Estás sentada no teu alpendre, na tua casa de praia.
Olympia nunca desististe desse teu sonho, que
carregaste desde criança, construir uma casa bela,
Na praia, junto ao mar, junto ao teu precioso mar.
Hoje, deitada nessa rede de baloiçar, sentes a brisa
desse teu mar. Tão teu.
Recebes a brisa de braços abertos, de olhos fechados,
Coração aberto.
Os teus filhos descansam no teu colo...felizes,
sossegados como o mar (nalguns dos seus dias mais calmos).
A tua outra parte, apanha conchas para ti.
Tu recebe-las sempre alegre, porque todos os dias
têm uma forma e uma mistura de cores diferente.
Olympia, és a primeira pessoa que conheço que tem tudo
para ser feliz e que de facto o é.
Não desperdiças momentos. És autêntica.
Estás sentada no teu alpendre, na tua casa de praia.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Mer de noms 4º : Rose
Tento preservar cada pétala tua.
Sinto essa necessidade, como se protegesse parte
deste mundo.
Não é obsessão. É saber que vale a pena.
Neste mundo, mais do que em outro qualquer,
Devemos dar o valor correcto a cada pessoa.
E tu mereces. Tento dar o meu melhor,
E mesmo assim sinto que é pouco.
És parte de mim, fui teu fardo, tua obra,
Serei tua lembrança neste mundo quando partires.
Eu e outros. Fizeste tudo o que pudeste,
E fizeste-o melhor do que ninguém.
Amo-te, respeito-te e ouço-te.
Fazes-me falta. E o mundo devia aprender muito contigo.
(A verdade será sempre tua aliada.
E a razão está sempre do teu lado...)
Sinto essa necessidade, como se protegesse parte
deste mundo.
Não é obsessão. É saber que vale a pena.
Neste mundo, mais do que em outro qualquer,
Devemos dar o valor correcto a cada pessoa.
E tu mereces. Tento dar o meu melhor,
E mesmo assim sinto que é pouco.
És parte de mim, fui teu fardo, tua obra,
Serei tua lembrança neste mundo quando partires.
Eu e outros. Fizeste tudo o que pudeste,
E fizeste-o melhor do que ninguém.
Amo-te, respeito-te e ouço-te.
Fazes-me falta. E o mundo devia aprender muito contigo.
(A verdade será sempre tua aliada.
E a razão está sempre do teu lado...)
domingo, 4 de outubro de 2009
Mer de noms 3º : Mary Jane
Nunca falhei para sentir dor...
Por isso mesmo, talvez nunca tenha falhado.
Apagada a luz, sobra o negro como cor,
E queima-se a nostalgia e os sonhos de quem
sonhou acordado...
Se tivesse um tumor dava-lhe o teu nome,
Se inventasse uma sensação dava-lhe o teu nome.
Agora de olhos (bem!) abertos, livre de ser
hipócrita, posso caminhar em paz.
Recordo sim...é claro que recordo,
Ninguém consegue apagar tanto de uma só vez,
Mas continuo em frente.
Mary Jane...as palavras não bastam,
nem as não-acções,
Mary Jane digo-te adeus desta vez
e desta vez para sempre.
Porque não me dói pensar...
E digo adeus, com um tom indiferente.
Por isso mesmo, talvez nunca tenha falhado.
Apagada a luz, sobra o negro como cor,
E queima-se a nostalgia e os sonhos de quem
sonhou acordado...
Se tivesse um tumor dava-lhe o teu nome,
Se inventasse uma sensação dava-lhe o teu nome.
Agora de olhos (bem!) abertos, livre de ser
hipócrita, posso caminhar em paz.
Recordo sim...é claro que recordo,
Ninguém consegue apagar tanto de uma só vez,
Mas continuo em frente.
Mary Jane...as palavras não bastam,
nem as não-acções,
Mary Jane digo-te adeus desta vez
e desta vez para sempre.
Porque não me dói pensar...
E digo adeus, com um tom indiferente.
sábado, 3 de outubro de 2009
Mer de noms 2º : Christina
Para os sensatos sou ilusão,
Pequena lágrima derivada do esforço
de tentar sentir a sensação.
Sou apenas...confusão, defeito, destruição.
No deserto sou o único rio,
A luz que vem no caminho mais sombrio...sou apenas.
Christina vêm-me buscar, leva-me para longe,
Onde não existe perfeição, onde não existe amor,
Onde apenas existo eu e aquilo que eu quero.
Mas não tentes...faz e consegue...
Porque se tentares morre agora mesmo.
Porque tentar sem fazer é algo que não tolero.
Pobre Christina, cuja missão no mundo
é guiar todo aquele de coração cego.
Mas eu, a ti me entrego.
Pequena lágrima derivada do esforço
de tentar sentir a sensação.
Sou apenas...confusão, defeito, destruição.
No deserto sou o único rio,
A luz que vem no caminho mais sombrio...sou apenas.
Christina vêm-me buscar, leva-me para longe,
Onde não existe perfeição, onde não existe amor,
Onde apenas existo eu e aquilo que eu quero.
Mas não tentes...faz e consegue...
Porque se tentares morre agora mesmo.
Porque tentar sem fazer é algo que não tolero.
Pobre Christina, cuja missão no mundo
é guiar todo aquele de coração cego.
Mas eu, a ti me entrego.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Mer de noms 1º : Elizabeth
Foi criado o vento, que deu força a esta maré
que sobe suavemente a areia, em direção aos
meus pés. Todos os sinais estão no céu,
nos animais e nas consquências.
Seria um gesto maravilhoso descobrir-me,
Abrir portas diferentes.
Não me cabe a mim amar mais longe, ver mais perto.
Dependo dos outros...mentira.
Mas queria depender. Mentira.
Ambos queremos o mesmo, mas de maneiras diferentes,
Acabamos por perder todo o caminho pálpavel.
Rendo-me à paz, triste cobarde,
força demolidora,
Corpo postura dura
numa alma onde a chama já não arde...
Querida Elizabeth:
"O meu sonho acaba tarde,
Acordar é que eu não queria..."
(Frase final dos Madredeus)
que sobe suavemente a areia, em direção aos
meus pés. Todos os sinais estão no céu,
nos animais e nas consquências.
Seria um gesto maravilhoso descobrir-me,
Abrir portas diferentes.
Não me cabe a mim amar mais longe, ver mais perto.
Dependo dos outros...mentira.
Mas queria depender. Mentira.
Ambos queremos o mesmo, mas de maneiras diferentes,
Acabamos por perder todo o caminho pálpavel.
Rendo-me à paz, triste cobarde,
força demolidora,
Corpo postura dura
numa alma onde a chama já não arde...
Querida Elizabeth:
"O meu sonho acaba tarde,
Acordar é que eu não queria..."
(Frase final dos Madredeus)
Mer de noms
Começo desta maneira uma pequena nova forma de texto. Quero com estes poemas não dizer nada. Não que diga algo nos outros, mas nestes não me esforço por dizer nada. Por isso, e ao bom jeito de homenagem ao cd dos A perfect circle, estes textos têm como título um simples nome próprio.
Gosto de simplicar aquilo que os outros tornam complicado, mas nestes poemas queria complicar o simples, e sentir aquilo que todos vocês sentem...
Obrigado.
Gosto de simplicar aquilo que os outros tornam complicado, mas nestes poemas queria complicar o simples, e sentir aquilo que todos vocês sentem...
Obrigado.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
A falta que nós fazemos
"My fear begins to fade.Recalling all of those times.
I could have cried then. I should have cried then.
And as the walls come down and
As I look in your eyes
My fear begins to fade
Recalling all of the times
I have died
And will die.
Its all right.
I dont mind." (H. da nossa banda)
A falta que nós fazemos...nunca pensei.
Agora sorrio repleto de sabedoria,
Nunca pensei que nós fizessemos tamanha falta.
Julgamos ser os piores, aqueles que todo o universo
julgou, criticou, desejou ver longe...
Mas não.
Nada é o que parece.
Nós possivelmente até fomos os melhores,
Apenas não sabiamos, ninguém o sabia.
Imagem vocês que somos tão preciosos, tão precisos,
E o mundo lamenta hoje já não nos ter.
Estamos longe, por vezes voltamos para recordar.
Depois sobra nos olhos de quem nos perdeu
uma recordação exercitada, um sentido de loucura aproximado.
Quem diria...
Gosto tanto de vos ver. Sentem-se por um bocado,
Falem, surpreendam-me com o passado e o presente,
Tentem-me a fazer parte do vosso futuro.
A mentira é o contrário da verdade,
Mas eu aligeiro-te a realidade, se cais de altura alta
torno a queda suave, por vezes inexistente.
A falta que nós fazemos...
Queria chorar, mas não quero,
Quero abraçar-vos, quero abraçar-te,
Conta-me tudo o que aconteceu entretanto.
Por outras palavras, noutros assuntos,
Louva por mim, dá-me respostas,
Sinto a tua falta. Desde que partiste nunca mais te vi,
E durante a tua passagem para o outro mundo
nunca derramei uma lágrima...mesmo na tua morte.
E um dia, num pequeno compartimento,
Vi um conjunto de imagens tuas...parecia ter sido
reunido para alguém o ver. Nesse dia sorri
para não ganhar saudades. E uma lágrima dançou sem cair.
Tudo o que sei é fazemos uma imensa falta,
Desde aqueles que nos sentem ausentes,
Desde os que pensam não sentir.
Mas eu continuo aqui, vim para ficar,
Recordar, saudar, e fazer pequenas histórias.
Imaginem um mundo sem nós...
Nem sequer podia ser chamado de mundo,
Planeta terra...esfera azul que gira.
Não meus amigos, somos nós precisos.
E nós fazemos falta.
Tamanha falta.
Mesmo a quem não queremos.
Dizem que a morte acaba tudo...
Enganam-se...nós fazemos tanta falta,
E as saudades ultrapassam, subjugam a morte.
As saudades, a recordação, pisa e deita por chão
tudo.
TUDO. Somos humanos, sejamos modestos, aceitemos
a verdade do no nosso ser.
Seja recolhida e ingorada toda a ignorância exterior,
Seja abençoada cada criança, cada alma, cada acto distinto.
Cada pessoa que seguio o seu instinto, que perdou, que se vingou,
Que enlouqueceu por amor, por dar, por ser.
A falta que vocês fazem, a falta que eu faço...
De tudo o que vejo, sinto, cheiro,
De tudo o que quero, sinto, revolto,
TUDO.
Não desejo mais nada, não quero o nada.
Todo esse nada recordado, não feito, não exigido,
Apenas me deixa aborrecido.
A falta que nós fazemos...ela existe,
Por muito que se tente ignorar.
Não ignores quem foste, apenas adapta-te ao que és.
Sinto-me em casa, e dirijo esta marcha de companheiros,
Pela mesma razão que vocês me guiaram:
Pela falta que nós fazemos.
I could have cried then. I should have cried then.
And as the walls come down and
As I look in your eyes
My fear begins to fade
Recalling all of the times
I have died
And will die.
Its all right.
I dont mind." (H. da nossa banda)
A falta que nós fazemos...nunca pensei.
Agora sorrio repleto de sabedoria,
Nunca pensei que nós fizessemos tamanha falta.
Julgamos ser os piores, aqueles que todo o universo
julgou, criticou, desejou ver longe...
Mas não.
Nada é o que parece.
Nós possivelmente até fomos os melhores,
Apenas não sabiamos, ninguém o sabia.
Imagem vocês que somos tão preciosos, tão precisos,
E o mundo lamenta hoje já não nos ter.
Estamos longe, por vezes voltamos para recordar.
Depois sobra nos olhos de quem nos perdeu
uma recordação exercitada, um sentido de loucura aproximado.
Quem diria...
Gosto tanto de vos ver. Sentem-se por um bocado,
Falem, surpreendam-me com o passado e o presente,
Tentem-me a fazer parte do vosso futuro.
A mentira é o contrário da verdade,
Mas eu aligeiro-te a realidade, se cais de altura alta
torno a queda suave, por vezes inexistente.
A falta que nós fazemos...
Queria chorar, mas não quero,
Quero abraçar-vos, quero abraçar-te,
Conta-me tudo o que aconteceu entretanto.
Por outras palavras, noutros assuntos,
Louva por mim, dá-me respostas,
Sinto a tua falta. Desde que partiste nunca mais te vi,
E durante a tua passagem para o outro mundo
nunca derramei uma lágrima...mesmo na tua morte.
E um dia, num pequeno compartimento,
Vi um conjunto de imagens tuas...parecia ter sido
reunido para alguém o ver. Nesse dia sorri
para não ganhar saudades. E uma lágrima dançou sem cair.
Tudo o que sei é fazemos uma imensa falta,
Desde aqueles que nos sentem ausentes,
Desde os que pensam não sentir.
Mas eu continuo aqui, vim para ficar,
Recordar, saudar, e fazer pequenas histórias.
Imaginem um mundo sem nós...
Nem sequer podia ser chamado de mundo,
Planeta terra...esfera azul que gira.
Não meus amigos, somos nós precisos.
E nós fazemos falta.
Tamanha falta.
Mesmo a quem não queremos.
Dizem que a morte acaba tudo...
Enganam-se...nós fazemos tanta falta,
E as saudades ultrapassam, subjugam a morte.
As saudades, a recordação, pisa e deita por chão
tudo.
TUDO. Somos humanos, sejamos modestos, aceitemos
a verdade do no nosso ser.
Seja recolhida e ingorada toda a ignorância exterior,
Seja abençoada cada criança, cada alma, cada acto distinto.
Cada pessoa que seguio o seu instinto, que perdou, que se vingou,
Que enlouqueceu por amor, por dar, por ser.
A falta que vocês fazem, a falta que eu faço...
De tudo o que vejo, sinto, cheiro,
De tudo o que quero, sinto, revolto,
TUDO.
Não desejo mais nada, não quero o nada.
Todo esse nada recordado, não feito, não exigido,
Apenas me deixa aborrecido.
A falta que nós fazemos...ela existe,
Por muito que se tente ignorar.
Não ignores quem foste, apenas adapta-te ao que és.
Sinto-me em casa, e dirijo esta marcha de companheiros,
Pela mesma razão que vocês me guiaram:
Pela falta que nós fazemos.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Quando a dor dói

"I've never failed to feel pain..." (Do grandioso Kurt Cobain, Nirvana, para sempre estarão no meu coração. Vocês fizeram parte da Mundança.)
E não, não encontro cobardia nem fraqueza nesta música. Vejo alguém que sofre, mesmo não sabendo porque sofre. Vejo alguém que se quis afastar. E quem sabe até, seguir em frente...
Obrigado Joana Garcia.
Doooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooor!
Sinto-a. Sinto-a como se estivesse dentro de mim,
Como se ela e eu fossemos o mesmo ser.
Causo dor,
Crio dor e divirto-me com ela.
Eu sei que vocês veneram vê-la de longe...só que não admitem.
Ganhem senso, ganhem verdade, e abram o vosso pensamento,
Porque esta dor que vai e vem um dia não volta mais...
A pergunta que me resta é somente esta:
Ficaremos felizes sem dor?
Ou será a nossa vida para sempre triste sem a sua vivência
ou recordação?
Dooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooor!
A dor dói, e faz-me sentir mal, mas vivo, mas dói-me.
Não terei de me esconder nunca mais, se a dor estiver comigo,
Terei de tentar ir mais longe, ultrapassa-la, e seguir em frente...
Porque a dor nem sempre está connosco.
Se magoo causo dor fisica, se odeio causo dor sentimental.
Ando de mãos dadas...
Porque magoas?
Porque existem essas mágoas que causam dor?
Doooooooooor...do que precisas?
Convida-me. Nunca mais te deixo.
Dooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooor.
Quero-a, vai-te embora!, suja-me.
Detesta-me, se isso te faz sentir bem,
Magoa-me.
Escrevi sobre tudo o que queria, mesmo sobre aquilo que mais queria,
Mas é impossivel, não consegui definir dor...
Deixo que vos doa!
(Por de trás de todos ruídos, muito ao longe, ouve-se um grito abafado:
DOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOR!
E tu sabes que sempre estiveste certa. Mesmo quando não estavas.)
Porque esta dor não é só minha...
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Puzzle

Sei que as peças encaixam mas continuo sem encontrar maneira de as fazer encaixar..
"Deep in this blackened void,
the space that used to be my soul...
Cause, It's not enough. I need more. Nothing seems to satisfy. I said, I don't want it.
I just need it. To breathe, to feel, to know I'm alive.!" (LAM e banda do costume)
Largaram-te no chão, desfeita, sem pistas de encaixe,
Não te movias, não conseguias quase respirar,
Estavas sozinha.
Olhos nos olhos, olhos no chão,
Figura colossal aterradora, fome avassaladora,
Resta-te tentar não morrer...desfeita.
E os corpos encaixam, tão perfeitamente...
E os lábios encaixam tão correctamente,
Sentir as peças a separarem-se é obescuro.
Desde que existe memória, desde que se escreve a história,
Foste colocado no centro do mundo como se dele fizesses parte,
E tudo girou em vários sentidos, acabando por terminar no mesmo lugar.
Luz e fogo, sangue e trevas...
E quando me olho ao espelho, com um rosto lavado e novo,
Tento encontrar maneira de vos encaixar.
Simplicidade...simples, não aguento a vossa pressão. O vosso
peso.
Constante vivência entre pessoas.
Pedi-te que guardasses uma dessas inúmeras peças na mão.
Deitas-te-á fora. No chão, como se não valesse nada.
Como todas as pessoas.
As peças deviam-se mover todas para o mesmo lugar,
mas fogem umas das outras.
Uma velocidade de avalanche toma conta delas...
Deus queira que haja futuro, que exista evolução,
E que essa não dependa de mim, peça parada,
Nem de vocês que parados estão...
Foste crucificado, culpado sem razão.
E a pergunta permanece em todos nós...nos que acreditam
ou não.
A vida é um puzzle inacabado, talvez impossivel de acabar,
Resta a esperança de quem acredita na vida depois da morte
de conseguir chegar ao seu fim.
Sou essa peça esquecida, perdida por de baixo do tapete...
Aquela que tu pisas sem querer, na qual tropeças.
E por muito simples que fosse montar qualquer puzzle
Nunca o conseguirás montar
Porque eu sou aquela peça que falta e que tu nunca vês.
Ficou aquém das minhas expectativas. Mas não sabia que volta lhe dar.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Elogio
(Nota: elogio - dedicatória feita a alguém que morreu.)
"and ive been thinkin
but it hurts me thinking..." (Konstantine)
Cheguei agora a casa, a porta fechou-se tão bruscamente...
Terá sido o vento? Terei sido eu?
Receio tanto estar errado.
Ter cometido o erro...
Arrenpendido de não ter encontrado a razão mais cedo.
As minhas acções esconderam-se nos meus sonhos
e viveram lá eternamente.
Nunca disse que isto ia ser fácil.
Levar-te a casa, ver-te lá ficar sozinha, para sempre.
Longe.
Para sempre...
Cheguei agora a casa, a porta fechou-se. Fechou-se bruscamente.
Encontro-me sentado a escrever, com o cigarro meio acesso
meio apagado, a sufucar em fumo, a ignorar um possivel rumo,
Sou um fruto seco, complicado, que já deixou de dar sumo.
Tentei equilibrar na balança o sentimento e a razão,
Perdi tempo. Pensei ter passado por tudo isto, mas não,
Fiquei preso à esperança. Fiquei preso ao momento,
Estou desligado.
Acordo-te. Afinal já estavas acordada.
Tento imaginar-te a moveres o teu corpo por sitios onde
nunca fui, onde nunca irei.
Cheguei a casa, escrevi o elogio que quero que leiam
no dia da minha morte. Algo simples, correcto, sentido.
Verdadeiro...por uma vez na morte, já que não o tive em vida,
Quero sentir a verdade a entrar nos vossos corações,
Abalar-vos todo o espírito.
Quero que me sintam. Que me vejam.
Serão apenas letras. Vagas frases. Uma imagem minha...
Espalhada em letras, em frases vagas. Serei eu...um pequeno eu.
Dói-me pensar. Dói-me sentir.
Mas quero sentir e pensar, estar aqui.
Preciso disto. Preciso de vocês. Vocês precisam de mim.
O tempo cura tudo...mas às vezes demora tanto.
E as respostas não surgem. Surgem perguntas.
Os sentimentos originam sentimentos.
O amor dá lugar ao ódio, o ódio volta a dar lugar ao amor,
E não saimos desta roda que gira e gira e gira e gira...
Gira o mundo, sem dar lugar a nada melhor,
Afasto as folhas do meu caminho, largo a tinta,
E deixo-me ficar, sentado a olhar para mim,
Sem arrependimentos, descansado de sentimentos,
Sem pensar em nada.
E vivo aqui, sem procurar-te, sem esperar-te,
Apenas aqui.
Rasgo o elogio. É cedo de mais para marcar a data
da minha despedida.
Poderás imaginar?
Poderás tentar mudar, ser mais?
Agarro-me. Seguro-me. Quando menos espero
adormeço. Nem uma criança dorme tão bem...
Aos poucos deixas de sentir a minha presença.
Descobres que estavas enganada este tempo todo.
E sofres, sabes que já é tarde.
Adormeci. Nem uma criança dorme tão bem.
(Lá no céu, nas nuvens, no centro ou na ponta do Universo, seja lá onde for,
Deus sorri e pensa: mais um passo dado na evolução humana...)
Ficou assim. Assim ficou.
Desci as escadas e fui caminhar.
A porta fechou-se em silêncio, sem pertubar...
"and ive been thinkin
but it hurts me thinking..." (Konstantine)
Cheguei agora a casa, a porta fechou-se tão bruscamente...
Terá sido o vento? Terei sido eu?
Receio tanto estar errado.
Ter cometido o erro...
Arrenpendido de não ter encontrado a razão mais cedo.
As minhas acções esconderam-se nos meus sonhos
e viveram lá eternamente.
Nunca disse que isto ia ser fácil.
Levar-te a casa, ver-te lá ficar sozinha, para sempre.
Longe.
Para sempre...
Cheguei agora a casa, a porta fechou-se. Fechou-se bruscamente.
Encontro-me sentado a escrever, com o cigarro meio acesso
meio apagado, a sufucar em fumo, a ignorar um possivel rumo,
Sou um fruto seco, complicado, que já deixou de dar sumo.
Tentei equilibrar na balança o sentimento e a razão,
Perdi tempo. Pensei ter passado por tudo isto, mas não,
Fiquei preso à esperança. Fiquei preso ao momento,
Estou desligado.
Acordo-te. Afinal já estavas acordada.
Tento imaginar-te a moveres o teu corpo por sitios onde
nunca fui, onde nunca irei.
Cheguei a casa, escrevi o elogio que quero que leiam
no dia da minha morte. Algo simples, correcto, sentido.
Verdadeiro...por uma vez na morte, já que não o tive em vida,
Quero sentir a verdade a entrar nos vossos corações,
Abalar-vos todo o espírito.
Quero que me sintam. Que me vejam.
Serão apenas letras. Vagas frases. Uma imagem minha...
Espalhada em letras, em frases vagas. Serei eu...um pequeno eu.
Dói-me pensar. Dói-me sentir.
Mas quero sentir e pensar, estar aqui.
Preciso disto. Preciso de vocês. Vocês precisam de mim.
O tempo cura tudo...mas às vezes demora tanto.
E as respostas não surgem. Surgem perguntas.
Os sentimentos originam sentimentos.
O amor dá lugar ao ódio, o ódio volta a dar lugar ao amor,
E não saimos desta roda que gira e gira e gira e gira...
Gira o mundo, sem dar lugar a nada melhor,
Afasto as folhas do meu caminho, largo a tinta,
E deixo-me ficar, sentado a olhar para mim,
Sem arrependimentos, descansado de sentimentos,
Sem pensar em nada.
E vivo aqui, sem procurar-te, sem esperar-te,
Apenas aqui.
Rasgo o elogio. É cedo de mais para marcar a data
da minha despedida.
Poderás imaginar?
Poderás tentar mudar, ser mais?
Agarro-me. Seguro-me. Quando menos espero
adormeço. Nem uma criança dorme tão bem...
Aos poucos deixas de sentir a minha presença.
Descobres que estavas enganada este tempo todo.
E sofres, sabes que já é tarde.
Adormeci. Nem uma criança dorme tão bem.
(Lá no céu, nas nuvens, no centro ou na ponta do Universo, seja lá onde for,
Deus sorri e pensa: mais um passo dado na evolução humana...)
Ficou assim. Assim ficou.
Desci as escadas e fui caminhar.
A porta fechou-se em silêncio, sem pertubar...
sábado, 19 de setembro de 2009
A Primavera da minha vida

"I regret the times I didn't spend
Watching the flowers grow..." (Silence 4)
O que faz alguém perseguir a pessoa que ama?
A loucura, o amor, a vontade...
Cheguei a este estado de alma,
Onde receio não existir retorno.
Primavera da minha vida.
Sentado neste campo verde, encostado a uma árvore,
Recordo-me do teu sorriso, e gosto de vê-lo dentro de mim,
Antes que desapareça, devido ao tempo que passa,
Tornando-se num sorriso como outro qualquer,
Numa face de qualquer pessoa comum,
Num rosto sem expressão...
Atrás de mim tocam um piano, muito ao de leve,
Acompanhado de uma aragem de vento muito suave,
Sabe bem estar aqui.
Desejava-te aqui.
Tenho a tua voz trancada e presa por amarras
na minha memória, tão viva.
Vou por passos pequenos para chegar mais devagar.
O tempo que passo a desejar é tempo que perco
a fazer de facto. Misericórdia.
O piano toca agora um pouco mais depressa,
Vai criando em mim uma vontade de escrever
um poema ou uma música. Pode ser sobre ti.
E peço ao piano que não pare de tocar nunca,
Que seja sempre Primavera, a união perfeita entre frio
e calor, entre aquilo que amo e daquilo que mais fujo...
Sentimentos partidos recordam-me que ainda não estás aqui.
De repente o frio entra nos meus olhos,
E seguro pela rédeas o meu coração acesso.
Muito ao longe ouço partir uma peça de porcelena...
Alguns dos seus pedaços acabam por chegar aos meus pés,
Uma peça destruída, dividida, sem retorno.
E tu não estás aqui.
É como se fosses essa peça ao longe,
De ti só tenho pequenos pedaços que caíram por sorte
aos meus pés.
E o piano toca uma melodia alegre,
E eu agradeço.
A minha alma está azul, com alguns tons de cinzento,
Mas o piano tenta puxar-me para a força, para a luta,
Para uma ignorância, um esquecimento completo da tua pessoa.
Piano, doce música a tua: Primavera da minha vida.
Quando me levanto, depois de sacudir-te para fora do meu corpo,
Da minha memória, do meu desejo,
Olho para o piano,
Aceno com agradecimento...
E fico comovido, triste e delicado,
Pois és tu que estás a toca-lo.
sábado, 12 de setembro de 2009
Sem título ( Insanidade intemporária )

("Olá a todos...O meu nome é Diogo". Um coro de vozes responde: "Olá Diogo!" No canto da sala observo uma pequena mesa com bolachas e copos de café suficientes para matar um elefante com um enfarte. Vejo alguns restos mortais de cigarros no chão e aproximadamente quatro dezenas de rostos eufóricos à espera para ouvir a minha história. "Eu...tenho um problema...". Faço uma pausa. É tão dificil admitilo, dizê-lo em voz alta. Todos esperam, com as mãos trémulas, desejosos de bater palmas. Enfim, lá terei de vos dar esse consolo. Continuo: "Eu tenho um problema...(mais um curto silêncio para depois lhes proporcionar o auge)...sou um ser humano." Aplausos, fortes aplausos, sorrisos, muitos sorrisos. Chegou a hora do café...)
Sou forçado a desistir, quando na verdade queria continuar,
E de nada me vale tentar fugir, ou negar, aceito-o,
Como um mendigo aceita a sua pobreza e solidão,
Aceito-o.
Volto a adormecer para não me desiludir.
A exautão já não me cansa, já faz parte de mim,
Já nem me imagino sem ela.
O meu melhor amigo é o ódio. Está comigo quando preciso,
Vem me buscar quando julgo estar perdido.
E tudo aquilo que eu mais quero
E tudo aquilo que não tolero
E tudo aquilo que eu mais quero
E tudo aquilo que eu não tolero,
Tudo trancado numa jaula, uma fera sedente.
Nem sentado, nem deitado, como se não encontrasse
A paz activa que tanto procuro em nenhum lado.
E o tempa passa, levado pelo vento
Como um cigarro esquecido no chão cinzento,
Nós fazemos as nossas escolhas, pensamos saber sempre
a melhor maneira de caminhar na vida.
Julgo que estamos enganados.
Refugiamo-nos na vida para fugir à morte,
Na solidão para não amar,
E quando pensamos no que somos
não encontramos resposta que nos alegre.
Tento trepar o conhecimento e a verdade como se fosse um monte,
Mas nunca chego a meio caminho,
E não desisto, nesse mesmo meio crio um ninho,
Onde procuro um pequeno momento para não estar sozinho.
Conto histórias ao destino na tentativa de o enganar
Mas ele é sábio, tenho de desistir.
A energia que necessito está guardada dentro de outros,
E um pouco dela está dentro de mim,
Por isso acabo por morrer de sede, de fome, e não encontro ajuda,
Fico sozinho, como se aquilo que me dessem não me bastasse.
Não me levem a mal...a vida é assim mesmo:
uma bela trama, uma teia, uma bela história.
Quando o amor se mistura com o ódio
o meu coração acorda, revela-se, dá de si,
Encontra apoio, e volta a bater,
Como que ressuscitado.
E quando bate, tenta bater muito forte,
para não voltar a adormecer,
Mas mais tarde ou mais cedo o sono vem...
E que posso eu fazer?
Eu queria fazer muito,
mas contento-me em nada fazer.
Resta-me respirar e encontrar novos caminhos,
Porque sou humano, e os humanos conseguem:
Viver, matar, e tudo ao mesmo tempo;
Querer e tirar, e tudo ao mesmo tempo;
Fazer e destruir...tudo ao mesmo tempo.
Quando nos voltaramos a encontrar estarei diferente.
Prometo.
E palavra de ser humano vale mais que outras mil palavras.
Os meus olhos não vão faiscar ternura,
A minha postura vai estar direita, recta, correcta,
Serei diferente, serei menos acessivel, e tudo o que possa
ser serei.
Uma nostalgia preenche-me, não sei quando será
a última vez.
Fico à espera.
Ficarei?
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