessoas...
Na procura desses instantes quase perfeitos
que formam um momento, um momento que queríamos guardar
para muito sempre; para repetir.
Queria explodir, invadir lares e ruas,
chegar aos bosques e florestas
chegar aos desertos
e a cada ilha habitada;
E eu queria, como sempre quis, muito pouco.
Terá Deus algum prazer neste afastar da minha alma
deste mundo?
Terei eu alguma culpa em tudo isto?
Terei eu errado ou deixado errar?
Queria explodir, e aos poucos, sem mais ninguém
se aperceber vou explodindo de facto,
deixando um rasto de pequenos pedaços de loucura
de amor inacabado e de um ódio aperfeiçoado.
Alguns choram a minha explosão...Sabem que a culpa
foi de todos, que ninguém é inocente, que ninguém é perfeito.
Outros seguem a sua vida. Todos somos iguais não é verdade?
O destino cortou-me os braços e as pernas
mas deixou-me uma ferida aberta na cara que nunca sara;
e uma mão, uma mão direita que escreve
e continua a escrever;
e que em uma linha alegre ou mais impressionista
tenta cavar além fronteiras, além possíveis,
onde nunca mais ninguém cavou, até onde mais ninguém cavou.
Talvez seja essa uma função minha
tentar-me sentir o primeiro, o único, o que ousou,
o que conseguiu. Mas todos nós sentimos isso,
mesmo sem querer;
pois faz parte de nós.
Nega-lo é negar a nossa humanidade.
É tudo culpa do primata que quis tentar andar;
é tudo culpa do primata que conseguiu andar,
é tudo culpa da evolução.
Levanto longe este peito de ventania,
onde as asas são leves, quentes, numa beleza
em harmonia; onde o som que corre atrás de nós
é de um rio, de um banco, de uma árvore;
Tudo como se fosse único,
concretamente importante e especial.
Mas o vento levou-te
e não trará mais ninguém;
não por agora, não por aqui,
E todos os dias, nesses momentos em que preciso
de respirar e afastar-me da minha rotina,
desejo que esse vento te traga
ou que volte sozinho
e me leve até ti...
Belos são os pensamentos
dolorosos são os sonhos impossíveis de concretizar:
por tudo, para tudo,
que nos deixam aqui
nesta explosão fria, destruidora,
ruidosa
no centro do nada...
E foi mais uma experiência da minha vida
descobrir que por vezes também eu sou capaz
de perceber onde devo parar
para meu bem.
E apesar de toda uma calma serena
que corre por esses prados
onde uma luz matinal corta o verde e o amarelo
que ainda estão frescos da noite
a realidade é bem diferente...
E o belo com que pinto a realidade
consome-se. E vai-se deixando consumir.
Quando dou por mim todos esses prados
toda essa brandura
fica extinta...
E sobra uma procura
sobra uma nostalgia
que apenas é mal preenchida pela vida que devo levar...
Na procura de outras coisas, de outras pessoas...
Na procura desses instantes quase perfeitos
que formam um momento, um momento que queríamos guardar
para muito sempre; para repetir.
Queria explodir, invadir lares e ruas,
chegar aos bosques e florestas
chegar aos desertos
e a cada ilha habitada;
E eu queria, como sempre quis, muito pouco.
Terá Deus algum prazer neste afastar da minha alma
deste mundo?
Terei eu alguma culpa em tudo isto?
Terei eu errado ou deixado errar?
Queria explodir, e aos poucos, sem mais ninguém
se aperceber vou explodindo de facto,
deixando um rasto de pequenos pedaços de loucura
de amor inacabado e de um ódio aperfeiçoado.
Alguns choram a minha explosão...Sabem que a culpa
foi de todos, que ninguém é inocente, que ninguém é perfeito.
Outros seguem a sua vida. Todos somos iguais não é verdade?
O destino cortou-me os braços e as pernas
mas deixou-me uma ferida aberta na cara que nunca sara;
e uma mão, uma mão direita que escreve
e continua a escrever;
e que em uma linha alegre ou mais impressionista
tenta cavar além fronteiras, além possíveis,
onde nunca mais ninguém cavou, até onde mais ninguém cavou.
Talvez seja essa uma função minha
tentar-me sentir o primeiro, o único, o que ousou,
o que conseguiu. Mas todos nós sentimos isso,
mesmo sem querer;
pois faz parte de nós.
Nega-lo é negar a nossa humanidade.
É tudo culpa do primata que quis tentar andar;
é tudo culpa do primata que conseguiu andar,
é tudo culpa da evolução.
Levanto longe este peito de ventania,
onde as asas são leves, quentes, numa beleza
em harmonia; onde o som que corre atrás de nós
é de um rio, de um banco, de uma árvore;
Tudo como se fosse único,
concretamente importante e especial.
Mas o vento levou-te
e não trará mais ninguém;
não por agora, não por aqui,
E todos os dias, nesses momentos em que preciso
de respirar e afastar-me da minha rotina,
desejo que esse vento te traga
ou que volte sozinho
e me leve até ti...
Belos são os pensamentos
dolorosos são os sonhos impossíveis de concretizar:
por tudo, para tudo,
que nos deixam aqui
nesta explosão fria, destruidora,
ruidosa
no centro do nada...
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Introduction to Cold Silence
Vivemos num mundo de feridas abertas que demoram a sarar. Vivemos num mundo onde o ódio é travado com mais ódio. Onde o amor raramente encontra um ponto de entrada, verdadeiro ao toque, verdadeiro ao sentir, verdadeiro ao viver. Não me custa muito dar o melhor que tenho a quem posso. Mas custa-me ainda menos odiar o que me revolta e ser eu próprio uma nuvem negra num espaço negro, ansiando por mais negridão. Ser humano custa-me ser por tudo o que julgo já ter passado. E pergunto-me todos os dias, consciente que tudo o que passei de mau (pois o bom é apreciado por cada um à sua maneira de forma subjectiva e peculiar) é pouco ou mesmo nada comparado com a maioria deste globo, como conseguem vocês continuar parados, e sentados, e a sofrer?
Precisamos todos de ajuda. Precisamos todos de amor. E tudo o que acabamos por ter é um pouco mais de ódio, de tudo o que nos rodeia. E mesmo quando tudo isto que digo é apenas um sofrimento exagerado a verdade é que com a nossa maneira de ser conseguimos torna-lo verdadeiro.
Estarei a ser esse "fingidor, que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente"? Não acredito na mentira. Nunca acreditei. E não acredito que mentiam. Nem nunca vou acreditar. Por isso não minto gestos, não minto emoções, não minto sentimentos. Vão me perdoar desejar que ninguém me faça o mesmo, nem faça o mesmo a mais ninguém. O problema das pessoas hoje em dia é esforçarem-se a mentir. Mentem-se, mentem aos que os rodeiam. Quando acordam, e acordar é um termo bastante simpático, para este sentimento que preenche enquanto penso na minha vida e escreve isto, olham para trás e sentem um arrepio, sentem um apertar, e reparam, desta vez com olhos de quem olha o mundo atentamente, que erraram, e que se colocaram numa situação pesada de tristeza.
Nunca me ocultei. Apareço quando encontro necessidade e vontade. Caso contrário prefiro que me conquistem, que precisem de mim. E só aí tento fazer aquilo que faço melhor: colorir, colocar alguém num ponto de vista mais elevado. Não importa por quanto tempo, importa-me saber que fiz algo por alguém, e que esse algo importou. E ainda hoje procuro o dia, em que alguém possa viver isso para sempre comigo ou para um quase sempre, e que possa também, sentir-me como já me senti, mas desta vez...Tudo.
Não precisamos de apresentações. Não queremos mentir nem mentimos. De mentiras está o inferno, e o céu cheio...porque na terra é o que mais reina. Não nos lancem areia para os olhos...Não nos lancem falsas luzes.
Acabamos por nos sentir, por nos encontrar nessas tristes linhas da nossa Sara B. :
"All my life I’ve tried to make everybody happy
While I just hurt and hide
Waiting for someone to tell me it’s my turn to decide..."
Dê-se início ao silêncio frio.
Precisamos todos de ajuda. Precisamos todos de amor. E tudo o que acabamos por ter é um pouco mais de ódio, de tudo o que nos rodeia. E mesmo quando tudo isto que digo é apenas um sofrimento exagerado a verdade é que com a nossa maneira de ser conseguimos torna-lo verdadeiro.
Estarei a ser esse "fingidor, que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente"? Não acredito na mentira. Nunca acreditei. E não acredito que mentiam. Nem nunca vou acreditar. Por isso não minto gestos, não minto emoções, não minto sentimentos. Vão me perdoar desejar que ninguém me faça o mesmo, nem faça o mesmo a mais ninguém. O problema das pessoas hoje em dia é esforçarem-se a mentir. Mentem-se, mentem aos que os rodeiam. Quando acordam, e acordar é um termo bastante simpático, para este sentimento que preenche enquanto penso na minha vida e escreve isto, olham para trás e sentem um arrepio, sentem um apertar, e reparam, desta vez com olhos de quem olha o mundo atentamente, que erraram, e que se colocaram numa situação pesada de tristeza.
Nunca me ocultei. Apareço quando encontro necessidade e vontade. Caso contrário prefiro que me conquistem, que precisem de mim. E só aí tento fazer aquilo que faço melhor: colorir, colocar alguém num ponto de vista mais elevado. Não importa por quanto tempo, importa-me saber que fiz algo por alguém, e que esse algo importou. E ainda hoje procuro o dia, em que alguém possa viver isso para sempre comigo ou para um quase sempre, e que possa também, sentir-me como já me senti, mas desta vez...Tudo.
Não precisamos de apresentações. Não queremos mentir nem mentimos. De mentiras está o inferno, e o céu cheio...porque na terra é o que mais reina. Não nos lancem areia para os olhos...Não nos lancem falsas luzes.
Acabamos por nos sentir, por nos encontrar nessas tristes linhas da nossa Sara B. :
"All my life I’ve tried to make everybody happy
While I just hurt and hide
Waiting for someone to tell me it’s my turn to decide..."
Dê-se início ao silêncio frio.
Queres casar comigo?
Esta mulher tem estado "on fire". Cinco estrelas. Veio para conquistar um mundo, à sua peculiar maneira, de forma eficaz e bela.
Para quem gosta, de certo gostará de saber que 7 de Setembro de 2010 chega o seu novo CD. E que em 2011 virá à Europa (esperemos que na tour europeia esteja contemplado esse país à beira mar plantado).
É curioso como me fez dar outro significado à expressão "Let go". Espero que gostem.
E este cover, está no mimino excelente, na minha opinião, muito melhor que a música original.
Precisamos de magia?
Para quem gosta, de certo gostará de saber que 7 de Setembro de 2010 chega o seu novo CD. E que em 2011 virá à Europa (esperemos que na tour europeia esteja contemplado esse país à beira mar plantado).
É curioso como me fez dar outro significado à expressão "Let go". Espero que gostem.
E este cover, está no mimino excelente, na minha opinião, muito melhor que a música original.
Precisamos de magia?
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
An imperfect circle - Toda a verdade
(Aviso: Este texto pode contar verdades capazes de ferir a sensibilidade racional e emocional dos humanos. A sua leitura pressupõe a criação de um sentimento de auto revolta, de auto compreensão. Pressupõe-se ainda que todo aquele que frequenta a hipocrisia observe de longe este texto, sem sequer se aproximar.)
É sem qualquer cinismo que reconheço
em mim vontade de me afastar de
qualquer abismo para me entregar
somente a uma espiral; sem pensamentos
que me colocam no chão, sem sentimentos
que me fazem perder a paixão de ser.
Tenho sempre uma sombra atrás de mim;
umas vezes assombra cada passo
outras é sombra tímida que me finge admirar.
Eu não queria ser mais ninguém
mas tal como todos os que vivem neste
mundo, acabarei por ter de ser.
Queria encontrar o centro morno e acolhedor
para passar o resto dos meus dias;
Sem medo, sem grandes revoluções que tramam
a alegria e o tempo, apenas um centro acolhedor
que me desse todo o conforto a que penso ter direito..
E é tudo isto que também vós procurais.
Seremos assim tão diferentes?
A cada experiência que tenho saio muito mais forte
mais apreendido, mais solto, e consciente que os erros
os erros que cometo uma só vez não terão perdão
se outra vez cometidos. E mesmo querendo caminhar
até esse círculo perfeito que talvez nunca tenha merecido
até esse círculo perfeito que nunca consegui agarrar
a verdade é que eu não passo de um círculo muito imperfeito;
um círculo sem perfeição, imenso em arestas,
imenso em suspensa razão. São erros como estes
que me fazem ir moldando,
e acabo por tentar. Tento sempre, umas vezes em vão
outras vezes com sucesso.
Mas aprendo mesmo. E tento por tudo agarrar.
E luto, mas luto mesmo, odeio palavras soltas
que apenas servem para enfeitar. Gosto da verdade,
mesmo da mais dolorosa.
É irónico o ser humano não cometer erros novos;
gosta de cometer sempre os mesmos,
e aos poucos é como se fosse morrendo de cansaço.
Sou aquilo que sou; sou um pouco daquilo que digo,
mas sou essencialmente o que faço. E fui, fui vezes sem conta,
e voltei. Afinal o que posso querer mais? Tudo aquilo
que não posso ter.
Esta vida é uma experiência, experiência que só
é aprendida em cada luta lutada, em cada rotina suportada,
Em cada dia vivido ao sabor do mundo e da alma.
Sinto-me cansado de escrever.
Vêem a desgraça alheia e com ela têm prazer;
faz-vos sentir vivos, faz-vos querer viver;
e eu não fujo muito às vossas essências.
Pois a sombra volta sempre
volta sempre para me preencher e largar.
Pois como vocês não passo de mais um mentiroso,
mais um fictício reconhecimento de desperdício.
E quando penso estar a evoluir numa espiral
afastando-me de tudo o que menos importa
para agarrar o que de facto é importante
sofro na pele uma verdade triste,
uma verdade que todos vós partilham......:
Sabe-me muito bem sentir-me mal.
Criaturas tristes.
É sem qualquer cinismo que reconheço
em mim vontade de me afastar de
qualquer abismo para me entregar
somente a uma espiral; sem pensamentos
que me colocam no chão, sem sentimentos
que me fazem perder a paixão de ser.
Tenho sempre uma sombra atrás de mim;
umas vezes assombra cada passo
outras é sombra tímida que me finge admirar.
Eu não queria ser mais ninguém
mas tal como todos os que vivem neste
mundo, acabarei por ter de ser.
Queria encontrar o centro morno e acolhedor
para passar o resto dos meus dias;
Sem medo, sem grandes revoluções que tramam
a alegria e o tempo, apenas um centro acolhedor
que me desse todo o conforto a que penso ter direito..
E é tudo isto que também vós procurais.
Seremos assim tão diferentes?
A cada experiência que tenho saio muito mais forte
mais apreendido, mais solto, e consciente que os erros
os erros que cometo uma só vez não terão perdão
se outra vez cometidos. E mesmo querendo caminhar
até esse círculo perfeito que talvez nunca tenha merecido
até esse círculo perfeito que nunca consegui agarrar
a verdade é que eu não passo de um círculo muito imperfeito;
um círculo sem perfeição, imenso em arestas,
imenso em suspensa razão. São erros como estes
que me fazem ir moldando,
e acabo por tentar. Tento sempre, umas vezes em vão
outras vezes com sucesso.
Mas aprendo mesmo. E tento por tudo agarrar.
E luto, mas luto mesmo, odeio palavras soltas
que apenas servem para enfeitar. Gosto da verdade,
mesmo da mais dolorosa.
É irónico o ser humano não cometer erros novos;
gosta de cometer sempre os mesmos,
e aos poucos é como se fosse morrendo de cansaço.
Sou aquilo que sou; sou um pouco daquilo que digo,
mas sou essencialmente o que faço. E fui, fui vezes sem conta,
e voltei. Afinal o que posso querer mais? Tudo aquilo
que não posso ter.
Esta vida é uma experiência, experiência que só
é aprendida em cada luta lutada, em cada rotina suportada,
Em cada dia vivido ao sabor do mundo e da alma.
Sinto-me cansado de escrever.
Vêem a desgraça alheia e com ela têm prazer;
faz-vos sentir vivos, faz-vos querer viver;
e eu não fujo muito às vossas essências.
Pois a sombra volta sempre
volta sempre para me preencher e largar.
Pois como vocês não passo de mais um mentiroso,
mais um fictício reconhecimento de desperdício.
E quando penso estar a evoluir numa espiral
afastando-me de tudo o que menos importa
para agarrar o que de facto é importante
sofro na pele uma verdade triste,
uma verdade que todos vós partilham......:
Sabe-me muito bem sentir-me mal.
Criaturas tristes.
domingo, 29 de agosto de 2010
No mercy
Possivelmente passei tempo de mais sem dizer nada. Que desperdício. Neste vai vem da minha rotina, devo encontrar de novo uma razão digna de escrever. Abraça-la e dar-lhe o valor de ser uma nova identidade. Nós deveríamos ter vários cartões de identidade, porque nós mudamos, nós: somos vários. E esses vários nem sempre têm como essência algo de diferente. Este texto tem estado a ser escrito há dias mas só hoje o estou a conseguir acabar. Passaram-se tantos mas tantos dias desde o meu último texto. Quando o ser humano têm problemas emocionais ou do fórum da razão vai ao psicólogo ou psiquiatra, e um monstro que escreve? Não me faltam propriamente ideias, falta é paciência para as escrever, para as articular. Quero voltar depressa a este activo, e quero fazê-lo da mesma forma de sempre: tentar voltar melhor.
Diriam que neste mundo nada é palavra
Dita ou escrita nem tão pouco sentida;
E que o gesto é a honestidade da palavra sentida.
E outros dirão outras coisas.
E sinto-me quase bem, capaz de voar
e abraçar vários pequenos mundos
e de tentar criar novos desafios.
Talvez desafios não seja a palavra certa.
Descobri que não erro nunca na palavra escolhida
tão pouco nos meus gestos
e o meu primeiro próximo desafio
é descobrir o meu próprio erro.
Sinto-me feliz desta forma?
Mais não poderia estar,
porque chegou o meu momento,
de me mostrar, de me revelar, e de ser
escolhido.
Erro muito nesta minha vida
mas nunca erros já cometidos.
E o meu único erro que se prolonga
é dessa pequena irresponsabilidade de me deixar
levar pelo tempo do conhecimento, que deveria ser mais
curto e mais bem aproveitado. Tudo o resto
faço bem.
(O que me fez sorrir foi ouvir o Stinkfist de uma forma que nunca tinha sentido: não estou neste mundo para escavar alguém, estou também para escavar o próprio mundo e tudo o que vem com ele. Seja o bom, seja o mau, seja o melhor. E agora, com ajuda da minha irmã venha de la esse Cold Silence.)
Diriam que neste mundo nada é palavra
Dita ou escrita nem tão pouco sentida;
E que o gesto é a honestidade da palavra sentida.
E outros dirão outras coisas.
E sinto-me quase bem, capaz de voar
e abraçar vários pequenos mundos
e de tentar criar novos desafios.
Talvez desafios não seja a palavra certa.
Descobri que não erro nunca na palavra escolhida
tão pouco nos meus gestos
e o meu primeiro próximo desafio
é descobrir o meu próprio erro.
Sinto-me feliz desta forma?
Mais não poderia estar,
porque chegou o meu momento,
de me mostrar, de me revelar, e de ser
escolhido.
Erro muito nesta minha vida
mas nunca erros já cometidos.
E o meu único erro que se prolonga
é dessa pequena irresponsabilidade de me deixar
levar pelo tempo do conhecimento, que deveria ser mais
curto e mais bem aproveitado. Tudo o resto
faço bem.
(O que me fez sorrir foi ouvir o Stinkfist de uma forma que nunca tinha sentido: não estou neste mundo para escavar alguém, estou também para escavar o próprio mundo e tudo o que vem com ele. Seja o bom, seja o mau, seja o melhor. E agora, com ajuda da minha irmã venha de la esse Cold Silence.)
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